{"id":1105,"date":"2003-02-18T12:48:00","date_gmt":"2003-02-18T15:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/blog-pra-que"},"modified":"2003-02-18T12:48:00","modified_gmt":"2003-02-18T15:48:00","slug":"blog-pra-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/blog-pra-que\/","title":{"rendered":"Blog pra qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/bloguiado.jpg\" align=\"right\">Como eu tenho a n\u00edtida impress\u00e3o de que apenas blogueiros visitam outros blogs, suponho ainda o que todos j\u00e1 saibam: qualquer ser humano que tenha algo a dizer pode ter um. Nem \u00e9 preciso o tal &#8220;desejo doentio de popularidade&#8221;, como acreditam os colegas do <a href=\"http:\/\/www.nukewhales.com.br\/cafe\/artigo_vis.asp?id=12\" target=\"_blank\"><b>Caf\u00e9 Dementia<\/b><\/a>. Pessoalmente, aos que pensam em entrar na onda apenas para isso, saibam que existem maneiras mais f\u00e1ceis, como andar pelado no metr\u00f4 durante uma semana&#8230;<\/p>\n<p>Mas voltando. Assim como a pr\u00f3pria Internet, os blogs se redescobrem a cada dia. Agrega novas ferramentas, novas fun\u00e7\u00f5es, se faz presente em nossa vida. Foi assim no 11 de setembro, como observou o F\u00e1bio Fernandes <a href=\"http:\/\/webinsider.globo.com\/vernoticia.php?id=1006\" target=\"_blank\"><b>nesse texto<\/b><\/a>; \u00e9 assim nos dias de hoje, onde j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.audblog.com\/faq\/index.html\" target=\"_blank\"><b>blogar por telefone<\/b><\/a>, como j\u00e1 experimentou a <a href=\"http:\/\/68.85.159.30\/colagem\/blog.shtml\" target=\"_blank\"><b>Luciana Misura<\/b><\/a>. Outros, como o <a href=\"http:\/\/mundofoderoso.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>Vincent Vega<\/b><\/a> e eu, j\u00e1 experimentaram blogar em v\u00eddeo&#8230; Os ingredientes est\u00e3o na dispensa. \u00c9 s\u00f3 escolher, misturar tudo, colocar no fogo e aproveitar. <\/p>\n<p>Mas aproveitar para qu\u00ea? O que leva um indiv\u00edduo a dedicar boa parte do seu tempo num blog? No livro <i>The Weblog Handbook<\/i>, a autora <a href=\"http:\/\/www.rebeccablood.net\" target=\"_blank\"><b>Rebecca Blood<\/b><\/a> cita tr\u00eas motivos b\u00e1sicos para algu\u00e9m come\u00e7ar a blogar. Primeiro: dividir informa\u00e7\u00f5es, seja comentando as de sempre ou criando um espa\u00e7o dedicado a um tema espec\u00edfico. Segundo: marcar presen\u00e7a na grande rede e estabelecer uma imagem, uma reputa\u00e7\u00e3o online (repare que existe uma diferen\u00e7a gritante entre manter a imagem e ser popular). Finalmente o terceiro, que um dia j\u00e1 foi o motivo n\u00famero um: expressar sentimentos, impress\u00f5es di\u00e1rias, opini\u00f5es sobre a sua vida, a dos conhecidos e os demais. Ainda segundo Rebecca, depois que algu\u00e9m come\u00e7a a blogar, acaba fazendo um pouco das tr\u00eas coisas ao mesmo tempo, \u00e0 medida em que o blog come\u00e7a a estabelecer relacionamentos com os demais.<\/p>\n<p>Relacionamento. Palavrinha-chave que blog, site, rede, computador nenhum \u00e9 capaz de entender sozinho &#8211; ainda bem. Bem ou mal, esse \u00e9 um dos mais inexplic\u00e1veis produtos de natureza humana. S\u00f3 ele seria capaz de criar mais alguns motivos para a exist\u00eancia de um blog: despertar a solidariedade e refor\u00e7ar a cidadania perdida. E aqui, finalmente, depois de enrolar voc\u00ea por um minuto, chego ao assunto principal.<\/p>\n<p>Num belo dia, <a href=\"http:\/\/www.wumanity.com\" target=\"_blank\"><b>Rossana Fischer<\/b><\/a>, ser humano como eu e voc\u00ea, carregando consigo suas virtudes e defeitos, deu de cara com um casal muito, mas muito pobre. Ambos recolhiam papel\u00e3o, mas com a gravidez da esposa, tiveram que parar tudo. A mulher, soropositiva, deu \u00e0 luz ao filho Lucas, personagem principal dessa hist\u00f3ria que certamente voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto por a\u00ed &#8211; afinal, ela se parece com muitas outras, que infelizmente n\u00e3o s\u00e3o contadas por ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/lucas1802.jpg\" align=\"right\">Mas essa hist\u00f3ria, no entanto, Rossana <a href=\"http:\/\/www.ahistoriadelucas.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>est\u00e1 contando<\/b><\/a>. E j\u00e1 conta com a ajuda de centenas de pessoas, que est\u00e3o transformando a vida dessa fam\u00edlia. Evidentemente, o &#8220;cord\u00e3o dos desconfiados&#8221;, composto por uma meia d\u00fazia de tr\u00eas ou quatro, tamb\u00e9m faz barulho. Mas nem adianta, o caminho j\u00e1 est\u00e1 aberto. Mais: em pouco tempo, o livro da Rebecca vai ganhar a sua vers\u00e3o tupiniquim, revista e atualizada pela Rossana: &#8220;vou falar da campanha no meu livro sobre blogs. Pra mostrar do que n\u00f3s somos capazes com esta ferramenta nas m\u00e3os&#8221;.<\/p>\n<p>Blog pra qu\u00ea? Nem seria preciso concluir. Mas vamos aproveitar <a href=\"http:\/\/www.novae.inf.br\/marketinghacker\/lucas.html\" target=\"_blank\"><b>este artigo<\/b><\/a>, escrito por Hernani Dimantas e Manoel Fernandes Neto, que apontaram o divisor de \u00e1guas decorrente da hist\u00f3ria de Lucas. &#8220;N\u00e3o somos hip\u00f3critas em achar que salvando o Lucas estaremos salvando milh\u00f5es de crian\u00e7as que ainda morrem nas favelas e nos campos&#8230; Mas a iniciativa capitaneada por Rossana mostra caminhos que merecem ser percorridos pelas vozes dos micromercados. Por aqueles que, de fato, est\u00e3o comprometidos com a transforma\u00e7\u00e3o. Lucas um s\u00edmbolo real que merece o nosso abra\u00e7o, mesmo n\u00e3o sendo o \u00fanico&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como eu tenho a n\u00edtida impress\u00e3o de que apenas blogueiros visitam outros blogs, suponho ainda o que todos j\u00e1 saibam: qualquer ser humano que tenha algo a dizer pode ter um. Nem \u00e9 preciso o tal &#8220;desejo doentio de popularidade&#8221;, como acreditam os colegas do Caf\u00e9 Dementia. Pessoalmente, aos que pensam em entrar na onda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1105","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bloguiado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1105\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}