{"id":1194,"date":"2006-03-21T23:28:08","date_gmt":"2006-03-22T02:28:08","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-maneiras-de-nos-tornarmos-uma-nacao-leitora"},"modified":"2006-03-21T23:28:08","modified_gmt":"2006-03-22T02:28:08","slug":"cinco-maneiras-de-nos-tornarmos-uma-nacao-leitora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-maneiras-de-nos-tornarmos-uma-nacao-leitora\/","title":{"rendered":"Cinco maneiras de nos tornarmos uma na\u00e7\u00e3o leitora"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\">Terminou no domingo passado mais uma edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"\/folha\/especial\/2006\/bienaldolivro\"><b>Bienal Internacional do Livro<\/b><\/a>. Por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, n\u00e3o consegui ir. Ali\u00e1s, pelas mesmas raz\u00f5es, ainda n\u00e3o tive condi\u00e7\u00f5es mentais de, pasmem, pegar um livrinho que seja e ler, de ponta a ponta. Deve ser por isso que meu c\u00e9rebro costuma travar vez ou outra.<\/p>\n<p>Mas enfim. Minha dislexia tempor\u00e1ria n\u00e3o se compara ao problema maior do nosso pa\u00eds: apesar de promovermos uma grande feira (a edi\u00e7\u00e3o 2006, no Anhembi, foi a maior desde a primeira, em 1970), a C\u00e2mara Brasileira do Livro calcula que o brasileiro alfabetizado e maior de 14 anos l\u00ea, em m\u00e9dia, 1,8 livro por ano. Na Fran\u00e7a, esse n\u00famero chega a sete.<\/p>\n<p>Mas enfim, poderia seguir com a id\u00e9ia inicial do Top 5 e listar cinco livros que mudaram a minha vida. Vamos guardar essa id\u00e9ia para outro dia. Agora, seguem cinco a\u00e7\u00f5es que poderiam estimular nosso povo a ler mais, melhorar a forma de se expressar e de construir suas opini\u00f5es. E quem sabe, entre outras consequ\u00eancias, votar direito.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> &#8211; <b>O caminho autor\/leitor<\/b>. Algu\u00e9m escreve um livro bacana. Esse algu\u00e9m adoraria que seus leitores tivessem pleno acesso aos seus leitores. Entre eles, temos editores, livreiros, gr\u00e1ficos, distribuidores&#8230; Mas os caminhos para as publica\u00e7\u00f5es chegarem ao seu destino final s\u00e3o muito complexos. Seria de bom tom deixar esse caminho mais f\u00e1cil, a custos mais baixos.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> &#8211; <b>T\u00edtulos atraentes<\/b>. O curioso \u00e9 que a nossa produ\u00e7\u00e3o editorial \u00e9 gigantesca, mas ainda assim, nem todos os assuntos s\u00e3o contemplados nas prateleiras. Precisamos de mais livros interessantes e atraentes, portanto. Especialmente para o p\u00fablico infanto-juvenil: h\u00e1 quantos anos voc\u00ea n\u00e3o ouve falar que os t\u00edtulos da S\u00e9rie Vaga Lume s\u00e3o os melhores? Depois dessa leva, o \u00fanico lan\u00e7amento que realmente fez barulho entre os mais jovens foi Harry Potter. Ou estou errado?<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> &#8211; <b>Compartilhar<\/b>. Recentemente, o pa\u00eds viu um movimento incipiente, mas bastante interessante: cada um deixou em algum banco, cal\u00e7ada ou espa\u00e7o p\u00fablico, um livro. Assim, quem ach\u00e1-lo vai poder ler, e voc\u00ea poder\u00e1 se sentir melhor ao compartilhar cultura. Mas esse incentivo n\u00e3o precisa ser p\u00fablico: podemos indicar ou oferecer um texto bacana dentro de casa, na pr\u00f3pria fam\u00edlia. Ou mesmo entre amigos ou vizinhos.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> &#8211; <b>Incentivo governamental<\/b>. Nem toda fam\u00edlia pode incluir livros na cesta b\u00e1sica, outros agentes podem contribuir para criar o saud\u00e1vel h\u00e1bito da leitura desde cedo. A come\u00e7ar pelas escolas de ensino fundamental e m\u00e9dio (o bom e velho primeiro e segundo grau), num movimento que termina em bibliotecas p\u00fablicas &#8211; estas, ali\u00e1s, sofrem com um dos tr\u00eas males: falta livro, falta profissionais, ou falta p\u00fablico mesmo&#8230; O projeto <a href=\"http:\/\/www.metro.sp.gov.br\/servicos\/biblioteca\/embarque.shtml\" target=\"_blank\"><b>Embarque na Leitura<\/b><\/a> \u00e9 um grande passo: o convite estampado na esta\u00e7\u00e3o Para\u00edso, &#8220;leve um livro emprestado, \u00e9 gr\u00e1tis!&#8221; devia ser irresist\u00edvel.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> &#8211; <b>Desligar a TV<\/b>. Eu admito: a televis\u00e3o me deixou burro, muito burro demais. Eu e outras pobres crian\u00e7as v\u00edtimas da universaliza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia eletr\u00f4nica, entre outros males. Em 2004, a MTV lan\u00e7ou uma campanha comentada em todo o pa\u00eds: enquanto o locutor dizia &#8220;t\u00e9dio, falta de criatividade, falta do que fazer, burrice e conformismo&#8221;, al\u00e9m de um zunido irritante, a mensagem &#8220;Desligue a TV e v\u00e1 ler um livro!&#8221; permanecia no ar por alguns minutos. Segundo pesquisa divulgada na \u00e9poca, 14% dos espectadores entre 15 e 29 anos, p\u00fablico-alvo da emissora, realmente desligou a televis\u00e3o. Devia ter feito isso mais vezes na minha inf\u00e2ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terminou no domingo passado mais uma edi\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional do Livro. Por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, n\u00e3o consegui ir. Ali\u00e1s, pelas mesmas raz\u00f5es, ainda n\u00e3o tive condi\u00e7\u00f5es mentais de, pasmem, pegar um livrinho que seja e ler, de ponta a ponta. Deve ser por isso que meu c\u00e9rebro costuma travar vez ou outra. 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