{"id":1292,"date":"2004-03-04T22:04:33","date_gmt":"2004-03-05T01:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-gramado-e-canela"},"modified":"2004-03-04T22:04:33","modified_gmt":"2004-03-05T01:04:33","slug":"marmota-em-gramado-e-canela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-gramado-e-canela\/","title":{"rendered":"Marmota em Gramado e Canela"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0304.gif\" align=\"right\">&#8211; Est\u00e1 terminando a &#8220;fase ga\u00facha&#8221; deste especial intermin\u00e1vel. Estamos agora no dia dez de janeiro, deixando Pelotas a caminho de Cachoeirinha, cidade da Grande Porto Alegre, onde moram meus tios <b>Nelson<\/b> e <b>Dair<\/b> &#8211; esta, uma das dez irm\u00e3s do meu pai. Uma semana antes, na noite anterior ao fim de semana na capital ga\u00facha, meus tios fizeram a proposta: que tal um domingo na regi\u00e3o das hort\u00eansias? Convite aceito no ato!<\/p>\n<p>&#8211; E l\u00e1 fomos n\u00f3s, na bela manh\u00e3 do dia 11 de janeiro, em dire\u00e7\u00e3o a serra. Pouco mais de uma hora na estrada, por um caminho pouco procurado: saindo de Cachoeirinha na dire\u00e7\u00e3o de Gravata\u00ed, na estrada que vai at\u00e9 Taquara. Dali segue o caminho da ro\u00e7a, passando por Igrejinha e Tr\u00eas Coroas, at\u00e9 chegar ao famoso p\u00f3rtico de Gramado.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa primeira parada, no entanto, foi em Canela &#8211; a verdade \u00e9 que, num cochilo, nem se sabe ao certo quando come\u00e7a uma e termina outra. Come\u00e7amos com a catedral, um dos cart\u00f5es postais da cidade. Bem na hora da missa especial para os turistas &#8211; mesmo sendo cat\u00f3licos praticantes, meus tios decidiram n\u00e3o ficar.<\/p>\n<p>&#8211; Enquanto isso, no lado de fora, um casal procedente do Rio &#8211; percebi pelo sotaque &#8211; brigava por causa do tal ato ecum\u00eanico. O marido queria acompanhar, mas a mulher preferia aproveitar o tempo. &#8220;Se era pra ver missa, tinha ficado em casa&#8221;, ralhava. No fim, n\u00e3o soube o que fizeram &#8211; ou quanto tempo ficaram nesse dilema.<\/p>\n<p>&#8211; At\u00e9 porque, n\u00f3s t\u00ednhamos mais o que fazer. Parada seguinte: parque do Caracol, onde a famosa cachoeira de mesmo nome \u00e9 a grande atra\u00e7\u00e3o. Bom local para chamar os amigos para um churrasco, dava para ficar o dia inteiro s\u00f3 ali (quem sabe assim os oito paus da entrada rendiam mais). Destaque para a escadaria, que d\u00e1 acesso ao p\u00e9 da cascata. S\u00e3o quase mil degraus &#8211; creio que eles &#8220;aumentem&#8221; na subida&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Bem perto dali, outro parque, chamado Pinheiro Grosso. Batizei-o carinhosamente de &#8220;parque da piada pronta&#8221;. A \u00fanica atra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arauc\u00e1ria de 700 anos e corpinho descomunal: 48 metros de altura e oito de di\u00e2metro. A piada era o pre\u00e7o: R$ 2,50.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/ferias0403.jpg\" align=\"right\">&#8211; No caminho de volta para Gramado, uma constata\u00e7\u00e3o: atrativo da regi\u00e3o durante as festas de fim de ano, a decora\u00e7\u00e3o natalina j\u00e1 havia sido retirada. Nada disso impedia, no entanto, uma visita a <a href=\"http:\/\/www.papainoel.com\" target=\"_blank\"><b>aldeia do Papai Noel<\/b><\/a>, um espa\u00e7o muito bem cuidado &#8211; e aberto o ano inteiro. Para nosso azar, o sol da manh\u00e3 foi dando lugar a nuvens carregadas. At\u00e9 que a chuva viesse com for\u00e7a, justamente quando est\u00e1vamos na porta do lugar.