{"id":1108,"date":"2003-02-21T21:38:00","date_gmt":"2003-02-22T00:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/personagens-que-fizeram-nossa-historia"},"modified":"2003-02-21T21:38:00","modified_gmt":"2003-02-22T00:38:00","slug":"personagens-que-fizeram-nossa-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/personagens-que-fizeram-nossa-historia\/","title":{"rendered":"Personagens que fizeram nossa hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-ilha.gif\" align=\"right\">Quem est\u00e1 acompanhando a s\u00e9rie &#8220;Na Ilha da Magia&#8221; j\u00e1 conhece perfeitamente os quatro personagens principais: al\u00e9m deste que vos escreve, temos as presen\u00e7as marcantes de Adilson Fuzo, Lello Lopes e Fernando Narazaki nos pap\u00e9is principais. Como voc\u00ea j\u00e1 sabe, a hist\u00f3ria tamb\u00e9m contou com algumas <a href=\"http:\/\/malvada.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>participa\u00e7\u00f5es<\/b><\/a> <a href=\"http:\/\/www.cestlavie.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>bastante<\/b><\/a> <a href=\"http:\/\/www.700km.com.br\/bluecaps\" target=\"_blank\"><b>especiais<\/b><\/a>, al\u00e9m do mitol\u00f3gico Rei Medas (t\u00e1 tudo no <b><a href=\"\/blog\/archives\/cat_especial_na_ilha_da_magia.htm\" target=\"_blank\">arquivo de fevereiro<\/a><\/b>). <\/p>\n<p>Evidentemente, outros ilustres e desconhecidos coadjuvantes e figurantes foram fundamentais para que a trama se concretizasse, e \u00e9 uma pena, mas poucos deles aparecem nos v\u00eddeos ou nas fotos. Para recompensar, vamos resgatar a imagem de <b>todas estas figuras agora mesmo!<\/b> Est\u00e1 feito o registro, at\u00e9 porque, ningu\u00e9m vai ser capaz de ler todos at\u00e9 o fim. Para me ajudar nessa exaustiva tarefa, contei com a ajuda de Adilson, que acompanhou todos os sete dias desta aventura em detalhes. Vamos a eles!<\/p>\n<p><u>O homem que comia queijo:<\/u> Em plena R\u00e9gis Bittencourt, ainda no caminho para o sul, um dos assuntos discutidos por mim e Adilson era comida, especificamente este nobre derivado do leite, muito comum em todo tipo de buffet em churrascaria. &#8220;Isso engorda que \u00e9 uma beleza&#8221;, diz\u00edamos. Quando paramos em fun\u00e7\u00e3o de um acidente que atravancou o tr\u00e2nsito, um sujeito enorme, sem camisa, desceu do carro para tentar descobrir algo. &#8220;Isso, olha ali, \u00f3. Come queijo pra voc\u00ea ver. Vai ficar assim&#8221;, emendou Adilson.<\/p>\n<p><u>O guia da Arena:<\/u> O simp\u00e1tico rapaz que explicava os detalhes do mais moderno est\u00e1dio de futebol do Brasil precisou ter paci\u00eancia comigo, um sujeito de f\u00e9rias que desligou tr\u00eas dos seus quatro neur\u00f4nios ativos normalmente. &#8220;Existe um organograma de obras j\u00e1 previsto?&#8221;, perguntou o turista imbecil. &#8220;Como assim?&#8221;, tratou de consertar, humildemente, o bem-informado guia &#8211; que explicou o CRONOGRAMA das obras.