{"id":1163,"date":"2003-04-30T23:37:00","date_gmt":"2003-05-01T02:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/impressoes-sob-a-luz-do-luar"},"modified":"2003-04-30T23:37:00","modified_gmt":"2003-05-01T02:37:00","slug":"impressoes-sob-a-luz-do-luar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/impressoes-sob-a-luz-do-luar\/","title":{"rendered":"Impress\u00f5es sob a luz do luar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\">Vamos come&ccedil;ar esse princ&iacute;pio de feriado prolongado (ao menos para a maioria das pessoas) com um post especial: apenas a luz do luar ir&aacute; ilumin&aacute;-lo. N&atilde;o apenas pela refer&ecirc;ncia ao nosso sat&eacute;lite natural, mas por que n&atilde;o, comemorando o retorno do nosso amigo <b><a href=\"http:\/\/quartopoder.blogger.com.br\" target=\"_blank\">Eric Draven<\/a><\/b>, uma das criaturas que mais a veneram.<\/p>\n<div STYLE=\"black;\">\n<p><font color=\"#DDDDDD\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/lua3004.jpg\" align=\"right\">Se voc\u00ea entrou aqui pela primeira vez, come\u00e7ou a ler esse texto, interpretou da maneira que lhe pareceu mais adequada&#8230; Pronto, est\u00e1 formada em sua mente uma id\u00e9ia, ainda que vaga, sobre quem \u00e9 esse sujeito. Normalmente, o primeiro adjetivo que as pessoas adotam quando me conhecem \u00e9 &quot;<b><a href=\"\/blog\/archives\/000030.htm\" target=\"_blank\">engra\u00e7ado<\/a><\/b>&quot;. Mas nem sempre \u00e9 assim. Vejam s\u00f3 o coment\u00e1rio da <a href=\"http:\/\/telia.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>Cora<\/b><\/a>, no blog da Cacau, a respeito do post que fiz recentemente sobre o <b><a href=\"\/blog\/archives\/000444.htm\" target=\"_blank\">dia do beijo<\/a><\/b>:<\/p>\n<p> &quot;<i>Uai&#8230; Num entendi&#8230; O Marmota falou que se negava a falar sobre o dia do beijo e fez um post enorme sobre o beijo, at&eacute; com pesquisa hist&oacute;rica e cient&iacute;fica&#8230; Sei l&aacute;&#8230; Achei um pouco amargo<\/i>&quot;<\/p>\n<p> Amargo&#8230; Logo eu, um sujeito que n\u00e3o cansa de fazer piada do mundo. Evidentemente, essa rea\u00e7\u00e3o pode ser encarada de maneira simples: ela n\u00e3o entendeu a brincadeira, levou minha ironia a s\u00e9rio e ficou com uma impress\u00e3o negativa. O mesmo aconteceu com o <b><a href=\"http:\/\/www.quainumgosta.blogspot.com\" target=\"_blank\">Ulisses<\/a><\/b>, ao esbarrar com um coment&aacute;rio da Cynthia sobre a <b><a href=\"\/blog\/archives\/000473.htm\" target=\"_blank\">Miss Brasil 2003<\/a><\/b>. Tenho certeza de que, se o Ulisses conhecesse esta minha colega de trabalho, seria acometido pelo mesmo sentimento que ela provoca na maioria dos homens e a pediria em casamento.<\/p>\n<p> Mas enfim. As duas situa&ccedil;&otilde;es poderiam ser evitadas, n&atilde;o &eacute; mesmo? Talvez. Mas &eacute; poss&iacute;vel prever se o nosso comportamento vai agradar algu&eacute;m de bate-pronto? Imposs\u00edvel. <\/p>\n<p> A raz\u00e3o \u00e9 simples: n\u00f3s nunca observamos a personalidade do outro diretamente, de uma maneira isenta. Inevitavelmente, n\u00f3s teimamos em comparar as pessoas com as nossas refer\u00eancias pessoais, nossa experi\u00eancia de vida. Conhecemos a pessoa pelo que n\u00f3s temos, e n\u00e3o pelo que ela tem.