{"id":1248,"date":"2003-11-07T02:08:44","date_gmt":"2003-11-07T05:08:44","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/como-diria-o-avallone"},"modified":"2003-11-07T02:08:44","modified_gmt":"2003-11-07T05:08:44","slug":"como-diria-o-avallone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/como-diria-o-avallone\/","title":{"rendered":"Como diria o Avallone&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">Antes de mais nada, n\u00e3o estou me referindo a <a href=\"http:\/\/ofuxico.uol.com.br\/noticias\/notas_106482.html\" target=\"_blank\"><b>dan\u00e7a das cadeiras<\/b><\/a> nas mesas redondas. O fato \u00e9 que depois de quinze dias, finalmente tomei vergonha na cara e resolvi falar de&#8230; <b>Paleeeestra!!!<\/b> Claro que eu estou me referindo ao evento sem precedentes que tive a honra de participar. Foi no \u00faltimo dia 22 de outubro, em Maring\u00e1, norte paranaense. Vou logo avisando que o texto \u00e9 enorme: prepare-se para conferir todos os detalhes ricamente ilustrados!<\/p>\n<p>&#8211; Tudo come\u00e7ou com um singelo convite por e-mail, enviado ao chefe de reda\u00e7\u00e3o do meu <a href=\"http:\/\/www.gazetaesportiva.net\" target=\"_blank\"><b>humilde local de trabalho<\/b><\/a>. Dias depois, o recado: &#8220;est\u00e3o querendo que algu\u00e9m v\u00e1 falar sobre jornalismo esportivo na Internet. Pensei em mandar algu\u00e9m que pudesse impressionar a todos e falar com desenvoltura sobre a nossa hist\u00f3ria. Como n\u00e3o encontrei ningu\u00e9m bom o suficiente por perto, resolvi mandar qualquer um. Ent\u00e3o vai voc\u00ea mesmo&#8221;. Ent\u00e3o t\u00e1.<\/p>\n<p>&#8211; Dias depois, j\u00e1 em contato com os organizadores, acerto todos os detalhes da viagem: o embarque seria na quarta mesmo, e o retorno seria no dia seguinte, bem cedo. Ao mesmo tempo, navegando pelos sites dos principais jornais da cidade, descubro que Juca Kfouri e Soninha tamb\u00e9m seriam palestrantes, completando o rol de &#8220;grandes nomes do jornalismo esportivo nacional&#8221;. Uia!<\/p>\n<p>&#8211; O &#8220;bate-e-volta&#8221; em Maring\u00e1, com todas as despesas pagas pela <a href=\"http:\/\/www.faculdadesmaringa.com.br\" target=\"_blank\"><b>Faculdade Maring\u00e1, promotora da palestra<\/b><\/a>, come\u00e7ou pouco antes do meio-dia no aeroporto de Congonhas. Depois da passagem obrigat\u00f3ria pela Laselva, aguardo alguns minutos na sala de embarque folheando um genial livreto de passatempos, criado por <a href=\"http:\/\/www.duquejogos.com.br\" target=\"_blank\"><b>Reinaldo Duque<\/b><\/a>. N\u00e3o consegui resolver nenhum, fato que estimulou a minha j\u00e1 natural baixa-estima.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/maringaeroporto2810.jpg\"><\/div>\n<p>&#8211; A bordo do v\u00f4o 1761 da Gol, com escala em Curitiba, devoro pela en\u00e9sima vez o pequeno <i>A Cultura Digital<\/i>, do Rog\u00e9rio da Costa. &#8220;Vai saber o que v\u00e3o perguntar na palestra&#8221;, pensava. Durante o v\u00f4o, atentei para a fisionomia de um comiss\u00e1rio de bordo: &#8220;cacete, conhe\u00e7o esse cara! \u00c9 o mesmo de quando fui a Porto Alegre esses dias!&#8221;. Esse \u00e9 um dos mais perigosos sintomas de quem come\u00e7a a se achar o tal por andar um bocado de avi\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Primeiras impress\u00f5es de Maring\u00e1, ainda sobrevoando. F\u00e1cil entender porque chamam o lugar de &#8220;cidade dos p\u00e9s vermelhos&#8221;: onde n\u00e3o tem lavoura ou outro tipo de vegeta\u00e7\u00e3o, predomina um tipo de solo muito rubro, quase roxo. Ainda no alto, observo um aeroporto bem mequetrefe, parecido com o daquele velho joguinho <i>Transport Tycoon<\/i>. Instantes depois, descubro que aquela \u00e9 a pista velha, desativada. O boeing 737-700 aterrisa no Aeroporto Regional de Maring\u00e1, bem distante do centro, por volta das tr\u00eas da tarde.