{"id":13,"date":"2007-02-24T12:34:10","date_gmt":"2007-02-24T14:34:10","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-indica-pita-kebab-bar"},"modified":"2007-02-24T12:34:10","modified_gmt":"2007-02-24T14:34:10","slug":"marmota-indica-pita-kebab-bar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-indica-pita-kebab-bar\/","title":{"rendered":"Marmota Indica: Pita Kebab Bar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/indica.gif\" align=\"right\" alt=\"Marmota Indica\" \/>Minha amiga e especialista em comilan\u00e7as <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/guloseima\/2007\/02\/20\/pita_kebab_bar\" target=\"_blank\" title=\"Ela vai ler tudo e dizer que eu reclamo demais\"><b>Luciana Mastrorosa<\/b><\/a> me disse esses dias que, para fazer uma boa cr\u00edtica gastron\u00f4mica (odeio cac\u00f3fatos), \u00e9 preciso visitar o mesmo lugar ao menos umas tr\u00eas vezes, para s\u00f3 depois analisar os pr\u00f3s e os contras.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o sou nenhum gourmet, a s\u00e9rie Marmota Indica est\u00e1 longe de ser uma refer\u00eancia entre os bons guias da cidade. Trata-se de um apanhado de experi\u00eancias e observa\u00e7\u00f5es, muitas vezes resultado de uma primeira impress\u00e3o. Ao contr\u00e1rio de qualquer avalia\u00e7\u00e3o especializada, nada impede que a express\u00e3o &#8220;nunca mais ponho os p\u00e9s nesta espelunca&#8221; seja dita logo de cara.<\/p>\n<p>Mas relaxem. Apesar das primeiras impress\u00f5es estranhas, eu pretendo voltar ao <a href=\"http:\/\/www.kebabbar.com.br\" target=\"_blank\" title=\"S\u00f3 pelas imagens do site d\u00e1 vontade de ir, n\u00e3o?\"><b>Pita Kebab Bar<\/b><\/a>.<\/p>\n<p><b>Queb\u00e1be?<\/b> &#8211; A palavra &#8220;kebab&#8221; \u00e9 persa, e quer dizer simplesmente churrasco. Apesar das muitas varia\u00e7\u00f5es que a iguaria recebe em todo o mundo, entre elas o churrasquinho grego com suco de laranja gr\u00e1tis no Centr\u00e3o, a que mais me traz lembran\u00e7as bacanas \u00e9 o doner kebab (tradu\u00e7\u00e3o: churrasco rodando), muito popular na Europa.<\/p>\n<p>Os turcos s\u00e3o os especialistas em doner kebab, e na <a href=\"http:\/\/www.marmota.org\/blog\/2006\/07\/31\/1627\" target=\"_blank\" title=\"Sim, eu j\u00e1 comi doner kebab em Berlim!\"><b>Alemanha, especialmente em Berlim<\/b><\/a>, que qualquer dia desses vai acordar com mais descendentes turcos que alem\u00e3es, o sanduichinho j\u00e1 faz parte da cultura local. Assim, n\u00e3o tem como ignorar a minha mais deliciosa refer\u00eancia ao termo kebab: um stand bem simp\u00e1tico na entrada de um supermercado da Dircksenstrasse, na frente do Starbucks, em Hackescher Markt, Berlim.<\/p>\n<p>O dono do estabelecimento, um turco com a cara do deputado Frank Aguiar, corta peda\u00e7os de carne de cordeiro assado, num espet\u00e3o que deixa qualquer churrasquinho grego parecendo tira-gosto. As lascas v\u00e3o parar num p\u00e3o s\u00edrio (tamb\u00e9m chamado pita &#8211; ops, agora tudo se encaixa), que \u00e9 pr\u00e9-tostado para ficar bem crocante. Tamb\u00e9m vai salada e molho \u00e0 escolha (eu apontei para um branco). Tamb\u00e9m servido na vers\u00e3o &#8220;mit kase&#8221; (com queijo) a alguns eurinhos a mais. Uma saboros\u00edssima refei\u00e7\u00e3o t\u00edpica.<\/p>\n<p><b>Hor\u00e1rio ingrato<\/b> &#8211; A pior coisa \u00e9 chegar a qualquer lugar bacana carregando alguma expectativa &#8211; e a minha era elevad\u00edssima. Como todo castigo pra pobre \u00e9 pouco, decidi experimentar a casa, ao lado do meu companheiro de aventuras Narazaki, em uma ter\u00e7a-feira, quase meia-noite. Obviamente, nossa tradicional avalia\u00e7\u00e3o ficaria comprometida.<\/p>\n<p>Ainda assim, vamos a ela. Quesitos.<\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o: <font color=\"#CC0000\">***BOM<\/font><\/b>. Se eu morasse em Pinheiros, como a Lu Mastrorosa (que pode ir l\u00e1 caminhando de pantufa), daria \u00f3timo. Mas a rua Francisco Leit\u00e3o, (n\u00famero 282, quase na esquina da Artur de Azevedo), \u00e9 um ponto acess\u00edvel e muito tranquilo.