<\/p>\n<p><u>A dona da pousada:<\/u> A mulher, de sotaque portugu\u00eas-a\u00e7oriano, faz de tudo: tem uma loja, faz bicos&#8230; E tem at\u00e9 uma pousada, para incrementar a renda familiar. Ela entregou a chave do nosso quarto e esperava ver a nossa cara novamente apenas na hora de devolv\u00ea-la &#8211; n\u00e3o fossem o ventilador de teto faiscante e o chuveiro gelado. Outro detalhe que n\u00e3o podemos deixar passar: suas filhas! Comprometidas, sim. Mas ah se elas me dessem bola&#8230;<\/p>\n<p><u>Os h\u00f3spedes da pousada:<\/u> Poucos se materializaram de verdade. Normalmente, diz\u00edamos que &#8220;era a turma do carro tal&#8221;. Em sua grande maioria, fam\u00edlias. Com exce\u00e7\u00e3o da turma bastante jovem do Ford Ka de S\u00e3o Paulo, no nosso quarto ao lado. Mas n\u00e3o paravam l\u00e1. &#8220;Eles devem estar aproveitando&#8221;, lamentou Adilson.<\/p>\n<p><u>O homem do sonho:<\/u> Na primeira manh\u00e3 em Floripa, Adilson teve uma vis\u00e3o enquanto dormia. &#8220;Seu amigo Lello Lopes ainda n\u00e3o ligou, ele n\u00e3o sabe onde voc\u00eas est\u00e3o, pode estar perdido na cidade, voc\u00ea precisa ajud\u00e1-lo&#8221;. Adilson levou um susto e, ap\u00f3s alguns segundos, refletiu: &#8220;ah, vou dormir mais um pouco, depois eu penso nisso&#8221;.<\/p>\n<p><u>O rapaz da padaria:<\/u> Caf\u00e9 em casa? Que nada. Tratamos de encontrar uma padaria na Lagoa para tom\u00e1-lo de forma decente. Acredito que, logo no segundo dia, o carinha j\u00e1 sabia: &#8220;l\u00e1 vem os est\u00fapidos do misto quente&#8221;.<\/p>\n<p><u>O clone do Guga:<\/u> Na mesma padaria, Adilson deu de cara com um sujeito alto, magro e com cabelos encaracolados. &#8220;\u00c9 o Guga&#8221;, gritou. &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, \u00e9 a cara dele&#8221;, se acalmou minutos depois. Com o passar dos dias, percebeu o \u00f3bvio ululante: mulheres bonitas e clones do Guga n\u00e3o faltam em Floripa.<\/p>\n<p><u>O misterioso Chico:<\/u> A Casa do Chico \u00e9 o mais tradicional restaurante entre os in\u00fameros dispon\u00edveis na Lagoa. Mas em toda a ilha foi poss\u00edvel encontrar supermercados, pousadas, locadoras, casa de massagem&#8230; Tudo com a griffe &#8220;do Chico&#8221;. Esse n\u00e3o \u00e9 fraco, n\u00e3o.<\/p>\n<p><u>O n\u00e3o menos misterioso V\u00f4 Eug\u00eanio:<\/u> Da mesma s\u00e9rie. Um pequeno mercadinho carrega este nome portentoso. Mas em nossa \u00fanica visita ao estabelecimento, infelizmente n\u00e3o encontramos V\u00f4 Eug\u00eanio &#8211; deveria estar contando os lucros obtidos gra\u00e7as aos pre\u00e7os praticados ali.<\/p>\n<p><u>O surfista desconhecido:<\/u> Em frente a Praia Mole, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma bela est\u00e1tua, homenagem, segundo os est\u00fapidos, ao &#8220;surfista desconhecido&#8221;. Mais um personagem que deixamos de conhecer pessoalmente.<\/p>\n<p><u>O argentino que era uruguaio:<\/u> Com grande frequ\u00eancia de argentinos na Joaquina &#8211; n\u00e3o tanto como em Canasvieiras, a &#8220;Punta del Este&#8221; da Ilha, nada mais normal que encontrar um deles trabalhando como gar\u00e7om. Mas qual n\u00e3o foi a nossa surpresa ao descobrirmos que o &#8220;chicano&#8221; era uruguaio&#8230; E torcedor do Pe\u00f1arol.<\/p>\n<p><u>O palmeirense perdido:<\/u> Pois o nosso di\u00e1logo com o gar\u00e7om sobre futebol chamou a aten\u00e7\u00e3o de um rapaz, de Ribeir\u00e3o preto, ao nosso lado. &#8220;E o Palmeiras, hein mo\u00e7ada?&#8221; Pobre homem. Al\u00e9m de ser mais um coadjuvante, era palmeirense!