<\/p>\n<p>&#8211; Como aquele era o \u00fanico avi\u00e3o por perto, o movimento no terminal de passageiros (que tem cara de rec\u00e9m inaugurado) era pequeno. N\u00e3o foi dif\u00edcil identificar um grupo de quatro pessoas, com aquele ar de &#8220;vamos tentar reconhecer o sujeito&#8221;. &#8220;Com licen\u00e7a, acho que voc\u00eas est\u00e3o me esperando&#8221;, disse, ao abordar uma das mo\u00e7as. Sei n\u00e3o, mas acho que a minha primeira impress\u00e3o n\u00e3o foi das melhores: &#8220;nossa&#8230; Est\u00e1vamos esperando um senhor baixinho, e aparece um rapaz jovem&#8230;&#8221;, disse Solange, que constrangida, n\u00e3o quis levantar um papel com meu nome escrito. Ali mesmo, durante as apresenta\u00e7\u00f5es, tirei algumas fotos para a faculdade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/aeroporto2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; A simp\u00e1tica e determinada senhora de azul nesta foto ao lado \u00e9 a professora Elza Meller. Simplesmente a &#8220;dona&#8221; da faculdade: fez quest\u00e3o de buscar o palestrante, da mesma forma que se aproxima de seus alunos no dia-a-dia &#8220;Precisava agitar minha vida, por isso montei a faculdade&#8221;, revelou &#8220;dona Elza&#8221;, durante o percurso do aeroporto ao restaurante Monte L\u00edbano, onde fomos almo\u00e7ar. No trajeto, considera\u00e7\u00f5es sobre Maring\u00e1 &#8211; &#8220;Minha cidade \u00e9 muito bonita. Todas as avenidas s\u00e3o floridas, n\u00e3o tem favelas nem sujeira nas cal\u00e7adas&#8221; &#8211; e sobre sua vida &#8211; &#8220;N\u00e3o sou professora, mas sim administradora. Costumo dizer que administro minha vida&#8221; &#8211; e a escola &#8211; &#8220;Mais de trinta mil j\u00e1 passaram pelo meu col\u00e9gio, e em seis anos de faculdade, tudo \u00e9 informatizado. N\u00e3o dispenso mais o e-mail&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Nas horas seguintes, programa\u00e7\u00e3o digna de celebridade. &#8220;Voc\u00ea tem apenas meia hora para comer antes da entrevista coletiva no hotel&#8221;. Coletiva? E ainda atrasado? Para quem normalmente fica do outro lado do balc\u00e3o, era uma situa\u00e7\u00e3o no m\u00ednimo&#8230; Divertida! Hehehe! &#8220;At\u00e9 tentei ligar no seu celular por volta das onze e pouco, para ver se conseguia colocar voc\u00ea na CBN&#8221;, disse Solange, estagi\u00e1ria na retransmissora local da r\u00e1dio. Uau!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/montelibano2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Dizem que o restaurante Monte L\u00edbano, especializado em comida \u00e1rabe, \u00e9 um dos melhores do pa\u00eds. Sempre ao lado da professora Elza, da Solange e do meu xar\u00e1 Andr\u00e9, conversamos sobre amenidades, novas tecnologias e at\u00e9 neurolingu\u00edstica, enquanto devor\u00e1vamos quibes, esfihas, charutinhos, molhos, entre outras especialidades que deixariam o Habibs com vergonha de existir.<\/p>\n<p>&#8211; Mais alguns minutos at\u00e9 o hotel <a href=\"http:\/\/www.goldeninga.com.br\" target=\"_blank\"><b>Golden Ing\u00e1<\/b><\/a>, bem pr\u00f3ximo aos &#8220;pulm\u00f5es verdes&#8221; da cidade, o Parque Ing\u00e1. No s\u00e9timo andar, j\u00e1 me aguardavam dois colegas. O Lu\u00eds Fabretti, aluno e organizador da palestra, fez uma mat\u00e9ria para um canal local de TV. J\u00e1 o Andye Iore, do <a href=\"http:\/\/www.hojemaringa.com.br\" target=\"_blank\"><b>Hoje Maring\u00e1<\/b><\/a>, prolongou a conversa, j\u00e1 que trabalhou com jornalismo esportivo na web nos tempos da &#8220;ciranda da felicidade&#8221;, quando capital especulativo sa\u00eda pelo ladr\u00e3o. Apaixonado tamb\u00e9m pela editoria de cultura, hoje o Andye &#8220;se vira nos trinta&#8221;, como praticamente todos em nossa \u00e1rea. Por fim, conheci o professor Nuno Vasques, coordenador do curso de jornalismo da faculdade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/marmota2810.jpg\" align=\"right\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/maringahotel2810.jpg\" align=\"left\">&#8211; Eram