{"id":1288,"date":"2004-02-24T22:31:17","date_gmt":"2004-02-25T01:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-transito"},"modified":"2004-02-24T22:31:17","modified_gmt":"2004-02-25T01:31:17","slug":"marmota-em-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-em-transito\/","title":{"rendered":"Marmota em tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0304.gif\" align=\"right\">&#8211; Fazia realmente muito tempo que eu n\u00e3o viajava tanto. Foram algumas centenas de quil\u00f4metros dirigindo at\u00e9 Sorocaba, Ribeir\u00e3o Preto e Rio de Janeiro, mais alguns entre Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Gramado e Canela. Sem esquecer da &#8220;ponte a\u00e9rea&#8221; S\u00e3o Paulo &#8211; Porto Alegre&#8230; Uau!<\/p>\n<p>&#8211; Embarque tranquilo na tarde do dia 29 de dezembro, uma segunda-feira. Sentado confortavelmente em ima das \u00faltimas poltronas do v\u00f4o 1680 da Gol, permaneci entre as 12h51 at\u00e9 as 14h25 saboreando a deliciosa barrinha de cereais servida com um exclusivo saquinho de amendoim. E uma bebida.<\/p>\n<p>&#8211; Depois de uma boa caminhada entre o aeroporto Salgado Filho e o Trensurb (o metr\u00f4 da capital ga\u00facha), pego o primeiro trem com destino a rodovi\u00e1ria. Como ocorre normalnente nos finais de ano, as filas nas bilheterias s\u00e3o descomunais. Tudo bem, sejamos pacientes: estava de f\u00e9rias mesmo.<\/p>\n<p>&#8211; Minha vez de comprar passagens. Compro duas: para Cachoeirinha, no primeiro \u00f4nibus dispon\u00edvel para Taquara (o das 16h15) e outro para Pelotas, \u00e0s 18 horas do dia seguinte, 30 de dezembro. Foi o tempo de pagar tudo, pegar os bilhetes e correr para o embarque no velho Citral.<\/p>\n<p>&#8211; Agora, a grande estupidez da viagem: apenas na tarde do dia seguinte, horas antes de embarcar, fui checar as passagens: Pelotas, direto, via Expresso Embaixador, \u00e0s 18 horas do dia&#8230; 29? Como assim? Quer dizer que o bilheteiro ignorant\u00e3o pensava mesmo que eu viajaria para dois lugares diferentes praticamente no mesmo hor\u00e1rio???<\/p>\n<p>&#8211; Antes de prosseguir, \u00e9 claro que a culpa foi minha. Poderia perfeitamente checar a data correta no momento da compra, ao inv\u00e9s de ofender cinco gera\u00e7\u00f5es do bilheteiro. Mas s\u00f3 admiti isso quando j\u00e1 estava no \u00f4nibus, depois de resolvido o impasse.<\/p>\n<p>&#8211; Cheguei duas horas antes ao largo Vespasiano J\u00falio Veppo, endere\u00e7o da esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Porto Alegre. Direto ao &#8220;guich\u00ea vermelho&#8221;, destinado a reclama\u00e7\u00f5es, revalida\u00e7\u00f5es e outros rolos. Tamb\u00e9m tinha fila. &#8220;Certamente erraram em outras passagens tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/ferias2402.jpg\" align=\"right\">&#8211; Minha vez de explicar o problema. &#8220;Seguinte, minha senhora. O cururu que trabalha nessa encrenca vendeu essa passagem com a data errada. Era pra hoje, n\u00e3o ontem&#8230;&#8221;. N\u00e3o deu tempo de terminar. &#8220;Ah, sinto muito. Voc\u00ea perdeu a passagem&#8221;. Put I keep are you, man!<\/p>\n<p>&#8211; Ainda indignado, fui procurar o vendedor do dia anterior. Identifiquei o sujeito caminhando de volta ao seu guich\u00ea, depois de uma pausa para o caf\u00e9. Tasquei-le uma pergunta inteligente logo na primeira abordagem: &#8220;Oi, lembra de mim?&#8221;. Evidentemente, ele respondeu &#8220;n\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Expliquei o ocorrido pela segunda vez. O bilheteiro, de nome Milton, deu o chamado &#8220;migu\u00e9&#8221;, fugindo de qualquer responsabilidade e culpando a mim, por n\u00e3o ter visto o erro. Questionei novamente se n\u00e3o tinha mesmo como reutilizar a passagem, e desta vez a resposta esbarrou em uma lei estadual recente: trocas desse naipe devem ser feitas apenas tr\u00eas horas ap\u00f3s o embarque.<\/p>\n<p>&#8211; Mantinha poucas esperan\u00e7as diante de minha \u00faltima alternativa: o fiscal da empresa de \u00f4nibus. Minutos ap\u00f3s ser anunciado pelo servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es, l\u00e1 estava o respons\u00e1vel pela Expresso Embaixador. Contei minha hist\u00f3ria pela terceira vez.<\/p>\n<p>&#8211; Com a simpatia de um colono, o homem respondeu: &#8220;o problema \u00e9 que n\u00e3o existe uma bilheteria para cada empresa, e toda vez que acontece isso, fica esse jogo de empurra. A culpa \u00e9 deles, a zona \u00e9 deles. Se eles n\u00e3o querem te pagar outra passagem, n\u00e3o posso fazer nada&#8221;. Fiasdaputa.<\/p>\n<p>&#8211; Dos males, o menor: fui direto ao guich\u00ea do Milton para comprar outra passagem, sem passar pela fila. O simp\u00e1tico bilheteiro ainda me convidou para um caf\u00e9, quando eu estiver por l\u00e1 novamente. V\u00e1 esperando.<\/p>\n<p>&#8211; Nunca paguei t\u00e3o caro por uma viagem entre Porto Alegre e Pelotas. Da mesma forma, com o esgotamento antecipado das passagens noturnas da Gol, h\u00e1 muito n\u00e3o pagava tanto por uma passagem a\u00e9rea. Isso sem deixar passar os intermin\u00e1veis ped\u00e1gios da BR 116, Castelo Branco, Trabalhadores &#8211; Dutra, Anhanguera &#8211; Bandeirantes&#8230; Sai caro passar f\u00e9rias longe de casa.<\/p>\n<p>&#8211; E eu, uma pedra. Em toda a minha vida, nunca dei sorte nestes traslados solit\u00e1rios em avi\u00f5es ou \u00f4nibus: o passageiro ao lado \u00e9 sempre um tio chato, um sujeito mal-encarado ou outro zeman\u00e9. Nunca uma escorpiana loira de olhos claros.<\/p>\n<p>&#8211; Enfim. Depois de tr\u00eas horas exatas, finalmente desembarco na rodovi\u00e1ria de Pelotas, para mais alguns dias de descanso e passeios ao lado da fam\u00edlia e outros amigos. Duas semanas at\u00e9 o embarque no v\u00f4o 1753, \u00e0s 21h10 do dia 12 de janeiro, novamente em Porto Alegre. Mas depois eu conto o resto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Fazia realmente muito tempo que eu n\u00e3o viajava tanto. Foram algumas centenas de quil\u00f4metros dirigindo at\u00e9 Sorocaba, Ribeir\u00e3o Preto e Rio de Janeiro, mais alguns entre Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Gramado e Canela. Sem esquecer da &#8220;ponte a\u00e9rea&#8221; S\u00e3o Paulo &#8211; Porto Alegre&#8230; Uau! &#8211; Embarque tranquilo na tarde do dia 29 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-especiais-do-mmm"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1288\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}