<\/p>\n<p><u>O vendedor de chap\u00e9us:<\/u> Interessado em chapelar os turistas gast\u00f5es nas redondezas, esse tipo n\u00e3o para um minuto de circular pelos transeuntes. Insistiu, baixou o pre\u00e7o, ofereceu outro produto&#8230; Mas depois de alguns &#8220;n\u00e3os&#8221;, desapareceu.<\/p>\n<p><u>O vendedor de \u00f3culos:<\/u> Ainda no n\u00facleo Joaquina. S\u00f3 para ati\u00e7ar o personagem anterior, desta vez Adilson resolve comprar algo: um \u00f3culos de sol. Passou minutos a fio escolhendo modelos e ouvindo coment\u00e1rios jocosos dos amigos, que tamb\u00e9m divertiram o vendedor. No fim, acabou comprando o pior deles: detalhes cor de rosa na frente e estampa de on\u00e7a nas hastes. Viadagem!<\/p>\n<p><u>O casalzinho das pedras:<\/u> Passeando pelo cost\u00e3o (as pedras ao lado da praia), e enquanto registr\u00e1vamos tudo para a Marmota Television, um casal observou Adilson, em cima das pedras, enquanto o cinegrafista aqui filmava. &#8220;Olha l\u00e1! Faz pose pra ele&#8221;, gritava o casal mala para Adilson. <\/p>\n<p><u>As mina no ponto:<\/u> Estas participaram sem querer de uma cena muito boba. Os est\u00fapidos passavam pela Avenida das Rendeiras &#8211; foram enganados por Lello Lopes, que avistou um bar de rock que era, na verdade, um muquifo &#8211; quando avistaram algumas meninas na cal\u00e7ada. Elas estavam entre um carro, com as portas abertas, e um ponto de \u00f4nibus. Lello Lopes, com seu sotaque paulistano for\u00e7ado, soltou uma p\u00e9rola. &#8220;\u00d3 as mina, saindodo carro eindo pro ponto, saindodoponto eindo pro caaarro&#8230;&#8221;. Piada interna.<\/p>\n<p><u>A louca do sandboard:<\/u> Marmota e Narazaki resolveram descer a duna com suas pranchas de sandboard, na Joaquina, quase ao mesmo tempo. De repente, uma peruona, que descia com sua filha, atravessou o nosso caminho. Marmota conseguiu desviar e parar, mas Narazaki n\u00e3o. Bateu na mulher, que ficou muito irritada. A frase que veio depois voc\u00ea j\u00e1 viu aqui: &#8220;era ela ou voc\u00ea. Tive que escolher&#8221;.<\/p>\n<p><u>O moleque pregui\u00e7oso:<\/u> Ainda nas dunas da Joaquina: a maior dificuldade encontrada pelos cururus, todos fora de forma, era subir a duna, carregando a prancha e enfrentando o vento e a areia. Em uma dessas escaladas, um guri esbaforido disse: &#8220;devia ter uma escada rolante aqui&#8221;. Espertinho!<\/p>\n<p><u>Os cai\u00e7aras do caiaque:<\/u> Sequ\u00eancia de personagens da regi\u00e3o da Lagoa. Estes passaram batidos na quarta-feira, mas foram de extrema import\u00e2ncia na sexta. N\u00e3o fossem a decis\u00e3o de salvar Narazaki no meio da Lagoa, ap\u00f3s o nip\u00f4nico ter virado a embarca\u00e7\u00e3o e aguardar longos minutos, as coisas n\u00e3o seriam as mesmas. Agora, realmente, o quesito seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 a especialidade dos caras.<\/p>\n<p><u>A fam\u00edlia Buscap\u00e9:<\/u> Pelo menos dez pessoas avistaram a queda de Marmota, no caiaque, na quarta-feira. Um dos moleques gritou, bem alto: &#8220;Olha ali!!! Ele caiiiuu!&#8221;. Boas gargalhadas vieram a seguir.