quase cinco horas quando finalmente consigo ficar alguns minutos sozinho, no quarto 1003. Um banho r\u00e1pido e alguns telefonemas importantes. Com a TV ligada na MTV, ou\u00e7o o Fica Comigo na voz de Pen\u00e9lope Nova enquanto dou uma \u00faltima relida nas anota\u00e7\u00f5es, feitas dias antes, diante da minha pequena bibliografia. J\u00e1 embalado em uma camisa cor-de-vinho e dentro da minha cal\u00e7a da missa, fa\u00e7o um registro fotogr\u00e1fico diante do espelho. &#8220;N\u00e3o \u00e9 todo dia que viro algu\u00e9m importante&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o consegui aproveitar a ESPN e assistir ao final de Real Madrid e Partizan, pela Copa dos Campe\u00f5es: j\u00e1 estava na hora. Pontualmente as seis horas, meu xar\u00e1 estava no sagu\u00e3o do hotel, onde seguimos para a C\u00e2mara Municipal de Maring\u00e1. Cheguei com muita anteced\u00eancia: o evento estava marcado para as sete e meia. Mas como qualquer time visitante, \u00e9 sempre bom entrar em campo antes da partida, para sentir o ambiente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/camara2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Aos poucos, as pessoas foram chegando. Fui logo apresentado ao professor Amaury Meller, diretor da faculdade, animado com o empenho de seus alunos. &#8220;Este e outros eventos s\u00f3 foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao trabalho deles&#8221;, disse, sempre num tom de voz sereno e tranquilo &#8211; bem diferente de sua ex-esposa Elza. Um dos alunos do curso entrou na conversa e, depois de alguns minutos, observou o folder do evento, viu minha foto e concluiu: &#8220;pera\u00ed, voc\u00ea \u00e9 o cara!&#8221;. Pois \u00e9.<\/p>\n<p>&#8211; Antes da palestra, os espectadores podiam assistir a um programa de TV elaborado pelos pr\u00f3prios alunos e coordenado pelo professor Nuno: <i>jornalismo, caf\u00e9 e um bom livro<\/i> re\u00fane coment\u00e1rios sobre um livro, lido e resenhado por um aluno com anteced\u00eancia, e um bate-papo descontra\u00eddo sobre comunica\u00e7\u00e3o no caf\u00e9 de uma livraria, parceira do projeto. Aquele era apenas um dos quase vinte programas gravados. O tema? Jornalismo esportivo, claro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/maringajornal2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; N\u00e3o demorou para que as pessoas com as quais tive contato antes da viagem aparecessem: o her\u00f3ico Paulinho, que divide sua vida como gerente de banco e a faculdade, al\u00e9m dos jovens Allan e Tamara, que entre uma discuss\u00e3o e outra sobre jornalismo, me &#8220;entrevistaram&#8221; para o informativo da faculdade. Ali\u00e1s, guardei a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, entregue pelo orgulhoso Allan, mostrando sua coluna esportiva.<\/p>\n<p>&#8211; A prop\u00f3sito, fiquei impressionado com a idade dos alunos do terceiro ano. Eram poucos os que tinham seus 22, 23 anos, como na minha \u00e9poca: boa parte deles trabalham h\u00e1 pelo menos uns dez anos, seja na \u00e1rea ou fora dela, moldando o perfil daquela turma de uma forma bastante peculiar. Isso certamente explica tamb\u00e9m o entusiasmo de todos ao organizar aquela semana.<\/p>\n<p>&#8211; O papo tava muito bom, at\u00e9 o locutor oficial da VI Siecom anunciar a abertura oficial do evento. Foram convidados para formar a mesa o professor Nuno Vasques, o secret\u00e1rio de comunica\u00e7\u00e3o de Maring\u00e1 M\u00e1rio Camargo, o diretor Amaury Meller, a professora Elza Meller, o presidente da C\u00e2mara Municipal Walter Guerles e o outro convidado da noite.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/mesacamara2810.jpg\"><\/div>\n<p>&#8211; &#8220;Ent\u00e3o o seu maior desejo \u00e9 ser feliz? Ent\u00e3o mostre isso para as pessoas, com seus gestos, com seus olhos. Seja feliz, e boa sorte!