{"id":1290,"date":"2004-02-26T22:48:29","date_gmt":"2004-02-27T01:48:29","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/lello-em-porto-alegre"},"modified":"2004-02-26T22:48:29","modified_gmt":"2004-02-27T01:48:29","slug":"lello-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/lello-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Lello em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0304.gif\" align=\"right\">&#8211; H\u00e1 pouco mais de um ano, o intr\u00e9pido <a href=\"http:\/\/bebediabo.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lello Lopes<\/b><\/a> soltou a frase: &#8220;fazer o qu\u00ea l\u00e1?&#8221;, assim que observei uma placa apontando para Porto Alegre e perguntei &#8220;vamos?&#8221;, no <a href=\"\/blog\/archives\/000386.html\" target=\"_blank\"><b>quarto epis\u00f3dio de Na Ilha da Magia<\/b><\/a>. Pois logo no prmeiro fim de semana de 2004, o est\u00fapido aceitou o convite, protagonizando, ao lado da &#8220;porto-alegrense&#8221; <a href=\"http:\/\/www.joanninha.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>Joanna<\/b><\/a>, momentos que ficar\u00e3o na mem\u00f3ria pelo resto da minha vida!<\/p>\n<p>&#8211; Combinei de me encontrar com a dupla logo nas primeiras horas da manh\u00e3 do dia tr\u00eas de janeiro, na rodovi\u00e1ria de Porto Alegre. Um pouco antes, disse &#8220;at\u00e9 breve&#8221; para os meus pais e meu irm\u00e3o, que voltaram para S\u00e3o Paulo mais cedo. Com isso, al\u00e9m do demorado traslado entre meu QG em Cachoeirinha e a capital ga\u00facha, me atrasei.<\/p>\n<p>&#8211; Menos mal: Joanna j\u00e1 conhecia a &#8220;celebridade&#8221; Lello, deu tempo at\u00e9 de tomarem um merecido caf\u00e9 da manh\u00e3 em uma das in\u00fameras lanchonetes da rodovi\u00e1ria. Em poucos minutos, est\u00e1vamos no \u00f4nibus Otto\/HPS (linha 280), que nos levaria a Rua Campos Velho &#8211; onde fica o famoso &#8220;ponto de apoio&#8221; aos amigos da Joanna. No trajeto, alguns gestos obscenos diante do est\u00e1dio Ol\u00edmpico, e algumas can\u00e7\u00f5es do Nenhum de N\u00f3s.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o t\u00ednhamos mesmo tempo a perder: foi s\u00f3 largar as malas no ponto de apoio para voltarmos ao centro, via linha 165 (Cohab) &#8211; essa sim vale a viagem, pois passa diante do Gigante da Beira Rio! E tome caminhada: Pra\u00e7a da Matriz, onde fica a Catedral, o Pal\u00e1cio Piratini e a Assembl\u00e9ia, al\u00e9m do Teatro S\u00e3o Pedro; Rua Riachuelo, nos imperd\u00edveis sebos; Rua da Praia (que n\u00e3o tem praia alguma), onde almo\u00e7amos. Comida chinesa, num lugar chamado Muralha da China.<\/p>\n<p>&#8211; Porto Alegre \u00e9 uma cidade curiosa: toda constru\u00e7\u00e3o antiga que est\u00e1 prestes a ficar abandonada tende a virar centro cultural. Foi assim com o bel\u00edssimo Hotel Majestic, que virou <a href=\"http:\/\/www.ccmq.rs.gov.br\" target=\"_blank\"><b>Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana<\/b><\/a>. Vale a sua visita (eu preciso voltar para tomar o tal Caf\u00e9 Fraqu\u00ea). O mesmo fen\u00f4meno ocorreu com a Usina do Gas\u00f4metro, na beira do Gua\u00edba.<\/p>\n<p>&#8211; Isso mesmo: percorremos tudo isso a p\u00e9. Nada como um descanso merecido em frente ao rio. Suas \u00e1guas n\u00e3o s\u00e3o polu\u00eddas como as do Tiet\u00ea, mas mesmo assim, n\u00e3o d\u00e1 pra chamar de praia. No entanto, algumas figura\u00e7as exibem seus tecidos adiposos como se estivessem em Jericoacoara. Pessoas de coragem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/ferias2602.jpg\" align=\"right\">&#8211; Por ali, mais um momento <b><font color=\"#CC0000\">piada fraca detected<\/font><\/b>. Enquanto compr\u00e1vamos \u00e1gua de coco, Lello atentou para os pre\u00e7os do cachorro quente, no carrinho do lado. Uma salsicha, um real. Duas salsichas, um e cinquenta. &#8220;Tr\u00eas salsichas: n\u00e3o tem pre\u00e7o&#8221;, complementou Lello, numa genial justaposi\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica ao desgastado an\u00fancio de cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>&#8211; Precis\u00e1vamos voltar ao ponto de apoio e descansar um pouquinho, afinal, ainda t\u00ednhamos que aproveitar a noite. Antes mesmo da noite chegar, j\u00e1 est\u00e1vamos em outro \u00f4nibus, em dire\u00e7\u00e3o a Avenida Ipiranga. A prop\u00f3sito, cada viagem dessas era uma verdadeira aventura: a qualquer momento, quando menos se esperava, Joanna esperava o coletivo parar, levantava e gritava: &#8220;\u00e9 agora, vamos descer!!!