{"id":1199,"date":"2006-03-31T23:55:16","date_gmt":"2006-04-01T02:55:16","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/a-mensagem-mais-horrorosa-que-ja-vi-na-minha-vida"},"modified":"2006-03-31T23:55:16","modified_gmt":"2006-04-01T02:55:16","slug":"a-mensagem-mais-horrorosa-que-ja-vi-na-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/a-mensagem-mais-horrorosa-que-ja-vi-na-minha-vida\/","title":{"rendered":"A mensagem mais horrorosa que j\u00e1 vi na minha vida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/denovo.gif\" align=\"right\">N\u00e3o sei de quem foi a id\u00e9ia, nem qual foi o primeiro cururu a enviar esse texto por e-mail. O fato \u00e9 que eu n\u00e3o consigo segurar minha indigna\u00e7\u00e3o toda vez que reencontro com ele. Leia at\u00e9 o fim e depois diga se n\u00e3o tenho raz\u00e3o.<\/p>\n<p><i>O menino, cego de nascen\u00e7a, ia fazer 10 anos. Faltavam poucos dias e, \u00e0 tarde, o pai do menino chega para ele e diz:<\/p>\n<p>&#8211; Meu filho, mandei vir dos Estados Unidos um col\u00edrio que vai curar a sua cegueira. \u00c9 um rem\u00e9dio maravilhoso, milagroso. S\u00f3 uma gotinha em cada olho e voc\u00ea vai poder enxergar!<\/p>\n<p>O menino ficou todo feliz e disse:<br \/>\n&#8211; Que bom, pai. Agora eu vou poder saber como \u00e9 voc\u00ea, como \u00e9 a mam\u00e3e, meus amigos, o azul, o feio, as meninas, as flores, tudo! Que dia o rem\u00e9dio chega?<\/p>\n<p>&#8211; Eu te aviso. &#8211; disse o pai.<\/p>\n<p>E todo dia o pai chegava do trabalho e o menino corria pra ele,  aflito, batendo nos moveis, gritando:<\/p>\n<p>&#8211; Chegou, papai? Chegou?<\/p>\n<p>No dia 28 de mar\u00e7o, o pai chegou em casa, aproximou- se do filho e balan\u00e7ou um vidrinho no ouvido dele e perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Sabe o que \u00e9 isto, filhinho?<\/p>\n<p>&#8211; Sei, sei! &#8211; gritou o menino. \u00c9 o colirio! \u00c9 o colirio!<\/p>\n<p>&#8211; Exatamente, meu filho. \u00c9 o colirio.<\/p>\n<p>&#8211; Que bom! &#8211; disse o menino. Agora eu vou pode ver as coisas, saber se eu pare\u00e7o com voc\u00ea, saber a cor dos olhos da mam\u00e3e,usar meus l\u00e1pis de cores, ver os p\u00e1ssaros, o c\u00e9u, as borboletas. Vamos, papai, pinga logo este colirio nos meus olhos!<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o. Hoje, n\u00e3o &#8211; disse o pai. &#8211; Mandei chamar seus av\u00f3s, todos os nossos parentes; eles chegam  no dia de seu anivers\u00e1rio, quero pingar o colirio com todo mundo  aqui em sua volta&#8230;<\/p>\n<p>E o menino disse meio conformado:<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9. O senhor tem raz\u00e3o. Quem j\u00e1 esperou 10 anos, espera mais uns dias. Vai ser bom. Ai eu vou poder ficar conhecendo todos os meus parentes de uma vez!<\/p>\n<p>E foi dormir, mas n\u00e3o conseguiu. Passou a noite toda rolando na cama, pra l\u00e1, pra c\u00e1.<\/p>\n<p>Quando foi no dia seguinte,dia 29 de mar\u00e7o, cedinho, ele acordou  o pai.<\/p>\n<p>&#8211; Papai, pinga num olho s\u00f3. Num olho s\u00f3. Eu fico com ele fechado at\u00e9 a vov\u00f3 chegar, juro!<\/p>\n<p>O pai disse:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o. Aprenda a esperar!<\/p>\n<p>&#8211; Mas, papai, eu quero ver a vida, papai. Eu quero ver as coisas.<\/p>\n<p>&#8211; Tudo tem a sua hora, meu filho. No dia do seu anivers\u00e1rio voc\u00ea ver\u00e1.<\/p>\n<p>O menino ceguinho passou sem dormir o dia 29, o dia 30 e o dia  31. Quando foi ali pelas dez horas da noite ele chegou pro pai e disse:<\/p>\n<p>&#8211; Papai, s\u00f3 faltam duas horas para o meu anivers\u00e1rio. Pinga agora, papai!!!<\/p>\n<p>O pai pediu que ele esperasse a hora certa. Assim que o rel\u00f3gio terminasse de bater as doze badaladas, ele pingaria o col\u00edrio nos olhos do menino. E o menino esperou. \u00c0 meia- noite, toda a fam\u00edlia do garoto se reuniu no centro da sala e aguardou o final das doze badaladas.<\/p>\n<p>O menino ouviu uma por uma, sofrendo. Bateram as dez, as onze e as doze!<\/p>\n<p>&#8211; Agora, papai. Agora! O col\u00edrio!!!<\/p>\n<p>O pai pegou o vidrinho, pingou uma gota num olho.<\/p>\n<p>Outra no outro.<\/p>\n<p>&#8211; Posso abrir os olhos papai?<\/p>\n<p>&#8211; Ainda N\u00e3o! &#8211; disse o pai. &#8211; Tem que esperar um minuto certo, sen\u00e3o estraga tudo.<\/p>\n<p>Vamos l\u00e1: 60&#8230; 59&#8230; 58&#8230; 57&#8230;<\/p>\n<p>E foi contando:  34&#8230; 33&#8230; 32&#8230;<\/p>\n<p>E o menino de cabecinha erguida esperando: 26&#8230; 25&#8230; 24&#8230;<\/p>\n<p>E toda a fam\u00edlia em volta esperando! 10&#8230; 9&#8230; 8&#8230;<\/p>\n<p>7&#8230; 6&#8230; 5&#8230;<\/p>\n<p>4&#8230;<\/p>\n<p>3&#8230;2&#8230;1&#8230;e J\u00c1!<\/p>\n<p>O menino abriu os olhos e exclamou:<\/p>\n<p>&#8211; U\u00e9, mas eu n\u00e3o estou enxergando nada&#8230;<\/p>\n<p>E a fam\u00edlia toda grita:<\/p>\n<p>PRIMEIRO DE ABRIL!!!<\/i><\/p>\n<p>(Para voc\u00ea n\u00e3o perder a viagem, <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/tecnologia\/internet\/noticias\/2006\/mar\/31\/346.htm\" target=\"_blank\"><b>uma not\u00edcia relevante<\/b><\/a> sobre o 1\u00ba de abril.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei de quem foi a id\u00e9ia, nem qual foi o primeiro cururu a enviar esse texto por e-mail. 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