&#8221;, disse a professora Elza, antes do Hino Nacional. Ali n\u00e3o tinha mais volta: por alguns minutos, demonstrei seriedade e pulso firme para falar com os pouco mais de cem espectadores.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/marmotaserio2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Seriedade? Pera l\u00e1, faltava um pouco da minha personalidade naquilo. &#8220;Talvez fosse mais f\u00e1cil falar sobre Deus e seu tempo, j\u00e1 que o assunto \u00e9 muito extenso. Mas aqueles que conseguirem me suportar at\u00e9 o final podem ser premiados com este presentinho&#8221;, anunciei, mostrando um exemplar do livro Jornalismo Esportivo, do Paulo Vin\u00edcius Coelho, uma esp\u00e9cie de &#8220;Narazaki&#8221; do futebol internacional. Ideal para quem deseja entrar no ramo, p\u00fablico-alvo daquela palestra.<\/p>\n<p>&#8211; Entre uma hist\u00f3ria e outra, inseri outro mecanismo engra\u00e7adinho: &#8220;aproveito para agradecer a paci\u00eancia dos torcedores do Coritiba, que a essa altura, est\u00e3o preocupados com o S\u00e3o Caetano e a Libertadores&#8221;&#8230; Achei estranho: foram algumas risadas, mas poucas manifesta\u00e7\u00f5es. Logo fui questionado a respeito do meu time, respondi que &#8220;torcia para o time que venceria o l\u00edder no Beira-Rio naquela noite&#8221;. Muitos vibraram, e o Fabretti levantou da cadeira para me cumprimentar! S\u00f3 depois pude constatar que, em Maring\u00e1, ningu\u00e9m torce para os times da capital paranaense: ali tinham corintianos, s\u00e3o-paulinos, colorados ou mesmo gremistas. N\u00e3o perdi a chance e cravei: &#8220;o Gr\u00eamio vai cair!&#8221;. Ah, sim: depois soube que o Inter venceu o Cruzeiro por 1 a 0!<\/p>\n<p>&#8211; Nessa altura da palestra j\u00e1 tinha falado o que tinha previsto (durou menos de uma hora) e aproveitado o <i>coffe break<\/i> para mais contatos. Foi quando a Rose Ortega, que assina uma coluna social no Di\u00e1rio Maring\u00e1, veio me dizer que estava entusiasmada com a web. Deixei com ela um dos in\u00fameros cart\u00f5es de visita que preparei&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Atendendo a pedidos, sa\u00ed da mesa e prossegui o bate-papo ao lado dos espectadores, em p\u00e9 mesmo. Ficou bem melhor: entre a mesa e a plat\u00e9ia, existia um &#8220;abismo&#8221; formado pelas mesas usadas normalmente pelos vereadores Claro que nem todo mundo conseguiu ficar at\u00e9 o fim, mas ao encerrar a minha participa\u00e7\u00e3o, ainda tinha muita gente interessada. Sinal de que fui bem!<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/palestrando2810.jpg\"><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/galera2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Bom, a palestra pode n\u00e3o ter sido l\u00e1 essas coisas. Mas a receptividade de todos foi algo inquestion\u00e1vel: depois dos aplausos, ganhei presentes (um kit de perfumes e uma medalha da faculdade), tirei fotos com alunos e professores, &#8220;prolonguei&#8221; a palestra com mais alguns&#8230; Que beleza! J\u00e1 estava me sentindo em casa!<\/p>\n<p>&#8211; Ainda faltava o jantar de confraterniza\u00e7\u00e3o, com alguns dos alunos que organizaram a Siecom. A caminho da pizzaria Martignoni, na companhia do Paulinho, sua esposa e do professor Ricardo Torquato, autor da seguinte p\u00e9rola ao avistar um gato atropelado na avenida Perimetral, ao lado de um dos in\u00fameros parques da cidade: &#8220;ele tomou muito ar puro&#8221;. Esse \u00e9 dos meus! Gostei dele!<\/p>\n<p>&#8211; &#8220;Deve ser o Martignoni&#8221;, pensei, ao ser cumprimentado pelo dono do estabelecimento, que logo anunciou seu slogan: &#8220;a melhor pizza de Maring\u00e1&#8221;. Pessoalmente, gostei. Lembra o rod\u00edzio do Viena. Antes de comer, no entanto, mais fotos. Essa vida de celebridade ainda me mata&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/maringapizzaria2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Durante o jantar, o papo ficou restrito ao Allan e ao Fabretti, que trabalhou dez anos como rep\u00f3rter de r\u00e1dio. Evidente que falamos muito sobre esse apaixonante ve\u00edculo. O assunto tamb\u00e9m foi parar pras bandas do futebol, beisebol e at\u00e9 golfe!