<\/p>\n<p><u>A criancinha:<\/u> Esta n\u00e3o fazia parte da fam\u00edlia anterior, mas estava no mesmo lugar, molhando seu corpinho na beira da Lagoa. Naquele instante, Adilson ainda tentava domar o seu caiaque, quando come\u00e7ou a se aproximar perigosamente do pai da criancinha. &#8220;Cuidado c\u00b4o hooomem!&#8221;, gritou a pobrezinha. Felizmente, nenhum ferido.<\/p>\n<p><u>A fam\u00edlia nip\u00f4nica:<\/u> J\u00e1 na sexta-feira, o epis\u00f3dio envolvendo o caiaque virado de Narazaki, a uns 50 metros longe da Lagoa. Durante o resgate, uma fam\u00edlia de japoneses, a bordo de um pedalinho, me abordou. &#8220;Aquele \u00e9 seu amigo? Ele \u00e9 maluco, n\u00e9?&#8221;. A palavra Maluco apareceria novamente nesta viagem, com outros personagens.<\/p>\n<p><u>A turma do baile da terceira idade:<\/u> Algo que sempre acompanhou os est\u00fapidos durante a viagem: quando havia impasse entre as op\u00e7\u00f5es de programas, a discuss\u00e3o estava formada. &#8220;Quer saber? Se ningu\u00e9m fizer nada vou entrar aqui no baile da terceira idade&#8221;, retrucou Adilson, ao avistar uma daquelas instala\u00e7\u00f5es que lembram as tradicionais festas da saudade, animadas por bandinhas t\u00edpicas. <\/p>\n<p><u>As pivetinhas:<\/u> J\u00e1 est\u00e1vamos atrasados a caminho do Planeta Atl\u00e2ntida (v\u00e1 ver no arquivo de fevereiro tudo a respeito do evento), quando o tr\u00e2nsito parou definitivamente na SC-401, pr\u00f3ximo de Canasvieiras. Felizmente, o show estava sendo transmitido pela r\u00e1dio, assim pudemos ouvir os acordes do ga\u00facho Armandinho sem precisar v\u00ea-lo. Tr\u00eas pivetinhas, que estavam no carro da frente, ouviam tamb\u00e9m &#8211; foi f\u00e1cil perceber, gra\u00e7as a coreografia exagerada das mocinhas. <\/p>\n<p><u>Os maconhistas do show:<\/u> Como foi devidamente citado no texto relacionado ao Planeta, n\u00e3o faltaram jovens saud\u00e1veis fumando todo tipo de erva danada. Inclusive na fila, bem ao nosso lado. Um deles olhou para Narazaki, que por tabela j\u00e1 estava bem pra l\u00e1 de Marrakesh. &#8220;Al\u00e1, o japon\u00eas t\u00e1 beeem loooco!&#8221;.<\/p>\n<p><u>Os seguran\u00e7as do show:<\/u> Pessoas de fino trato. Logo na entrada, um deles ficou com uma caneta bic, por achar que &#8220;aquilo era perigoso para o show&#8221;. L\u00e1 dentro, enquanto Adilson procurava pela Lan House, esbarrou em outro, na porta dos camarotes. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o pode entrar aqui. Cad\u00ea a sua pulseirinha?&#8221;, perguntou o truculento. &#8220;U\u00e9, mas aqui n\u00e3o \u00e9 onde tem os joguinhos?&#8221;, respondeu Adilson, frustrado.<\/p>\n<p><u>Figurantes do show:<\/u> T\u00e1, chega de falar do Planeta Atl\u00e2ntida. Afinal, s\u00f3 naquela sexta-feira, eram 40 mil pessoas, dos mais variados tipos e tamanhos.<\/p>\n<p><u>O homem da \u00e1gua de salsicha:<\/u> Voc\u00ea leu certo, mas Adilson n\u00e3o. No centro da praia da Arma\u00e7\u00e3o, ele encontrou um estranho cartaz e soltou essa: &#8220;Ser\u00e1 que algu\u00e9m vai querer comprar g\u00e1s e \u00e1gua de salsicha?&#8221;. Na verdade, o cartaz mostrava o telefone de um sujeito chamado Salsicha, que vendia g\u00e1s e \u00e1gua. Est\u00fapido.