{"id":1300,"date":"2004-03-17T16:08:39","date_gmt":"2004-03-17T19:08:39","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/ki-kuti-kute-essi-orkuti"},"modified":"2004-03-17T16:08:39","modified_gmt":"2004-03-17T19:08:39","slug":"ki-kuti-kute-essi-orkuti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/ki-kuti-kute-essi-orkuti\/","title":{"rendered":"Ki kuti-kute essi Orkuti!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/fiquepordentro.gif\" align=\"right\">Ano passado, divaguei sobre uma teoria envolvendo <a href=\"\/blog\/archives\/000624.html\" target=\"_blank\"><b>redes sociais<\/b><\/a> &#8211; aquela hist\u00f3ria de que existem apenas seis graus de separa\u00e7\u00e3o entre voc\u00ea e qualquer ser humano do planeta. Foi a primeira coisa que lembrei diante da mais nova brincadeira do mundo virtual, que est\u00e1 a um passo de virar coqueluche entre os internautas brazucas.<\/p>\n<p>J\u00e1 faz id\u00e9ia do que estou falando?<\/p>\n<p>A tal brincadeira foi criada por um engenheiro chamado <a href=\"http:\/\/www.stanford.edu\/~orkut\" target=\"_blank\"><b>Orkut Buyukkokten<\/b><\/a>. Interessado em redes sociais, ele aproveitou suas horas de folga em sua mesa no &#8220;or\u00e1culo&#8221; Google para bolar um novo servi\u00e7o ligado ao tema. Conseguiu: batizou o projeto com o seu primeiro nome, mostrou ao seu chefe e, logo no in\u00edcio de janeiro, foi lan\u00e7ado sem maiores alardes.<\/p>\n<p>Em poucos meses, o mundo se encantou com as funcionalidades do <a href=\"http:\/\/www.orkut.com\" target=\"_blank\"><b>Orkut<\/b><\/a>, uma mega-comunidade que &#8220;conecta pessoas atrav\u00e9s de uma rede de amigos confi\u00e1veis&#8221;, como lembra, logo na sua primeira p\u00e1gina. N\u00e3o \u00e9 qualquer um que pode entrar na festinha: \u00e9 preciso um convite de algu\u00e9m que esteja l\u00e1. &#8220;J\u00e1 tem malaco oferecendo convite no Orkut a duas doletas no ebay&#8221;, observa o <a href=\"http:\/\/www.mblog.com\/inagaki\" target=\"_blank\"><b>Inagaki<\/b><\/a>, antes de me chamar pro neg\u00f3cio &#8211; sem qualquer \u00f4nus&#8230;<\/p>\n<p>Nas primeiras horas de navega\u00e7\u00e3o, percebe-se que a coisa \u00e9 interessante: a come\u00e7ar pelos perfis detalhados, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil incrementar sua lista de amigos com velhos conhecidos ou gente bem batuta. A aproxima\u00e7\u00e3o entre os membros \u00e9 feita por comunidades &#8211; o passo seguinte \u00e9 descobrir grupos de seu interesse, desde blogs at\u00e9 Mel Brooks, passando por Movable Type e Inter de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Confesso que fiquei perdido &#8211; al\u00e9m de me sentir o pr\u00f3prio Elesb\u00e3o da TV Pirata: &#8220;eu n\u00e3o tenho amigos&#8221;. Aos poucos, percebi que a coisa n\u00e3o funciona como um &#8220;almas g\u00eameas&#8221;, onde \u00e9 s\u00f3 mandar uma mensagem bonitinha pra primeira gata solteira que surge no mecanismo de busca. Em compensa\u00e7\u00e3o, recebi ajuda valiosa de uma dezena de gringos, gra\u00e7as a uma pergunta que fiz sobre <a href=\"http:\/\/wordpress.org\" target=\"_blank\"><b>WordPress<\/b><\/a> \u00e0 comunidade relativa ao tema.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade, patota: o Orkut funciona! E &#8220;tem tudo para se tornar outro fen\u00f4meno verde-amarelo, igual o Fotolog. S\u00f3 espero que a qualidade do servi\u00e7o n\u00e3o decaia com a invas\u00e3o tupiniquim&#8221;, adverte o <a href=\"http:\/\/www.alexandresena.jor.br\/blog.html\" target=\"_blank\"><b>Alexandre Sena<\/b><\/a>. O temor procede. A cada dia, mais brasileiros aparecem no sistema &#8211; para desespero de quem j\u00e1 viu a novela fotologue e n\u00e3o quer mais saber de narcisismo exagerado e baderna queima-filme tupiniquim. Inevit\u00e1vel: vai chegar o dia em que o primeiro man\u00e9 vai mandar um &#8220;ki kuti-kute essi orkuti&#8221; para toda a comunidade&#8230;<\/p>\n<p>Pessoalmente, isso n\u00e3o me preocupa. O que me assusta \u00e9 o interesse do &#8220;Or\u00e1culo&#8221; diante de tamanho potencial nas m\u00e3os. &#8220;N\u00e3o fazemos id\u00e9ia. Vamos observ\u00e1-lo e ver como as pessoas reagem&#8221;, diz David Krane, o &#8220;porta-voz&#8221; do Google, <a href=\"http:\/\/searchenginewatch.com\/searchday\/article.php\/3302741\" target=\"_blank\"><b>nesta mat\u00e9ria p\u00f3s-lan\u00e7amento<\/b><\/a>. Ah, v\u00e1! At\u00e9 o filho de nove anos do sujeito deve ter dado a dica: &#8220;P\u00f4, pai, que legal! J\u00e1 pensou quando juntarem os dados pessoais de todo mundo e deixar as buscas e aqueles an\u00fancios maletas com a cara deles! Bacana, n\u00e9?&#8221;. J\u00e1 vejo m\u00e1quinas e c\u00e9rebros a todo vapor nos laborat\u00f3rios do Google&#8230;<\/p>\n<p>E o que dizer desta cl\u00e1usula contratual? &#8220;By submitting, posting or displaying any Materials on or through the orkut.com service, you automatically grant to us a worldwide, non-exclusive, sublicenseable, transferable, royalty-free, perpetual, irrevocable right to copy, distribute, create derivative works of, publicly perform and display such Materials&#8221;. Preciso me convencer de que \u00e9 poss\u00edvel confiar neles&#8230;<\/p>\n<p><b>Ainda n\u00e3o acabou:<\/b><\/p>\n<p>&#8211; D\u00e1 pra falar muito sobre o tal Orkut e a coisa continuar nebulosa. Se este ainda \u00e9 o seu caso, <a href=\"http:\/\/www.magnet.com.br\/bits\/especiais\/2004\/03\/0001\" target=\"_blank\"><b>esta mat\u00e9ria do site Magnet<\/b><\/a> explica detalhadamente o que eu resumi acima.<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Linkar pessoas \u00e9 um exerc\u00edcio est\u00e1tico&#8230; Trocar cart\u00f5es n\u00e3o significa interesse comum e relacionamento. Significa apenas um referencial&#8221;. Opini\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.marketinghacker.com.br\/index.php?itemid=2960\" target=\"_blank\"><b>Hernani Dimantas<\/b><\/a>, que tamb\u00e9m est\u00e1 <a href=\"http:\/\/www.marketinghacker.com.br\/index.php?itemid=2957\" target=\"_blank\"><b>brincando com o Orkut<\/b><\/a> &#8211; mesmo achando <a href=\"http:\/\/www.marketinghacker.com.br\/index.php?itemid=2923&amp;catid=22\" target=\"_blank\"><b>incoerente linkar pessoas para estabelecer uma rede<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>&#8211; Ali\u00e1s, tanta gente que sou f\u00e3 est\u00e1 por l\u00e1&#8230; Mas pra manifestar isso no Orkut, \u00e9 preciso ser &#8220;amigo&#8221; delas &#8211; n\u00e3o me parece prudente adicionar pessoas na lista indiscriminadamente e gerar rea\u00e7\u00f5es adversas do tipo &#8220;quem \u00e9 esse Marmota?&#8221;. Como o Orkut \u00e9 s\u00f3 um prot\u00f3tipo &#8211; e portanto sujeito a falhas, talvez possa ser aperfei\u00e7oado. Boas id\u00e9ias como as de <a href=\"http:\/\/www.digital-web.com\/features\/save_orkut.shtml\" target=\"_blank\"><b>Rebecca Blood<\/b><\/a> e <a href=\"http:\/\/blog.moinho.net\/index.php?itemid=209\" target=\"_blank\"><b>Celso Goya<\/b><\/a> bem que poderiam chegar aos ouvidos de Orkut Buyukkokten.<\/p>\n<p>&#8211; Por fim, estou vendendo convites pra brincadeira&#8230; Baratinho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano passado, divaguei sobre uma teoria envolvendo redes sociais &#8211; aquela hist\u00f3ria de que existem apenas seis graus de separa\u00e7\u00e3o entre voc\u00ea e qualquer ser humano do planeta. Foi a primeira coisa que lembrei diante da mais nova brincadeira do mundo virtual, que est\u00e1 a um passo de virar coqueluche entre os internautas brazucas. 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