{"id":1294,"date":"2004-03-08T11:57:56","date_gmt":"2004-03-08T14:57:56","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-buzios"},"modified":"2004-03-08T11:57:56","modified_gmt":"2004-03-08T14:57:56","slug":"marmota-em-buzios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-buzios\/","title":{"rendered":"Marmota em B\u00fazios"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0304.gif\" align=\"right\">&#8211; De hoje n\u00e3o passa: nesta segunda-feira, encerramos esta s\u00e9rie especial de f\u00e9rias, trazendo os dois \u00faltimos epis\u00f3dios: este pela manh\u00e3, e o outro logo mais. E o nosso \u00faltimo destino antes de pegar a Dutra de volta para casa \u00e9 a badalada B\u00fazios, no litoral fluminense. Passeio que ocupou todo o \u00faltimo s\u00e1bado do m\u00eas de janeiro, dia 31.<\/p>\n<p>&#8211; A verdade \u00e9 que, nesse dia, me senti um verdadeiro Jack Bouer &#8211; personagem central da s\u00e9rie 24 Horas, campe\u00e3 de audi\u00eancia na Rede Globo durante esse per\u00edodo. Realmente virei o dia, como se fosse uma tentativa desesperada de aproveitar cada instante que me restava de f\u00e9rias. Acordei na sexta, banquei o turista, passei a noite no Hard Rock Caf\u00e9 e de l\u00e1, junto com os primeiros raios de sol, pegamos ponte Rio-Niter\u00f3i em dire\u00e7\u00e3o a estrada Via Lagos.<\/p>\n<p>&#8211; Quer dizer&#8230; Tentei pegar firme no volante, mas estava prestes a cometer um acidente, de tanto sono. Preferi passar o volante ao Dr. Bruno, acostumado a passar altas horas acordado diante de uma cirurgia. No banco de tr\u00e1s, M\u00e1rcia e Fl\u00e1via tamb\u00e9m dormiam, aproveitando as duas horas de viagem para recuperar energias, ainda que rapidamente.<\/p>\n<p>&#8211; Seja dirigindo ou como um sonolento co-piloto, as chances de nos perdermos a bordo do Marmoturbo s\u00e3o sempre enormes. Foi o que aconteceu perto de Cabo Frio: quando nos demos conta, j\u00e1 est\u00e1vamos cometendo uma paulistada no meio da estrada, para encontrarmos o caminho da ro\u00e7a novamente. Depois de algumas voltas por Gerib\u00e1, paramos o carro perto do centro comercial da cidade, por volta das onze da manh\u00e3, a umas duas quadras da famosa Rua das Pedras.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/ferias0603.jpg\" align=\"right\">&#8211; A vinda de Brigitte Bardot nos anos 60 representou uma esp\u00e9cie de &#8220;coloniza\u00e7\u00e3o francesa&#8221;: praticamente todos os bares, restaurantes, lojas e pousadas trazem alguma refer\u00eancia a passagem da famosa atriz, ou ao menos um aviso: falamos franc\u00eas. Foi num destes restaurantes (o agrad\u00e1vel <a href=\"http:\/\/www.boombuzios.com.br\" target=\"_blank\"><b>Boom<\/b><\/a>, na rua Manoel Tur\u00edbio de Farias) que decidimos almo\u00e7ar. No meu caso, praticamente dormir depois de caminhar.<\/p>\n<p>&#8211; Nova caminhada, pela praia do canto, at\u00e9 avistarmos o cais. Chamou aten\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a do gigantesco <a href=\"http:\/\/www.islandcruises.com.br\" target=\"_blank\"><b>Island Escape<\/b><\/a>, que faz um bate-e-volta de Santos a B\u00fazios por umas trezentas doletas. Tanto os viajantes do cruzeiro quanto os turistas p\u00e9-de-chinelo eram abordados pela m\u00e1fia da escuna: todos ofereciam basicamente o mesmo passeio, ao redor das praias da cidade. A diferen\u00e7a de pre\u00e7o estava na infra-estrutura do barco. <a href=\"\/blog\/archives\/000455.html\"><b>Quebrei minha promessa sem saber<\/b><\/a> e embarquei, ao lado do trio, para uma navegada de tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>&#8211; Minutos depois, me dei conta de que estava a bordo de uma roubada: a escuna se aproximava das praias, um guia mal-informado dizia algo como &#8220;aqui \u00e9 a praia tal&#8221;; o barco parava e, quem quisesse, mergulhava (ou dormia, como era o meu caso). E assim foi. Fiquei sem saber porque deram nomes a praia dos amores, da tartaruga, dos ossos&#8230; &#8220;Ah, \u00e9 ali que mora o esqueleto, do He Man, meu queriiido?&#8221;, perguntou o Bruno, notadamente o mais incr\u00e9dulo com tamanha falta de considera\u00e7\u00e3o ao turista. Sem falar na pobre Fl\u00e1via, enjoada, e no joelho da M\u00e1rcia, ralado durante um mergulho desses.<\/p>\n<p>&#8211; Enfim. Minutos depois, o barquinho conseguiu &#8220;estacionar&#8221; no agitado cais. Ao desembarcarmos, percebemos o \u00f3bvio: a cidade era mais pregui\u00e7osa que a gente. Chegamos cedo para os padr\u00f5es de B\u00fazios, estavam todos dormindo. A partir das cinco, seis horas, as pessoas come\u00e7avam a circular pelas estreitas ruas desta &#8220;Campos do Jord\u00e3o&#8221; \u00e0 beira mar. J\u00e1 cogit\u00e1vamos a hip\u00f3tese de virar outra noite e agitar no charmoso Guapo Loco&#8230; Mas foi enquanto com\u00edamos um crepe, com jeito t\u00e3o cansado e exausto quanto n\u00f3s, que decidimos voltar para o Rio. Sem arrependimentos. Acho&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Desta vez, mesmo sem a luz do dia, j\u00e1 estava disposto para guiar com seguran\u00e7a at\u00e9 o Rio de Janeiro. Ao menos consegui chegar, sem piscar, ao Shopping Nova Am\u00e9rica, ao lado da Linha Amarela onde a noite terminou. Foi numa mesa do Boteco do Manolo, bebendo uma &#8220;pepsi turista&#8221; &#8211; como disse o gar\u00e7om, que eu pude ver como valeu a viagem. &#8220;Precisamos passar um fim de semana inteiro em B\u00fazios&#8230; Depois vamos combinar de ir at\u00e9 Petr\u00f3polis&#8230;&#8221;. Assim, cheio de empolga\u00e7\u00e3o e planos para as pr\u00f3ximas, o Bruno se despediu de mim e das meninas. Planos, como sempre, nunca faltam. Mas sobre estes, conto depois.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; De hoje n\u00e3o passa: nesta segunda-feira, encerramos esta s\u00e9rie especial de f\u00e9rias, trazendo os dois \u00faltimos epis\u00f3dios: este pela manh\u00e3, e o outro logo mais. E o nosso \u00faltimo destino antes de pegar a Dutra de volta para casa \u00e9 a badalada B\u00fazios, no litoral fluminense. 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