<\/p>\n<p><u>O farmac\u00eautico:<\/u> Todos lembram do acidente de Narazaki nas pedras, certo? N\u00e3o? V\u00e1 ler a hist\u00f3ria do Rei Medas, ent\u00e3o. Pois bem, ao chegar na farm\u00e1cia, ainda na Arma\u00e7\u00e3o, o farmac\u00eautico vendeu todo o material para que o japon\u00eas pudesse fazer seus curativos, mas se recusou a ajud\u00e1-lo. &#8220;\u00c9 que a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria proibiu&#8221;, enrolou o jovem aprendiz de vendedor de aspirina.<\/p>\n<p><u>O vendedor de flores:<\/u> Jantar agrad\u00e1vel na tradicional Pizza na Pedra, da Avenida Beira-mar. Num relance, aquele tradicional vendedor de rosas abordou os quatro est\u00fapidos e disse: &#8220;por acaso voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o querer, n\u00e9?&#8221;. Com toda a simpatia e delicadeza, Adilson retrucou: &#8220;C\u00ca \u00c9 LOOCO???&#8221;.<\/p>\n<p><u>A motorista do P\u00e1lio:<\/u> Essa voc\u00ea tamb\u00e9m j\u00e1 conhece. Ao executar uma manobra arriscada (paulistada) para averiguar mais um palpite joinha de Lello Lopes &#8211; o horr\u00edvel boteco com sinuca, o motorista Marmota ouviu da mulher, que dirigia o P\u00e1lio, em alto e bom som: &#8220;Seu maluuuuuco!&#8221;.<\/p>\n<p><u>O cantor meia-boca:<\/u> Happy hour num bar mexicano da Lagoa, quando subitamente aparece um rapaz bem apessoado, vendendo seus CDs, para cantar. &#8220;N\u00e3o sei muito bem ingl\u00eas&#8221;, disse, antes de embromar uma m\u00fasica inteirinha com palavras totalmente desconexas de um idioma que estava longe de ser o proposto pelo mesmo. Mas teve gente que aplaudiu e comprou o CD do amizade.<\/p>\n<p><u>O guia do quadric\u00edclo:<\/u> Adilson e Lello foram aproveitar o domingo para pasear pelo distrito dos Ingleses em &#8220;motos de quatro rodas&#8221;. Esquema pago, evidente, e com a presen\u00e7a de um guia. Este, ali\u00e1s, n\u00e3o perdeu a piada, ao ver Lello Lopes paramentado, com capacete e roupa especial: &#8220;parece o Frangolitos da Sadia!&#8221;. Que chato.<\/p>\n<p><u>Os frescurentos:<\/u> Fora isso, Lello perdeu a grande chance de se divertir de verdade no quadriciclo, gra\u00e7as a uma estranha fam\u00edlia paulistana. A turma foi fazer o passeio, que durou uma hora, carregando uma cesta de mantimentos. Antes, por\u00e9m, todos passaram repelente &#8211; exig\u00eancia do filho gordinho. Pra piorar, a tia, que ficava \u00e0 frente de Lello, era muito lenta. Bom, ao menos ele ganhou um apelido.<\/p>\n<p><u>A estranha vendedora de &#8220;parrilla&#8221;:<\/u> Narazaki avistou esta figura ins\u00f3lita em Canasvieiras: a mulher circulava com um carrinho de lata na areia. Ali funcionava uma churrasqueira &#8211; brasa no fundo e uma grelha em cima, onde podiam ser vistos peda\u00e7os de algo verde misturados com carnes e lingui\u00e7as. E tinha gente que comprava aquilo, especialmente os &#8220;hermanos&#8221;.<\/p>\n<p><u>A mocinha da ag\u00eancia:<\/u> Ainda em Canasvieiras, fomos abordados por uma baixinha muito simp\u00e1tica, que nos ofereceu um belo passeio de escuna: a volta \u00e0 Ilha, que duraria o dia todo. Marcamos com anteced\u00eancia e tudo, apesar do pre\u00e7o salgado (R$ 90 por pessoa). No outro dia, com o tempo fechado, demos um &#8220;migu\u00e9&#8221; na mocinha.