{"id":1256,"date":"2003-11-25T10:29:44","date_gmt":"2003-11-25T13:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/licoes-de-palmeiras-e-botafogo"},"modified":"2003-11-25T10:29:44","modified_gmt":"2003-11-25T13:29:44","slug":"licoes-de-palmeiras-e-botafogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/licoes-de-palmeiras-e-botafogo\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de Palmeiras e Botafogo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">O vexame durou pouco mais de um ano. As vit\u00f3rias de Palmeiras e Botafogo, diante de Sport e Mar\u00edlia, respectivamente, decretaram o fim de um inferno para estas duas tradicionais equipes: a segunda divis\u00e3o. Mais do que isso, a conquista representou um verdadeiro aprendizado, que podem perfeitamente servir de li\u00e7\u00e3o para o futebol brasileiro.<\/p>\n<p>A primeira aula, h\u00e1 pouco mais de um ano, foi a mais dolorida. Tanto Palmeiras quanto Botafogo passavam por uma grave crise, que culminou com o rebaixamento. No caso do Verd\u00e3o, foram sucessivas trocas de comando &#8211; Luxemburgo, Murtosa, Paulo C\u00e9sar Gusm\u00e3o, Karmino Colombini e finalmente Levir Culpi, que nada p\u00f4de fazer para resolver os desentendimentos dentro e fora de campo.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio da temporada 2003, foi preciso fazer a tarefa de casa: planejamento. Nada de contrata\u00e7\u00f5es malfeitas ou resolu\u00e7\u00e3o de pend\u00eancias na \u00faltima hora. Desde o in\u00edcio do ano, a diretoria palmeirense apostou em uma \u00fanica filosofia &#8211; o criticado &#8216;bom e barato&#8217;, sob a batuta de Jair Picerni. No Botafogo, as alteral\u00e7oes foram bem maiores: com a chegada de Bebeto de Freitas, mudou a postura na administra\u00e7\u00e3o como um todo.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi um come\u00e7o f\u00e1cil. Al\u00e9m de suportar goza\u00e7\u00f5es das torcidas rivais, humilha\u00e7\u00f5es em campo puseram em xeque o trabalho rec\u00e9m-formado. Como a derrota palmeirense por 7 a 2 diante do Vit\u00f3ria, em pleno Parque Ant\u00e1rctica, pela Copa do Brasil, em mar\u00e7o. O impacto do epis\u00f3dio culminou com as sa\u00eddas de jogadores como Anselmo e Zinho. Quem suportou a press\u00e3o decidiu focar seus objetivos e unir for\u00e7as em busca do objetivo. Como naquela m\u00fasica que virou conselho: &#8216;levanta, sacode a poeira e d\u00e1 a volta por cima&#8217;.<\/p>\n<p>A torcida, que no primeiro semestre berrava pela sa\u00edda de Mustaf\u00e1 Contursi, entendeu o recado. Cada jogo no Parque Ant\u00e1rctica era uma festa, e o apoio acabou refletindo nos resultados. O mesmo pode-se dizer das partidas no Caio Martins: clube e torcedores andaram de m\u00e3os dadas pelo longo caminho da Segundona &#8211; que at\u00e9 parecia menos \u00e1rduo na reta final, quando Palmeiras e Botafogo sustentaram as melhores campanhas. O que se viu nas arquibancadas provocou a inveja de muitos clubes da Primeira Divis\u00e3o. Em troca, cada time lhe devolveu o orgulho de ser seu torcedor.<\/p>\n<p>Mas diferente de qualquer curso, a avalia\u00e7\u00e3o final come\u00e7ou logo ap\u00f3s o descenso, quando cartolas cogitaram a famigerada &#8216;virada de mesa&#8217;. Decis\u00f5es pol\u00edticas favorecendo uma ou outra equipe se tornaram uma verdadeira &#8216;institui\u00e7\u00e3o nacional&#8217; nos \u00faltimos anos. Felizmente, Palmeiras e Botafogo n\u00e3o usaram qualquer artif\u00edcio. Pode ser que a S\u00e9rie B n\u00e3o consiga resgatar a dignidade e a credibilidade do nosso futebol, mas depois dessa, dificilmente Bahia, Gr\u00eamio, Fluminense ou qualquer outro &#8216;grande&#8217; que cair usar\u00e1 a caneta para voltar.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque, como demonstraram Verd\u00e3o e Fog\u00e3o, nem precisam. Basta seguir a receita. De repente, se a cartilha for seguida e aperfei\u00e7oada, d\u00e1 at\u00e9 para sonhar com o dia em que o Brasil ter\u00e1 pelo menos tr\u00eas divis\u00f5es, disputadas e atraentes, com pouca interfer\u00eancia dos tribunais.<\/p>\n<p><b>Cruzeiro campe\u00e3o<\/b> &#8211; Com a S\u00e9rie B decidida, hora de voltar as aten\u00e7\u00f5es para a Primeira Divis\u00e3o. E nessa altura, apenas os santistas mais fan\u00e1ticos ou alguns anticruzeirenses n\u00e3o admitem que o t\u00edtulo \u00e9 do Cruzeiro. S\u00f3 um desastre impediria uma \u00fanica vit\u00f3ria nos pr\u00f3ximos tr\u00eas jogos. Mas ainda \u00e9 poss\u00edvel brincar com outras previs\u00f5es: quem vai para a Libertadores e Copa Sul-americana, al\u00e9m dos times rebaixados. Provavelmente at\u00e9 a \u00faltima rodada &#8211; para a felicidade dos defensores dos pontos corridos.<\/p>\n<p><i><b>Obs. 1:<\/b> Texto publicado originalmente <a href=\"http:\/\/www.gazetaesportiva.net\/ge_noticias\/bin\/noticia.php?chid=159&amp;nwid=140\" target=\"_blank\"><b>aqui<\/b><\/a>.<br \/>\n<b>Obs. 2:<\/b> Meus oito primeiros s\u00e3o: Cruzeiro, Santos, S\u00e3o Paulo, Coritiba, Inter, S\u00e3o Caetano, Atl\u00e9tico-MG e Goi\u00e1s. E os rebaixados: Bahia e Gr\u00eamio. Agora \u00e9 a sua vez de palpitar!<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vexame durou pouco mais de um ano. As vit\u00f3rias de Palmeiras e Botafogo, diante de Sport e Mar\u00edlia, respectivamente, decretaram o fim de um inferno para estas duas tradicionais equipes: a segunda divis\u00e3o. Mais do que isso, a conquista representou um verdadeiro aprendizado, que podem perfeitamente servir de li\u00e7\u00e3o para o futebol brasileiro. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1256","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-plantao-marmota"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1256"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1256\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}