&#8221;. N\u00e3o demorou para pegarmos o jeito e permanecer ligados durante todo o trajeto.<\/p>\n<p>&#8211; Dessa vez, por\u00e9m, descemos um pouco antes: caminhamos mais um bocado at\u00e9 a churrascaria CTG 35, onde al\u00e9m de comer churrasco, os visitantes assistem a shows de dan\u00e7a t\u00edpicos. Quer dizer, em termos: s\u00e3o espet\u00e1culos bem produzidos, mas que quebram algumas &#8220;regras tradicionalistas ga\u00fachas&#8221;. Len\u00e7os e camisas pretas ao inv\u00e9s da camisa branca e o len\u00e7o vermelho, por exemplo. Mas o show foi muito bom. A carne tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8211; Ainda sobre o show, destaque para o doidivanas da boleadeira: ele fazia aquelas estripulias circenses que normalmente \u00e9 feita com um la\u00e7o ou chicote (brincar com fogo ou tirar cigarro da boca de um espectador inocente). Na performance mais audaciosa, agitou os longos cabelos de uma garotinha, como se quisesse arrancar-lhe o escalpo.<\/p>\n<p>&#8211; A noite ainda era uma crian\u00e7a: pegamos um t\u00e1xi no Hipermercado Bourbon (ao lado da churrascaria) e partimos em dire\u00e7\u00e3o ao <a href=\"http:\/\/www.drjekyll.com.br\" target=\"_blank\"><b>Dr. Jekyll<\/b><\/a>, um discreto bar de rock, por\u00e9m muito bom. Pedi um drink de &#8220;kisuco&#8221; e curti a boa m\u00fasica ambiente, ao lado da companhia. Mas logo o sono bateu: ainda est\u00e1vamos nas primeiras horas da madrugada quando decidimos nos recolher.<\/p>\n<p>&#8211; Permanec\u00edamos vivos pela manh\u00e3&#8230; \u00d3timo! Aproveitamos o belo domingo tomando chimarr\u00e3o no Parque Farroupilha. Bem mais vazio em rela\u00e7\u00e3o a minha <a href=\"\/blog\/archives\/000631.html\" target=\"_blank\"><b>\u00faltima visita<\/b><\/a> &#8211; os porto-alegrenses deviam estar curtino a ressaca do fim de ano em Tramanda\u00ed ou Cap\u00e3o da Canoa. Antes de saborear um &#8220;pf&#8221; ao lado das abelhas do parque, r\u00e1pida passada no &#8220;brique&#8221;, a feirinha de artesanato. Num relance, jurei ter visto o Milton, aquele cara da bilheteria da rodovi\u00e1ria que me sacaneou outro dia&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O domingo j\u00e1 estava no final. Lello Lopes tinha que estar no aeroporto antes das oito horas, e Joanna tinha que pegar o \u00f4nibus as sete. \u00daltima passada no &#8220;ponto de apoio&#8221; antes de tomar o Otto\/HPS em meio a uma enxurrada de piadas fracas e can\u00e7\u00f5es batidas. E l\u00e1 est\u00e1vamos, de novo, onde tudo come\u00e7ou.<\/p>\n<p>&#8211; Ao me despedir de Lello Lopes, decidi pegar uma &#8220;carona&#8221; com Joanna at\u00e9 Pelotas &#8211; para ter certeza de que n\u00e3o sentaria ao lado de nenhum tiozinho chato ou sujeito mal-encarado durante tr\u00eas horas de viagem. Palavras e cochilos at\u00e9 descer na beira da estrada, no trevo do Fragata, \u00e0s dez da noite.<\/p>\n<p>&#8211; A noite de domingo terminou com uma caminhada r\u00e1pida at\u00e9 a minha v\u00f3, na Cohab, onde todos me aguardavam ainda acordados. Inventei hist\u00f3rias para meus primos e tra\u00e7amos planos para os pr\u00f3ximos dias de f\u00e9rias, todos devidamente n\u00e3o cumpridos. Mas depois eu prometo contar o resto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; H\u00e1 pouco mais de um ano, o intr\u00e9pido Lello Lopes soltou a frase: &#8220;fazer o qu\u00ea l\u00e1?&#8221;, assim que observei uma placa apontando para Porto Alegre e perguntei &#8220;vamos?&#8221;, no quarto epis\u00f3dio de Na Ilha da Magia. 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