<\/p>\n<p><u>O malabarista:<\/u> Entre as atra\u00e7\u00f5es da feirinha da lagoa, estava o vendedor do &#8220;Devil Stick&#8221;, aquele conjunto de malabares j\u00e1 citados aqui. \u00c9 claro, um show a parte do rapaz, que conquistava facilmente a aten\u00e7\u00e3o das mocinhas. E eu, uma pedra.<\/p>\n<p><u>O verdadeiro Ataliba:<\/u> Ezias era o nome que estava no crach\u00e1 deste gar\u00e7om, um dos in\u00fameros que circulavam pela tradicional churrascaria Ataliba, muito conhecida em Santa Catarina h\u00e1 uns 30 anos. E o sujeito era camarada: sempre chegava em nossa mesa com cortes generosos. Figura\u00e7a!<\/p>\n<p><u>O guia \u00cdgor:<\/u> Este foi o melhor ator coadjuvante da nossa viagem, tanto que \u00e9 personagem do pen\u00faltimo programa da Marmota Television. Pode at\u00e9 ser que as piadas do cara sejam as mesmas todos os dias. Ainda assim, o guia do passeio de escuna foi um personagem bastante pitoresco.<\/p>\n<p><u>O fot\u00f3grafo:<\/u> Um dos souvenirs mais bem sacados que j\u00e1 vi, mas um pouco mal executado. O rapaz bate uma foto sua dentro da escuna e faz uma montagem, como se fosse a capa da revista Caras &#8211; bem piorada, claro. Valeu, chefia. Mas&#8230; N\u00e3o, obrigado.<\/p>\n<p><u>Os figurantes da escuna:<\/u> Aqui, v\u00e1rios personagens que dividiram horas agrad\u00e1veis ao lado de Marmota e Adilson. Um bando de argentinos, uma turma de jogadores de v\u00f4lei, algumas meninas e uma fam\u00edlia paulistana muito animada &#8211; sempre riam das nossas piadas! Uma coincid\u00eancia, o carro desta fam\u00edlia estava parado justamente ao lado do nosso. &#8220;Voc\u00eas de novo?&#8221;.<\/p>\n<p><u>O oper\u00e1rio padr\u00e3o:<\/u> Hora de revelar algumas das v\u00e1rias fotos da viagem. Entramos na tradicional &#8220;revelamos em 1 hora&#8221; ao meio-dia, mas ouvimos da atendente que o filme s\u00f3 seria liberado as duas e pouco. &#8220;\u00c9 que o rapaz sai para almo\u00e7ar \u00e0s 12h30, n\u00e3o vai dar tempo&#8221;. Argumentei que estava de passagem e que n\u00e3o daria tempo. Ela foi conversar com o tal funcion\u00e1rio, que foi irredut\u00edvel. Tudo bem, s\u00f3 perderam o fregu\u00eas.<\/p>\n<p><u>O grande paulista:<\/u> Almo\u00e7o em uma lanchonete de Canasvieiras, cujo propriet\u00e1rio \u00e9 um dos in\u00fameros paulistanos que largam a cidade para melhorar de vida em Floripa. E l\u00e1 est\u00e1, feliz, h\u00e1 12 anos. &#8220;Esse tamb\u00e9m comeu muito queijo&#8221;, lembrou Adilson, ao observar o tamanho do homem. Pera l\u00e1, ele ofereceu um caf\u00e9 pra gente&#8230;<\/p>\n<p><u>O gringo intern\u00e9tico:<\/u> N\u00e3o foi a \u00fanica vez que Marmota precisou usar o cyber-caf\u00e9. Mas naquela noite de segunda-feira, um sujeito o abordou, do nada. &#8220;Ol\u00e1, prazer, sou Alan&#8221;. Era um gringo, de Washington, passeando pela cidade. Respondi a gentileza, claro. Em portugu\u00eas. Belo di\u00e1logo.<\/p>\n<p><u>O gar\u00e7om espertalh\u00e3o:<\/u> Cuidado ao escolher o lugar para jantar na Lagoa. Optamos por um lugar ex\u00f3tico, acho que se chamava Uyuni. &#8220;Nossa especialidade \u00e9 pizza, feita com uma massa fina e saborosa. Aproveite para experimentar o nosso drinque especial, feito com creme de leite, vodka e sorvete de lim\u00e3o&#8221;. Eu, que n\u00e3o bebo, achei o neg\u00f3cio uma porcaria. E quando a pizza chegou, perguntei: &#8220;essa aqui \u00e9 a grande?