{"id":117,"date":"2009-03-23T14:39:48","date_gmt":"2009-03-23T17:39:48","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/retalhos-no-paraiso-e-a-audiencia-das-seis"},"modified":"2009-03-23T14:39:48","modified_gmt":"2009-03-23T17:39:48","slug":"retalhos-no-paraiso-e-a-audiencia-das-seis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/retalhos-no-paraiso-e-a-audiencia-das-seis\/","title":{"rendered":"Retalhos no Para\u00edso e a audi\u00eancia das seis"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/capitulos.gif\" align=\"right\" \/>Ainda n\u00e3o tive a chance de assistir a um cap\u00edtulo da nova vers\u00e3o de <b>Para\u00edso<\/b>. Pessoalmente, tamb\u00e9m n\u00e3o lembro da primeira vers\u00e3o (em 1982, tinha apenas cinco anos). J\u00e1 sei que, no fim, o filho do diabo se casa com a santinha. Al\u00e9m disso, tudo o que ouvi a respeito da velha novidade das seis diz respeito a hist\u00f3rias recorrentes de Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da teledramaturgia brasileira mas que, desde 2003, anda meio sem pique pra criar muita coisa.<\/p>\n<p>Antes de emplacar <b>Pantanal<\/b>, seu grande sucesso na TV, as hist\u00f3rias com tem\u00e1tica interiorana do ex-rep\u00f3rter esportivo e publicit\u00e1rio (<b>Cabocla<\/b>, <b>Sinh\u00e1 Mo\u00e7a<\/b>, <b>Voltei pra Voc\u00ea<\/b>)ocupavam exatamente o hor\u00e1rio das seis &#8211; inclusive os mais de trezentos cap\u00edtulos da saga de <b>Os Imigrantes<\/b>, na Bandeirantes.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, um adendo. Quando n\u00e3o \u00e9 na fazenda, \u00e9 no vaiv\u00e9m de um navio entre os anos 20 e 40 do s\u00e9culo passado &#8211; como em <b>Vida Nova<\/b> ou <b>Terra Nostra<\/b>.<\/p>\n<p>Mas enfim. Depois de chacoalhar a Globo com seu sucesso na Manchete, caiu direto para o hor\u00e1rio nobre e, com tr\u00eas grandes sucessos seguidos, chegou ao auge: <b>Renascer<\/b>, <b>O Rei do Gado<\/b> e a j\u00e1 citada aventura de Matteo e Giovanna. Entre 1992 e 2000, Benedito era chamado de &#8220;o mago das oito&#8221;, gra\u00e7as a audi\u00eancia de suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Mas j\u00e1 nessa \u00e9poca, escrever um folhetim era tarefa penosa para o autor. E no meio de <b>Esperan\u00e7a<\/b>, em 2003, n\u00e3o suportou a press\u00e3o e deixou a novela no meio. Para deix\u00e1-lo ainda mais doente, Walcyr Carrasco ignorou as sugest\u00f5es do autor titular, mexendo na trajet\u00f3ria de alguns personagens.<\/p>\n<p>Todo esse hist\u00f3rico, que voc\u00ea j\u00e1 conhece, culminou com os remakes das seis horas, assinados por suas filhas Edmara e Edilene Barbosa: <b>Cabocla<\/b>, <b>Sinh\u00e1 Mo\u00e7a<\/b> e, agora, <b>Para\u00edso<\/b>. O mais estranho \u00e9 ouvir Benedito Ruy Barbosa dizer que, depois de <b>Caminho das \u00cdndias<\/b> e <b>Viver a Vida<\/b>, ele quer voltar com uma nova hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<p>Dif\u00edcil acreditar nisso, j\u00e1 que:<\/p>\n<p>&#8211; Nessa vers\u00e3o da hist\u00f3ria, Para\u00edso fica no Mato Grosso, e em seus arredores pe\u00f5es tocam gado tocando berrante (Pantanal!);<\/p>\n<p>&#8211; Como em todas as outras hist\u00f3rias rurais, temos moda de viola, paisagens buc\u00f3licas, fazendeiros que n\u00e3o gostam de ser chamados de coron\u00e9is mas agem como, cantores-boiadeiros (como S\u00e9rgio Reis, Almir Sater e agora Daniel);<\/p>\n<p>&#8211; Temos Maria Rita, a Santinha, assim como Maria Santa (Renascer), Maria das Gra\u00e7as (Sinh\u00e1 Mo\u00e7a), Maria (Esperan\u00e7a) e Maria Marru\u00e1 (Pantanal);<\/p>\n<p>&#8211; Teve, no primeiro cap\u00edtulo, uma fazenda na Bahia, um homem em carne viva diante de um Jequitib\u00e1 salvo por um fazendeiro, al\u00e9m de um cramulh\u00e3o pendurado na garrafa (Renascer!);<\/p>\n<p>&#8211; Tem a eterna Zuca e o eterno Tom\u00e9 (agora no papel principal), al\u00e9m do Jackson Costa e do Cosme dos Santos &#8211; ali\u00e1s, Cosme dos Santos deve estar em todas as novelas do Benedito Ruy Barbosa!<\/p>\n<p>Chamou minha aten\u00e7\u00e3o ainda a entrevista do autor e suas filhas semanas antes da estr\u00e9ia. Falavam da audi\u00eancia de <b>Neg\u00f3cio da China<\/b> com desd\u00e9m, como se o discurso convencesse os telespectadores a darem uma chance. E na primeira semana, o Ibope foi implac\u00e1vel com <b>Para\u00edso<\/b>. Isso sem os efeitos das f\u00e9rias, do Carnaval, do hor\u00e1rio de ver\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Pessoalmente, acredito que a quest\u00e3o est\u00e1 ligada aos h\u00e1bitos dos espectadores. Quando n\u00e3o est\u00e3o no tr\u00e2nsito ou cuidando da casa, preferem trocar os canais de TV a cabo, assistir a um DVD ou ao programa\/s\u00e9rie entregue via Internet, jogar videogame, navegar pela web, entre outras atividades interessantes.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, se houver um novo fracasso de audi\u00eancia, tenha cautela antes de culpar as hist\u00f3rias repetidas do Benedito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda n\u00e3o tive a chance de assistir a um cap\u00edtulo da nova vers\u00e3o de Para\u00edso. 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