<\/p>\n<p><b>Ambiente: <font color=\"#CC0000\">****MUITO BOM<\/font><\/b>. Nisso a turma realmente caprichou. De fora, o lugar parece um cantinho apertado, mas o clima \u00e9 bem aconchegante. O bar e a cozinha ficam bem vis\u00edveis ali, e aos fundos, um jardim com pinta de quintal deixa a casa muito agrad\u00e1vel. Mesmo tarde da noite, tinha gente (muito simp\u00e1tica, diga-se) no barzinho.<\/p>\n<p><b>Atendimento: <font color=\"#CC0000\">*****\u00d3TIMO!<\/font><\/b> Esse fez toda a diferen\u00e7a. Um casal (certamente donos ou gerentes) fez a corte, com um sorriso, um &#8220;boa noite&#8221; e um &#8220;sejam bem-vindos&#8221;. Fomos servidos por um rapaz muito atencioso, que fez quest\u00e3o de explicar direitinho o que era o kebab chancliche (com queijo e tomate) e o falafel (massa de gr\u00e3o de bico). Aplausos.<\/p>\n<p><b>Comes e bebes: <font color=\"#CC0000\">**REGULAR<\/font><\/b>. Ok, vamos dar um desconto, vai: que tipo de gente inventa de comer kebab na madrugada de ter\u00e7a-feira? \u00c9 \u00f3bvio que os caras n\u00e3o estavam preparados. Eu estava doido para comer um lanche de carne, mas descobri que o cordeiro s\u00f3 \u00e9 servido \u00e0s quintas e s\u00e1bados. Nos outros dias, o recheio \u00e9 de frango, mas j\u00e1 tinha acabado. Restou o chancliche &#8211; pedido do Narazaki &#8211; e um outro sabor bacana, de abobrinha com coalhada seca. E abobrinha \u00e9 comigo mesmo. O quitute \u00e9 bem light, servido num p\u00e3o folha (lembra um crepe \u00e0 moda carioca, dobradinho como um envelope), e acompanha um molhinho de ervas. Tava bom, mas seria melhor com carne.<\/p>\n<p>O card\u00e1pio tamb\u00e9m traz especialidades \u00e1rabes, e para os amantes da cerveja, algumas marcas importadas como a uruguaia Norte\u00f1a&#8230; Mas n\u00f3s, babacas n\u00e3o-alco\u00f3licos, est\u00e1vamos falando em kebab, certo?<\/p>\n<p><b>Sobremesas: <font color=\"#CC0000\">****MUITO BOM<\/font><\/b>. Aqui temos uma virada espetacular. Meu pedido original era coalhada com frutas e mel, mas ouvi um &#8220;n\u00e3o tem coalhada&#8221;. Como tamb\u00e9m n\u00e3o tinha carne, fiquei injuriado. Optei pelo mesmo doce do Narazaki, a Torta Zebra. E me dei bem! A torta tem esse nome por ser &#8220;rajada&#8221;: camadas de biscoito doce (era maizena ou maria) alternavam a um delicioso creme de chocolate (o mesmo que vai na trufa, \u00e9 chocolate derretido com creme de leite). E a cobertura, com esse mesmo creme, \u00e9 caprichada. Nem senti falta da coalhada.<\/p>\n<p><b>Pre\u00e7o: <font color=\"#CC0000\">***BOM<\/font><\/b>. Na hora de pagar, ainda no calor da emo\u00e7\u00e3o, estava prestes a tascar um &#8220;regular&#8221; aqui. Onde j\u00e1 se viu pagar R$ 9,50 num crepe de abobrinha??? Mas o refrigerante a R$ 2,50 e a torta divina a R$ 5,50 tornaram a conta justa. Sem falar no servi\u00e7o, no ambiente e na apresenta\u00e7\u00e3o toda: at\u00e9 o meu caf\u00e9 veio em uma xicrinha colorida!<\/p>\n<p><b>Avalia\u00e7\u00e3o geral: <font color=\"#CC0000\">***BOM<\/font><\/b>. Mas \u00e9 um &#8220;bom&#8221; para dar est\u00edmulo, n\u00e3o para denegrir as coisas boas do lugar. Se tudo correr bem, ainda hoje vou ter a chance de dar um pulinho l\u00e1 &#8211; e com a Lu! Quem sabe para comer o kebab com carne. A\u00ed, das duas, uma: ou as muitas refer\u00eancias ao Pita Kebab Bar nos guias paulistanos transformam o lugar nesses points da moda, com filas chatas, e a nota cai (espero que n\u00e3o), ou eu como o sandu\u00edche seguido de torta e a nota sobe.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, que tal sugerir algum cantinho batuta para a equipe n\u00e3o-especializada do Marmota Indica conferir? Aceitamos qualquer convite ou sugest\u00e3o, desde que n\u00e3o seja <a href=\"http:\/\/www.marmota.org\/blog\/2004\/06\/11\/980\" target=\"_blank\" title=\"Nunca mais ponho os p\u00e9s nessa espelunca!!!\"><b>Chico Hamburger<\/b><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha amiga e especialista em comilan\u00e7as Luciana Mastrorosa me disse esses dias que, para fazer uma boa cr\u00edtica gastron\u00f4mica (odeio cac\u00f3fatos), \u00e9 preciso visitar o mesmo lugar ao menos umas tr\u00eas vezes, para s\u00f3 depois analisar os pr\u00f3s e os contras. 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