<\/p>\n<p>&#8211; Sem problemas, vamos conhecer as depend\u00eacias de Papai Noel na chuva mesmo. Al\u00e9m da bela casa, da f\u00e1brica de brinquedos, do dep\u00f3sito, entre outras instala\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, chama a aten\u00e7\u00e3o do transeunte a \u00e1rvore dos desejos. Segundo a lenda do local, o bom velhinho atende os desejos de todos os visitantes, basta registr\u00e1-los numa tabuinha tr\u00eas por cinco cent\u00edmetros e pendur\u00e1-la por perto.<\/p>\n<p>&#8211; Doido por um restante de ano mais feliz, fiquei procurando por uma tabuinha em branco entre as milhares espalhadas por ali. Encontrei, mas a chuva tratou de complicar minha vida: escrever qualquer coisa na superf\u00edcie molhada da madeira \u00e9 um ato her\u00f3ico. &#8220;Deus, depois dessa, preciso ser atendido&#8230;&#8221;, pensava, molhado.<\/p>\n<p>&#8211; Tarefa cumprida, tratei de correr para alcan\u00e7ar meus tios. Encontrei-os ao lado de uma funcion\u00e1ria de Papai Noel. Simp\u00e1tica, ela se virou a mim e disse: &#8220;seja bem vindo \u00e0 casa de Papai Noel! Segure este peda\u00e7o de madeira: aqui voc\u00ea poder\u00e1 escrever o seu pedido e, logo depois, deix\u00e1-lo na \u00e1rvore dos desejos&#8230;&#8221;. Conseguiu enxergar minha cara de &#8220;como sou est\u00fapido&#8221;?<\/p>\n<p>&#8211; A chuva deu uma tr\u00e9gua exatamente quando deixamos a aldeia de Papai Noel&#8230; Na verdade, ela deu lugar a uma forte neblina, transformando aquele momento numa t\u00edpica tarde de inverno. Nosso passeio terminou com uma caminhada pelas ruas centrais, estava encantado com os detalhes da arquitetura, com a <a href=\"http:\/\/www.gramadosite.com.br\/planalto\/\" target=\"_blank\"><b>cachoeira de chocolates dentro da f\u00e1brica<\/b><\/a>, entre tantos detalhes que lhe d\u00e3o todo o seu potencial tur\u00edstico.<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;No Inverno mal d\u00e1 pra andar aqui&#8221;, explicou a tia Dair. N\u00e3o apenas pelo movimento, mas principalmente por conta da temperatura, capaz de congelar as juntas&#8230; Quem sabe, em 2005, eu consiga reunir os amigos para rodar &#8220;Entrando Numa Gelada 2 &#8211; A Miss\u00e3o&#8221;?<\/p>\n<p>&#8211; A sele\u00e7\u00e3o pr\u00e9-ol\u00edmpica do Brasil ainda estava jogando com o Uruguai quando chegamos ao ponto de partida &#8211; com direito a uma r\u00e1pida escala na margem do rio dos Sinos. Ainda tinha um dia inteiro para arrumar minhas coisas, dar uma \u00faltima volta em Porto Alegre e cochilar antes de embarcar no v\u00f4o 1753 da Gol, \u00e0s 21h10 de segunda-feira, 12 de janeiro. Restavam alguns dias de f\u00e9rias, que seriam aproveitados em plena cidade maravilhosa&#8230; Mas depois eu conto o resto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Est\u00e1 terminando a &#8220;fase ga\u00facha&#8221; deste especial intermin\u00e1vel. Estamos agora no dia dez de janeiro, deixando Pelotas a caminho de Cachoeirinha, cidade da Grande Porto Alegre, onde moram meus tios Nelson e Dair &#8211; esta, uma das dez irm\u00e3s do meu pai. 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