{"id":1293,"date":"2004-03-05T22:02:00","date_gmt":"2004-03-06T01:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-no-rio-outra-vez"},"modified":"2004-03-05T22:02:00","modified_gmt":"2004-03-06T01:02:00","slug":"marmota-no-rio-outra-vez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-no-rio-outra-vez\/","title":{"rendered":"Marmota no Rio, outra vez"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0304.gif\" align=\"right\">&#8211; Inicialmente, minha temporada 2003\/2004 tinha um verdadeiro &#8220;planejamento dos sonhos&#8221;: inclu\u00eda umas tr\u00eas semanas no Rio Grande do Sul e mais uma em Floripa. Nessas f\u00e9rias, no entanto, aprendi que devo ser mais tolerante com meus planos, para n\u00e3o me frustrar. Entre outras milh\u00f5es de coisas, que n\u00e3o cabem neste par\u00e1grafo.<\/p>\n<p>&#8211; O fato \u00e9 que, ao chegar em casa no dia 12 de janeiro, precisei tirar f\u00e9rias das f\u00e9rias. O processo de desintoxica\u00e7\u00e3o durou pouco: decidi aceitar o antigo convite da minha amiga <b>M\u00e1rcia<\/b> e passear no Rio de Janeiro. Uma viagem bem r\u00e1pida, de intuito unicamente tur\u00edstico, que duraria apenas um final de semana (espero que esse objetivo sirva como desculpas ao MarcosVP, ao L\u00e9o, a Daniela, entre outros amigos cariocas que um dia pretendo mesmo visitar!).<\/p>\n<p>&#8211; Definitivamente, esta viagem em nada lembrou <a href=\"\/blog\/archives\/cat_especial_marmota_no_rio.html\" target=\"_blank\"><b>minha primeira vez na Cidade Maravilhosa<\/b><\/a>. A come\u00e7ar pelo desafio inicial: dirigir pelos quatrocentos e pouco quil\u00f4metros que separam as metr\u00f3poles. Cem CD no carro, apenas um Motoradio que, mal e porcamente, sintonizava alguma pirata integrante da Rede Aleluia de prega\u00e7\u00f5es. Para quem come\u00e7a perto de Itaquaquecetuba por volta das oito da manh\u00e3, chegar ao Barra Shopping \u00e0 uma da tarde do dia 29 de janeiro, errando pouco, \u00e9 um feito e tanto!<\/p>\n<p>&#8211; At\u00e9 porque, n\u00e3o tem muito onde errar at\u00e9 passar por Nova Igua\u00e7u &#8211; e perceber, incr\u00e9dulo, a exist\u00eancia de uma cidade batizada SEROP\u00c9DICA. Vaisiferrar. Mas voltando. A indica\u00e7\u00e3o da M\u00e1rcia era precisa: bastava entrar \u00e0 direita na Linha Vermelha e seguir em frente. O atento motorista aqui viu a entrada, mas estava na chamada pista expressa, sem acesso&#8230; At\u00e9 chegar na Linha Amarela &#8211; a que vai parar em Jacarepagu\u00e1 e na Barra, tive que passar pela famigerada Avenida Brasil (uma esp\u00e9cie de Marginal Tiet\u00ea, mas sem rio e urbanizada de qualquer jeito).<\/p>\n<p>&#8211; J\u00e1 no Barra Shopping, encontrei a M\u00e1rcia, a guia do nosso passeio! Comi qualquer coisa num quiosque chamado Churro Louco e fomos ao apartamento dela, no bairro Taquara (uma esp\u00e9cie de Sapopemba), para acordar sua amiga <b>Fl\u00e1via<\/b>, que foi visitar o Rio pela primeira vez. Na mesma tarde, partimos para o Corcovado. Daquele instante, at\u00e9 domingo, estava me sentindo em S\u00e3o Paulo: obras para todo lado e motoristas que n\u00e3o sabem o que \u00e9 seta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/ferias0503.jpg\" align=\"right\">&#8211; De que adianta visitar um ponto tur\u00edstico tradicional como qualquer turista? Deixamos o carro na entrada do parque e subimos a p\u00e9. Acho que eram sete quil\u00f4metros. Ou vinte, n\u00e3o lembro&#8230; Cheguei zureta ao mirante do Cristo Redentor. N\u00e3o tanto quanto a Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>&#8211; Tanto ali como no P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, que visitar\u00edamos no dia seguinte, nos sent\u00edamos na Torre de Babel. Idiomas, timbres e rostos dos mais variados. Pessoalmente, devo ter sa\u00eddo em todas as fotos daquele povo &#8211; imaginem, nesse minuto, algu\u00e9m na Bulg\u00e1ria reparando na imagem daquele brasileiro de cara engra\u00e7ada.