{"id":1250,"date":"2003-11-12T02:15:51","date_gmt":"2003-11-12T05:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/can-can-este-mau-mau-industrializado"},"modified":"2003-11-12T02:15:51","modified_gmt":"2003-11-12T05:15:51","slug":"can-can-este-mau-mau-industrializado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/can-can-este-mau-mau-industrializado\/","title":{"rendered":"Can-can, este mau-mau industrializado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/fiquepordentro.gif\" align=\"right\">&#8220;Vamos jogar can-can?&#8221;, perguntou, inocentemente, a Naninha, assim que chegou ao <a href=\"\/blog\/index.php?p=732\" target=\"_blank\"><b>boliche no \u00faltimo s\u00e1bado<\/b><\/a>. Logo pensei naquelas damas pouco recatadas, que apareciam no antigo bang-bang \u00e0 italiana mostrando pernas e an\u00e1guas num show de dan\u00e7a t\u00edpico em pleno saloon. Nada disso. &#8220;preste aten\u00e7\u00e3o, pois este joguinho vicia&#8221;, alertou Naninha, ao retirar as cartas do jogo da bolsa. Cartas de um baralho: v\u00edcio e fasc\u00ednio que acompanha a humanidade h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de mil anos, os chineses j\u00e1 usavam as cartas para prever o futuro, como informa um divertido texto sobre a hist\u00f3ria do baralho no <a href=\"http:\/\/www.copag.com.br\" target=\"_blank\"><b>site da Copag<\/b><\/a>, o maior fabricante do pa\u00eds. Antes de chegar \u00e0 Europa, por volta do S\u00e9culo XIII, passou por regi\u00f5es como Egito e a \u00cdndia, cada qual com sua identidade. O estopim para a populariza\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo at\u00e9 hoje: o prazer de jogar.<\/p>\n<p>Se a apar\u00eancia dos naipes, reis, damas e valetes n\u00e3o mudaram muito com o passar do tempo, a combina\u00e7\u00e3o de suas 52 cartas &#8211; ou at\u00e9 menos, como as 40 usadas no truco &#8211; foi capaz de gerar uma infinidade de jogos, de origens t\u00e3o incertas quanto a rigidez de suas regras. Burro, p\u00f4quer, dorminhoco, buraco, paci\u00eancia, canastra, rouba-monte, bom dia senhora, cacheta, pontinhos, pif-paf&#8230; e o mau-mau.<\/p>\n<p>A regra b\u00e1sica do mau-mau \u00e9 se livrar de todas as cartas, descartando sempre uma carta de mesmo naipe ou valor da que est\u00e1 na mesa. Quando restar apenas uma na m\u00e3o, \u00e9 imprescind\u00edvel o grito &#8220;mau-mau&#8221;, sob o risco de puni\u00e7\u00e3o &#8211; comprar tr\u00eas ou sete cartas, por exemplo. Existem outras variantes, a gosto do fregu\u00eas: no caso do jogador n\u00e3o ter cartas que obede\u00e7am as condi\u00e7\u00f5es, por exemplo, pode-se comprar apenas uma carta e passar a vez. Ou ainda seguir comprando, at\u00e9 conseguir alguma que possa ser jogada.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as culturais tamb\u00e9m aparecem nas cartas especiais do mau-mau, respons\u00e1veis pela gra\u00e7a do jogo. Pessoalmente, conhe\u00e7o assim: o sete for\u00e7a o pr\u00f3ximo  jogador a comprar tr\u00eas cartas. Ou jogar outro sete, acumulando as compras para o jogador seguinte. O nove tem o mesmo efeito, com apenas uma carta. Um \u00e1s deixa o seguinte sem jogar, e a dama inverte a rota\u00e7\u00e3o do jogo. A carta curinga, que pode ser a pr\u00f3pria ou o valete, pode ser usada a qualquer momento. Al\u00e9m disso, quem a jogou pode escolher o naipe da vez.<\/p>\n<p>A brincadeira garante horas de divers\u00e3o: tanto que a <a href=\"http:\/\/www.grow.com.br\" target=\"_blank\"><b>Grow<\/b><\/a> aproveitou o conceito do mau-mau para lan\u00e7ar o seu can-can: &#8220;um envolvente jogo de cartas que exige dos participantes muita mal\u00edcia e esperteza. Jogando can-can, quem \u00e9 bom deixa os outros de m\u00e3os cheias!&#8221;. O jogo \u00e9 praticamente igual, com algumas diferen\u00e7as l\u00fadicas: o baralho tem mais cartas, suas cores s\u00e3o vivas e os sinais especiais s\u00e3o bastante claros.<\/p>\n<div align=\"center\" class=\"links\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/cancan1011.jpg\"><br \/>Gor\u00f4, Naninha, Pinguim, Vega e Sabbath&#8217;s: viciados em can-can<\/div>\n<p>Se voc\u00ea ficou com vontade de jogar mau-mau, n\u00e3o precisa desembolsar seus reais num can-can: \u00e9 s\u00f3 resgatar seu velho baralho perdido na estante. Se a pregui\u00e7a for grande, experimente baixar <a href=\"http:\/\/lemon.cruiser.com.br\/lemon\/jogos\/cartascassino\/maumau.exe\" target=\"_blank\"><b>este mau-mau virtual<\/b><\/a>, concebido pelo Daniel Machado. Apesar de n\u00e3o ver nenhuma gra\u00e7a em jogar mau-mau sozinho&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Vamos jogar can-can?&#8221;, perguntou, inocentemente, a Naninha, assim que chegou ao boliche no \u00faltimo s\u00e1bado. Logo pensei naquelas damas pouco recatadas, que apareciam no antigo bang-bang \u00e0 italiana mostrando pernas e an\u00e1guas num show de dan\u00e7a t\u00edpico em pleno saloon. 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