{"id":128,"date":"2008-02-19T23:51:52","date_gmt":"2008-02-20T02:51:52","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-grandes-sucessos-do-balao-magico-e-mais-cinco-que-eu-curtia"},"modified":"2008-02-19T23:51:52","modified_gmt":"2008-02-20T02:51:52","slug":"cinco-grandes-sucessos-do-balao-magico-e-mais-cinco-que-eu-curtia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-grandes-sucessos-do-balao-magico-e-mais-cinco-que-eu-curtia\/","title":{"rendered":"Cinco grandes sucessos do Bal\u00e3o M\u00e1gico (e mais cinco que eu curtia)"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>Programa Raul Gil, in\u00edcio dos anos 80. Uma menininha de tr\u00eas anos, extremamente alegre, roubava a cena com suas doces interpreta\u00e7\u00f5es musicais dan\u00e7antes. N\u00e3o muito longe dali, um garoto chamado Vimerson, de fam\u00edlia circense, j\u00e1 aparecia na m\u00eddia em outros programas de TV e comerciais. Na mesma \u00e9poca, um menininho fotog\u00eanico chorava em rede nacional em pleno Fant\u00e1stico, por conta de seu pai, o criminoso brit\u00e2nico Ronald Biggs.<\/p>\n<p>Imagino a cara de Edgard Barbosa Po\u00e7as, m\u00fasico e produtor de inquestion\u00e1vel talento, ao perceber que a mistura desses tr\u00eas jovens talentos poderia gerar algo interessante, divertido, m\u00e1gico&#8230; Um bal\u00e3o m\u00e1gico. Assim, em 1982, surgiu a primeira grande banda infantil de car\u00e1ter totalmente comercial no Brasil. Com uma forcinha de Fof\u00e3o, Cascatinha e da grade matutina da Rede Globo, a Turma do Bal\u00e3o M\u00e1gico subiu para um longo v\u00f4o, que duraria at\u00e9 1986.<\/p>\n<p>Paralelamente ao sucesso do programa de TV, Edgard Po\u00e7as trabalhou com afinco, escolhendo algumas m\u00fasicas de bandas hisp\u00e2nicas, como Menudo, Parchis e Timbiriche. Tratou de traduzi-las e produzi-las, elaborando a cada ano um LP repleto de can\u00e7\u00f5es que viraram sucesso absoluto entre a meninada. Foram sete discos no total &#8211; apesar dos f\u00e3s guardarem com carinho apenas os quatro primeiros.<\/p>\n<p>O auge do Bal\u00e3o veio justamente no terceiro disco. Tudo flutuava muito bem com Fof\u00e3o e Cascatinha, Baby e Pepeu, quando surgiu &#8220;o mais novo do Bal\u00e3o&#8221;. Jairzinho, que ja tinha aparecido cantando com seu pai. Algumas l\u00ednguas afiadas consideram sua presen\u00e7a mal\u00e9fica para a turma: afinal, se nos primeiros discos a tem\u00e1tica era estudantil e rom\u00e2ntica, o quarto \u00e1lbum \u00e9 carregado de apologia ao &#8220;final de semana sem aulas&#8221; ou ao &#8220;ver\u00e3o cortado ap\u00f3s notas vermelhas&#8221;. A fase coincidiu com a sa\u00edda de Tob, o mais velho da turma: pegava mal um rapazote andar de bal\u00e3o m\u00e1gico. Como diria aqueles que acompanhavam quem seria o par de Simony: &#8220;Tob vacil\u00f4, Jairzinho fatur\u00f4!&#8221;.<\/p>\n<p>O Bal\u00e3o come\u00e7ou a murchar quando entrou o Ricardinho no lugar do Tob, e desinflou de uma vez na \u00e9poca em que o r\u00f3tulo foi parar em duas menininhas g\u00eameas e um rapaz simp\u00e1tico cantarolando &#8220;bruxinha bonitinha da vassoura de capim&#8221;. \u00c9poca em que Jairzinho e Simony ainda faziam cora\u00e7\u00f5es juvenis palpitarem com &#8220;Cora\u00e7\u00e3o de Papel\u00e3o&#8221;. Ali\u00e1s, nem Bal\u00e3o, nem Trem da Alegria ou mesmo qualquer banda infantil nacional soube crescer junto com seu p\u00fablico &#8211; como o Timbiriche, que revelou Thalia para o mundo e, trocando em mi\u00fados, soube passar de &#8220;Bal\u00e3o&#8221; para &#8220;Domin\u00f3&#8221;.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p>Enfim, sem maiores delongas, aqui vai a baciada Top 5 Bal\u00e3o M\u00e1gico. A come\u00e7ar pelos cinco sucessos que ningu\u00e9m esquece.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b>Ursinho Pimp\u00e3o<\/b> &#8211; Ao lado do C\u00e3ozinho Xuxo e da Teia de Charlotte, \u00e9 uma das coisas mais tristes que qualquer crian\u00e7a dos anos 80 pode ouvir. Mas mais triste mesmo \u00e9 a vers\u00e3o a seguir: Simony, j\u00e1 uma m\u00e3e de fam\u00edlia, relembrando este verdadeiro cl\u00e1ssico na Ploc 80 (a &#8220;trash&#8221; do Rio).<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b>A galinha magricela<\/b> &#8211; N\u00e3o confundir com a &#8220;Dan\u00e7a dos Passarinhos&#8221;, que tamb\u00e9m est\u00e1 no primeiro LP, mas que s\u00f3 ficou pop na voz de Gugu Liberato. A galinha da vizinha que botava ovo pela sala garantiu a entrega do disco de ouro para a trupe, no saudoso Cassino do Chacrinha.