<\/p>\n<p> <\/font><font color=\"#DDDDDD\">Se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil se ver livre desse olhar distorcido em nosso cotidiano, n\u00e3o tem como n\u00e3o &quot;metralharmos no escuro&quot; nos famigerados primeiros encontros&#8230; <\/p>\n<p> Lembro como se fosse ontem. Ela morava na Zona Sul e trabalhava num escrit\u00f3rio na regi\u00e3o da Paulista. Num final de semana, entrou numa sala de bate-papo com o nick Lua. Resolveu conversar com o simp\u00e1tico marmota24sp &#8211; aos engra\u00e7adinhos, o n\u00famero 24 correspondia a minha idade, \u00e9poca batizada por alguns como &quot;a fase da decis\u00e3o&quot;&#8230; <\/p>\n<p> Sem mais divaga\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m dos dados preliminares, descobri que ela era capricorniana &#8211; meu signo preferido! Trocamos e-mails, ICQ, mensagens, telefone&#8230; Combinamos um almo\u00e7o numa ter\u00e7a-feira qualquer do inverno paulistano. Treze horas em frente ao Viena, na pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o do Shopping Paulista. Esbaforido depois de caminhar os 900m que separam a reda\u00e7\u00e3o do ponto de encontro, subo dois lances de escadas rolantes. E l\u00e1 estava ela. Com a blusa vermelha e a bolsa de couro a tiracolo, como havia me informado naquela manh&atilde;. <\/p>\n<p> Caminhava devagar enquanto olhava atentamente para Lua. Ali\u00e1s, lua cheia: ela estava um pouquinho acima do peso. At\u00e9 a\u00ed, somos dois, nada contra. Dou mais alguns passos, e o celular dela toca. Diminuo o ritmo, ela atende. Devia ser algum colega de trabalho. N\u00e3o, colega n\u00e3o era, a julgar pela cara feia que ela fez. Deu para identificar alguns improp\u00e9rios naqueles l\u00e1bios mal-humorados. <\/p>\n<p> E era com ela que, em alguns segundos, tentaria promover um almo\u00e7o agrad\u00e1vel&#8230; <\/p>\n<p> Juro que pensei em dar meia volta, afinal de contas, &quot;o Diabo mora nos detalhes&quot;, como diz o outro. Mas fui at\u00e9 o fim. Esperei ela terminar o esporro e desligar o telefone antes de me apresentar. Beijinho no rosto. Comemos e conversamos um bocado. E ela sorria o tempo todo e se mostrava muito simp\u00e1tica. Mas nada era capaz de tirar da minha cabe\u00e7a aquela carranca assustadora, com todo respeito que a Lua merece. Poderia ter aproveitado mais essa oportunidade para desencalhar. Mas no fim, aquela tarde de ter\u00e7a-feira foi a primeira e \u00faltima vez que nos vimos. <\/p>\n<p> E eu, uma pedra. Gra\u00e7as a tal da primeira impress\u00e3o, capaz de provocar este e outros &quot;foras&quot;. Al\u00e9m de aumentar a minha fama de exigente, daqueles que enxergam defeitos onde n\u00e3o existe, talvez essa atitude ainda me mantenha solteiro por mais cinco anos. <\/p>\n<p> Tudo bem, aos poucos a gente aprende. Eu, a Cora, o Ulisses, a Cynthia e todos n&oacute;s.<\/font><\/div>\n<p>Este post fica melhor ao som de <i>Tendo a lua<\/i>, com os Paralamas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos come&ccedil;ar esse princ&iacute;pio de feriado prolongado (ao menos para a maioria das pessoas) com um post especial: apenas a luz do luar ir&aacute; ilumin&aacute;-lo. N&atilde;o apenas pela refer&ecirc;ncia ao nosso sat&eacute;lite natural, mas por que n&atilde;o, comemorando o retorno do nosso amigo Eric Draven, uma das criaturas que mais a veneram. 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