<\/p>\n<p>&#8211; Na volta, mais uma vez o bem humorado professor Torquato mostrou seu estilo, ao falar sobre \u00e9tica jornal\u00edstica. Ou quase isso&#8230; Definitivamente, me tornei f\u00e3 dele! Cheguei ao hotel pouco antes das duas horas da manh\u00e3, com a certeza de que o dia valeu. N\u00e3o apenas pela palestra, mas pelas pessoas extraordin\u00e1rias!<\/p>\n<p>&#8211; Depois dessa, dava para dormir? Ainda estava ligado, e o v\u00f4o para S\u00e3o Paulo partia as seis e pouco da manh\u00e3. Cochilei com a televis\u00e3o ligada, mal consegui ouvir o Marcelo Duarte falar que a briga nas Laranjeiras entre o torcedor das galinhas, o Rom\u00e1rio e o tal Z\u00e9 Colm\u00e9ia envolveu, na verdade, o &#8220;Z\u00e9 Colmeia e o Catatau&#8221;. &#8220;Piada fraca, essa eu usei na minha palestra!&#8221;. E tinha usado mesmo &#8211; quem disse que eu era s\u00e9rio?<\/p>\n<p>&#8211; Pontualmente as cinco horas, estava no sagu\u00e3o, pronto para voltar a minha vidinha normal. Wagner, outro aluno do terceiro ano, ficou respons\u00e1vel pelo traslado. E l\u00e1 estava ele, sempre sol\u00edcito. Mas antes, a \u00faltima foto: ao lado dele, segurando o manto sagrado colorado. Pediu para o porteiro bater, enquanto tirava do carro sua camisa do Inter. &#8220;Acha mesmo que vou perder a chance de registrar a visita de um ilustre colorado?&#8221;. Sensacional!<\/p>\n<p>&#8211; No caminho para o aeroporto, e mesmo por l\u00e1, durante o caf\u00e9, conversei um bocado com ele. Nasceu em Bag\u00e9, e seus pais ainda vivem na cidade ga\u00facha. Al\u00e9m dele, que est\u00e1 no Paran\u00e1 h\u00e1 onze anos trabalhando na \u00e1rea farmac\u00eautica, tem duas irm\u00e3s em Pelotas. &#8220;N\u00e3o acredito!&#8221;, respondi, ao resumir a hist\u00f3ria da minha fam\u00edlia. Nesse final de ano, Wagner pretende levar adiante seu projeto de concus\u00e3o de curso: uma s\u00e9rie de v\u00eddeos tur\u00edsticos sobre o Rio Grande. J\u00e1 marcamos um churrasco, para quando eu estiver por l\u00e1 durante as festas!<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/maringa2810.jpg\"><\/div>\n<p>&#8211; Antes de embarcar, parada obrigat\u00f3ria: um jornal do dia e cart\u00f5es postais para a minha cole\u00e7\u00e3o. Todos da Catedral Metropolitana da cidade. &#8220;S\u00f3 tem esses?&#8221;, perguntei, como se a cidade tivesse mais algum. Lembrei da frase do Allan, na noite anterior: &#8220;aqui, d\u00e1 para ver a Catedral de qualquer lugar&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/acabou2810.jpg\" align=\"right\">&#8211; Depois de uma r\u00e1pida conex\u00e3o em Curitiba, mais amendoim e serragem com mel da Gol. E a mesma constata\u00e7\u00e3o da ida: &#8220;vaisiferr\u00e1! \u00c9 o mesmo comiss\u00e1rio de bordo!&#8221;. Pouco antes das nove da manh\u00e3, j\u00e1 estava em Congonhas.<\/p>\n<p>Fim de um dia inesquec\u00edvel, era hora de voltar a ser o Marmota velho de guerra. At\u00e9 porque, naquela noite, trabalho n\u00e3o faltaria. Como sempre.<\/p>\n<p><b>Obs.:<\/b> Quero s\u00f3 ver o que v\u00e3o pensar de mim depois que <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/informatica\/ult124u12424.shtml\" target=\"_blank\"><b>encontrarem meu nome no Google<\/b><\/a> e dar de cara com isso aqui&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de mais nada, n\u00e3o estou me referindo a dan\u00e7a das cadeiras nas mesas redondas. O fato \u00e9 que depois de quinze dias, finalmente tomei vergonha na cara e resolvi falar de&#8230; Paleeeestra!!! Claro que eu estou me referindo ao evento sem precedentes que tive a honra de participar. 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