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b>Amigos do peito<\/b> &#8211; Essa deveria ser a faixa 1 lado A do grande disco do Bal\u00e3o, e conta com a participa\u00e7\u00e3o de F\u00e1bio J\u00fanior &#8211; al\u00e9m da entrada oficial de Jairzinho. Melhor que a can\u00e7\u00e3o original \u00e9 esta incr\u00edvel descoberta, autoria de Mr. Guga e Tony Vecchi: de tr\u00e1s para frente, a m\u00fasica se transforma em uma fuga de monstros que v\u00e3o nascer! Azucrina, azucrina!!!<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b>Se enamora<\/b> &#8211; Sim, j\u00e1 posso ouvir as mo\u00e7as suspirarem. Algumas f\u00e3s exaltadas v\u00e3o exigir que essa can\u00e7\u00e3o toque no dia do casamento. Pessoalmente, considero este grande sucesso como sendo a express\u00e3o m\u00e1xima da filosofia &#8220;Tob vacil\u00f4, Jairzinho fatur\u00f4!&#8221;.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b>Superfant\u00e1stico<\/b> &#8211; Com a participa\u00e7\u00e3o de Djavan (que at\u00e9 nesta inofensiva m\u00fasica infantil \u00e9 capaz de gerar virunduns), \u00e9 sem d\u00favida o sucesso mais executado do Bal\u00e3o M\u00e1gico at\u00e9 hoje. E ao lado do Ursinho Pimp\u00e3o, salvaram os cruzeiros de quem teve a coragem de comprar o segundo disco.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p>Finalmente, chegamos ao &#8220;lado B&#8221; da minha colet\u00e2nea.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b>Meu mocinho meu caub\u00f3i<\/b> &#8211; Era para entrar aqui meu sucesso preferido do primeiro disco: &#8220;pato zito, o pato cantor&#8221;. Infelizmente, nenhuma boa alma se atreveu a coloc\u00e1-lo no YouTube, por isso escalei novamente Jairzinho, mostrando sua l\u00e1bia nota dez em cima da Simony. Aproveitem para tentar explicar o que faz Jorge Laffond nesse clipe.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b>Quadrinhas e um refr\u00e3o<\/b> &#8211; Eu adorava essa. Usa poucas palavras para atravessar o pa\u00eds de norte a sul, chegando ao lugar onde o &#8220;vento minuano sopra de verdade&#8221;. \u00c9 uma das poucas letras que Edgard Po\u00e7as criou exclusivamente para o Bal\u00e3o, sem precisar de qualquer tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b>M\u00e3e, me d\u00e1 um dinheirinho<\/b> &#8211; Repararam que s\u00f3 d\u00e1 o volume 3? Aqui a turma come\u00e7ava a botar as manguinhas de fora, obviamente com o empurr\u00e3o do casal Baby e Pepeu &#8211; que, diga-se, s\u00e3o campe\u00f5es em participa\u00e7\u00f5es no Bal\u00e3o. Aten\u00e7\u00e3o especial ao grito de Baby Consuelo, estilo Frank Aguiar sutil, logo no in\u00edcio da m\u00fasica.<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b>Um raio de sol<\/b> &#8211; Pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o citei o quarto disco, repleto de participa\u00e7\u00f5es muito bacanas como Erasmo Carlos e o barato bom da barata. Mas n\u00e3o h\u00e1 nada mais divertido do que cantar &#8220;chalalalal\u00e1, \u00f4 \u00f4 \u00f4&#8221; com Baby e Pepeu. Aqui, na voz do grupo infantil Parchis, j\u00e1 que a vers\u00e3o original \u00e9 mais antiga ainda (vai por mim: a do Bal\u00e3o \u00e9 bem mais animada, e ainda tem um &#8220;gatinho infernal que d\u00e1 um beijinho e faz miau&#8221; na letra).<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b>N\u00e3o d\u00e1 pra parar a m\u00fasica<\/b> &#8211; Esque\u00e7am a vers\u00e3o original dos Menudos. Essa \u00e9 a campe\u00e3 por conta do arranjo, meio \u00e9pico na hora do refr\u00e3o &#8220;sim, \u00e9 mesmo incr\u00edvel \/ a m\u00fasica \u00e9 invenc\u00edvel&#8221;. Traz boas lembran\u00e7as, especialmente ligadas a voz de Virginie, da Banda Metr\u00f4 &#8211; ali\u00e1s, por onde ela anda?<\/p>\n<div align=\"center\"><\/div>\n<p>S\u00f3 para concluir, uma r\u00e1pida lista com as piores: Upa upa (cavalinho alaz\u00e3o &#8211; professor Girafales s\u00f3 n\u00e3o cantava &#8220;l\u00e1 vai o trolinho&#8221;!!!), Mochila azul (Jairzinho sertanejo), Soldadinho de chumbo (letra triste e horrenda), Palha e a\u00e7o (&#8220;eu me arrisco a dar um trambolho&#8221;!!!), e a tenebrosa CO CO U\u00c1\u00c1\u00c1\u00c1\u00c1!!! (medo).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa Raul Gil, in\u00edcio dos anos 80. Uma menininha de tr\u00eas anos, extremamente alegre, roubava a cena com suas doces interpreta\u00e7\u00f5es musicais dan\u00e7antes. N\u00e3o muito longe dali, um garoto chamado Vimerson, de fam\u00edlia circense, j\u00e1 aparecia na m\u00eddia em outros programas de TV e comerciais. Na mesma \u00e9poca, um menininho fotog\u00eanico chorava em rede nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-128","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-top-5"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}