&#8221;.<\/p>\n<p><u>O animal do boliche:<\/u> Nossa \u00faltima atividade em Floripa: boliche da Lagoa. Ao nosso lado, um sujeito marombado &#8211; namorado da &#8220;gorduchinha&#8221; do caixa &#8211; arremessava a bola como se cobrasse um tiro de meta. Mas nem sempre ele acertava. Para burlar o fisco, o animal jogava, e se n\u00e3o fosse strike, voltava o lance, no painel. &#8220;Olha, benzoca, s\u00f3 jogadas perfeitas&#8221;, mostrava depois, sorrateiramente, para a namorada.<\/p>\n<p><u>A loira do boliche:<\/u> Na pista ao lado, um cururu estava acompanhado por uma loira que, com o perd\u00e3o da palavra, era muito boazuda. Certamente a roupa que ela escolheu &#8211; uma cal\u00e7a de lycra absurdamente colada em seu corpo &#8211; n\u00e3o era pr\u00f3pria para jogar boliche. Ou era, sei l\u00e1, pr\u00f3pria para o instante em que ia abaixar para pegar a bola. &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Essa a\u00ed deve ser acompanhante&#8221;, disse. Quanta maldade.<\/p>\n<p><u>O estranho carro com placa grotesca:<\/u> Essa encontramos j\u00e1 na BR-101, no caminho de volta. Um Kadett circulava sem nenhum pudor com a seguinte placa: ASS-2424. \u00c9 preciso ter muita coragem para andar com um carro desses! Ou faz parte da personalidade do sujeito, sei l\u00e1.<\/p>\n<p><u>O acidentado:<\/u> J\u00e1 no estado de S\u00e3o Paulo, encontramos esta curiosa advert\u00eancia em plena R\u00e9gis Bittencourt: &#8220;n\u00e3o mexa no acidentado&#8221;. A piada estava no ar, pedindo para ser dita. E Adilson n\u00e3o teve d\u00f3: &#8220;Acidentado? Que acidentado? TU-TUM! TU-TUM!&#8221;. Entenderam?<\/p>\n<p><u>Minha lista de beldades:<\/u> Se fosse pegar como refer\u00eancia apenas o Planeta Atl\u00e2ntida, essa lista n\u00e3o acabaria mais. Mas vou levar em conta apenas uma parcela das belas mo\u00e7as que encontrei por l\u00e1: a come\u00e7ar pelas filhas da dona da pousada, a paraguaia da Joaquina (que s\u00f3 eu achei bonita), a clone da Suzana Verner da loja de souvenirs, as atendentes do Pizza na Pedra (a da Lagoa n\u00e3o me deu tchau na sa\u00edda, mas a do Centro era uma simpatia), a bonitinha do restaurante na Barra da Lagoa, a funcion\u00e1ria da \u00f3tica procurada por Narazaki, a vendedora de sabonetes na feirinha&#8230; Ah, tem tamb\u00e9m a loira do boliche. E muitas outras. A verdade \u00e9 que teve muita mulher nessa viagem &#8211; que apenas vi, claro&#8230;<\/p>\n<p>Ufa. Ser\u00e1 que eu esqueci de algu\u00e9m?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem est\u00e1 acompanhando a s\u00e9rie &#8220;Na Ilha da Magia&#8221; j\u00e1 conhece perfeitamente os quatro personagens principais: al\u00e9m deste que vos escreve, temos as presen\u00e7as marcantes de Adilson Fuzo, Lello Lopes e Fernando Narazaki nos pap\u00e9is principais. Como voc\u00ea j\u00e1 sabe, a hist\u00f3ria tamb\u00e9m contou com algumas participa\u00e7\u00f5es bastante especiais, al\u00e9m do mitol\u00f3gico Rei Medas (t\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1108","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-especiais-do-mmm"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1108\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}