<\/p>\n<p>&#8211; Naquela noite, voltando para Jacarepagu\u00e1, a sensa\u00e7\u00e3o de estar em S\u00e3o Paulo era mais intensa: ao inv\u00e9s de seguir o caminho Lagoa-Barra, a M\u00e1rcia sugeriu uma volta pelo viaduto que beira o Porto, at\u00e9 chegarmos a Avenida Brasil e, na sequ\u00eancia, Linha Amarela. E vejam: horas de tr\u00e2nsito parado!<\/p>\n<p>&#8211; Estava t\u00e3o cansado que, quando me dei conta, j\u00e1 estava na manh\u00e3 de sexta-feira, novamente na beira da praia. Leblon, Ipanema, Copacabana&#8230; At\u00e9 pararmos no Leme, onde passamos a manh\u00e3. Foi ali que minhas pernas ganharam um bronzeado ex\u00f3tico: metade churrasco mal passado, metade sushi (onde a bermuda encobriu&#8230;). Novamente, paulistadas no tr\u00e2nsito: para chegar do Leme ao Shopping Rio-Sul sem a M\u00e1rcia, quase fui parar na Zona Norte&#8230; Absolutamente perdido!<\/p>\n<p>&#8211; Depois do almo\u00e7o e das voltas no bondinho do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, era hora de aproveitar a noite. Al\u00e9m do namorado &#8211; o doutor <b>Ulisses Bruno<\/b>, sujeito extraordin\u00e1rio, M\u00e1rcia convidou outra amiga para a balada. Aos que est\u00e3o se perguntando se rolou alguma coisa com pelo menos uma, sinto decepcion\u00e1-los&#8230; Mas enfim, o neg\u00f3cio era se divertir. At\u00e9 todo mundo se recompor do longo passeio do dia, passava da meia-noite quando estavam todos prontos.<\/p>\n<p>&#8211; A proposta inicial era um bar irland\u00eas na Barra, de nome estranh\u00edssimo: Shenanigans. Mas o lugar estava apinhado de crian\u00e7as, o que revoltou M\u00e1rcia e suas amigas. Mudan\u00e7a r\u00e1pida de planos e j\u00e1 est\u00e1vamos no tradicional (mas decadente, acho) Hard Rock Cafe. L\u00e1 encontrei tudo, menos caf\u00e9 e hard rock: era a sexta-feira do hip hop. Devo ter levado o trof\u00e9u joinha na categoria entusiasmo&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Engra\u00e7ado que, at\u00e9 ent\u00e3o, tinha esquecido que n\u00e3o era muito f\u00e3 da cidade&#8230; De repente, comecei a lembrar das obras, dos motoristas, do sotaque carregado, dos morros, do hip hop do Hard Rock Caf\u00e9&#8230; E de novo o sotaque carregado&#8230; E eu, uma pedra!!!<\/p>\n<p>&#8211; Mas o mais est\u00fapido ainda estava por vir. No domingo, \u00faltimo dia por aquelas bandas, fui almo\u00e7ar num restaurante da moda &#8211; o <a href=\"http:\/\/www.delirio.com.br\" target=\"_blank\"><b>Del\u00edrio Tropical<\/b><\/a>, conhecer a feira hippie de Ipanema (parecida com a da Benedito Calixto), al\u00e9m de fazer um tour pelo Rio com a M\u00e1rcia e sua tia <b>C\u00e9lia<\/b>, um amor de pessoa. Quando voltei ao meu quarto no hotel Monza, em frente ao aut\u00f3dromo, ouvi coment\u00e1rios no hall a respeito de um Fla-Flu. &#8220;Mas foi hoje?&#8221;, perguntei. Sem dizer que, na &#8220;vida real&#8221;, era jornalista e trabalhava com esportes. Descobri que sessenta mil pessoas assistiram a sete gols em uma partida eletrizante no Maracan\u00e3&#8230; Como \u00e9 que eu n\u00e3o soube disso??? Mais um desses eventos imperd\u00edveis, que eu perdi.<\/p>\n<p>&#8211; Mas o saldo final \u00e9 altamente positivo: enquanto S\u00e3o Paulo sofria com as fortes chuvas, no mesmo per\u00edodo curtimos dias ensolarados e muito proveitosos. E como sempre, a companhia da M\u00e1rcia e de todos ao seu redor tornaram esse r\u00e1pido passeio em algo sensacional! Na segunda-feira, dia dois de fevereiro, j\u00e1 estava pronto para voltar a dura realidade da vida.<\/p>\n<p>&#8211; Aos mais atentos, n\u00e3o esqueci do s\u00e1bado. Ele ainda vir\u00e1, na forma do pen\u00faltimo relato de f\u00e9rias. Ou seja: depois eu conto o resto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Inicialmente, minha temporada 2003\/2004 tinha um verdadeiro &#8220;planejamento dos sonhos&#8221;: inclu\u00eda umas tr\u00eas semanas no Rio Grande do Sul e mais uma em Floripa. Nessas f\u00e9rias, no entanto, aprendi que devo ser mais tolerante com meus planos, para n\u00e3o me frustrar. 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