{"id":1077,"date":"2003-01-16T21:34:00","date_gmt":"2003-01-17T00:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/oitavo-dia-cidade-que-nunca-muda"},"modified":"2003-01-16T21:34:00","modified_gmt":"2003-01-17T00:34:00","slug":"oitavo-dia-cidade-que-nunca-muda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/oitavo-dia-cidade-que-nunca-muda\/","title":{"rendered":"Oitavo dia: cidade que nunca muda"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0203.gif\" align=\"right\">Fazia mais de uma semana que Marmota estava longe de S\u00e3o Paulo, e desde s\u00e1bado passeando pela apraz\u00edvel Pelotas. Aquela quinta-feira era o seu \u00faltimo dia na cidade: entre passar o dia na praia, sair com os amigos para a Cascata ou para fora, preferiu torrar sua grana nas lojas do centro da cidade. Vai entender&#8230;<\/p>\n<p><tt>Pelotas, RS. Por pouco tempo.<br \/>Hoje \u00e9 2 de janeiro de 2003<\/p>\n<p>O dia j\u00e1 est\u00e1 no fim, Di\u00e1rio. Isso significa que a nossa passagem pelo sul do Brasil tamb\u00e9m est\u00e1 bem perto de terminar. Pois \u00e9, em pouco menos de uma semana, sequer consegui cumprir um \u00fanico item daquela lista de coisas a fazer, a mesma dos \u00faltimos finais de ano: conhecer Rio Grande, o Museu da Baronesa (por pior que seja, como dizem), entre outras atra\u00e7\u00f5es. Nem mesmo ao Cassino vai ser poss\u00edvel ir nesse ano.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/rs1601a.jpg\" align=\"left\">Felizmente, hoje tive tempo de sobra para caminhar pelo centro da cidade. Logo depois do almo\u00e7o, embarquei no Turf e, em menos de meia hora, j\u00e1 estava na Marechal Floriano, no \"abrigo\" dos \u00f4nibus, como eles dizem aqui. \u00c9 engra\u00e7ado pisar nesse centro de novo depois de um ano... A impress\u00e3o que eu tenho \u00e9 a de que fui embora ontem.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pudera: tudo igual. As lojas, as ruas, os vendedores de suco de laranja, as galerias, a banca de revistas no cal\u00e7ad\u00e3o da Andrade Neves... At\u00e9 a apar\u00eancia de abandono na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, na pra\u00e7a que recebe as barracas dos camel\u00f4s e na da caixa d'\u00e1gua, em frente a Santa Casa. Um exemplo de como maltratar a mem\u00f3ria de uma cidade que j\u00e1 foi a mais rica do estado. Bem feito. Agora sobrou essa fama de \"cidade do ar fresco\". Se dos homens desconfia-se, das mulheres n\u00e3o tenho d\u00favida: d\u00e1 para contar nos dedos o n\u00famero de gurias que voc\u00ea pode chamar de feia. As outras... Ah, se elas me dessem bola!<\/p>\n<p>Divaga\u00e7\u00f5es \u00e0 parte. Primeira parada: qualquer loja que possa revelar o meu filme do ano novo em uma hora. Normalmente vou \u00e0 Sulcolor, mas os caras queriam me entregar s\u00f3 no dia seguinte. N\u00e3o quis sair do cal\u00e7ad\u00e3o: fui \u00e0 Trekos, que apesar de cara, prometeu as fotos o quanto antes. Melhor assim. Ali\u00e1s, se existe uma coisa que mudou nessa cidade foram essas lojas de fotografia: a Free Way, na quinze, est\u00e1 acabando, e a Cambial sumiu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/rs1601b.jpg\" align=\"left\">Pr\u00f3xima parada: mercad\u00e3o municipal. Ao driblar os tradicionais quiosques de carne e peixe, \u00e9 poss\u00edvel achar lembrancinhas dos mais variados estilos, produtos da col\u00f4nia, cal\u00e7ados, boinas, aquelas tradicionais pastas usadas pelos alunos da Ufpel ou da escola t\u00e9cnica... Ali, mais um exemplo de como a cidade parou no tempo: com poucos frequentadores, as bancas n\u00e3o se renovam. E as tr\u00eas ou quatro barbearias seguidas no lado de fora, ficam \u00e0s moscas. Mas permanecem firmes, como se estivessem na d\u00e9cada de 60.<\/p>\n<p>Agora vamos gastar dinheiro. N\u00e3o posso entrar na Livraria Mundial: ali escarafunchei livros que dificilmente encontraria por aqui, como o do jornalista Lauro Schirmer, contando a hist\u00f3ria da RBS. Entre outras bobagens, l\u00e1 se foram duas on\u00e7as pintadas da minha carteira... Ainda entrei em duas ou tr\u00eas daquelas galerias entre a Andrade Neves e a Quinze antes de voltar \u00e0 Trekos e pegar as fotos.<\/p>\n<p>Estava na hora de embarcar no Cohab - nem vi se era o Rodovi\u00e1ria ou o Pinheiro Machado. Mas resolvi esperar o pr\u00f3ximo: n\u00e3o resisti e levei a camisa do Gr\u00eamio Atl\u00e9tico Farroupinha, o terceiro time da cidade (vai dizer que voc\u00ea n\u00e3o conhecia tantos...). Deu tempo ainda de entrar na Lusitana e pegar um refrigerante. Resolvi inovar e pegar uma Fanta Ma\u00e7\u00e3. No caixa, a senhora perguntou, curiosa.<\/p>\n<p>- Tu vais tomar esse refri mesmo, guri?<br \/>- U\u00e9... Mas \u00e9 claro! Por que, algum problema com ele?<br \/>- Bah... \u00c9 que esse a\u00ed \u00e9 ruim uma barbaridade!<br \/>- Ah, sei...<br \/>- Ainda bem que tem gente que nem tu que compra! - disse, sorridente. E confesso, um guaran\u00e1 Charrua cairia bem melhor.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, meus pais resolveram visitar os outros tios pendentes, sem \"as crian\u00e7as\", para tristeza de todos. S\u00f3 nos resta aguardar a chegada deles admirando as fotos da viagem at\u00e9 aqui ou ainda brincando com a Bruna ou o Alessandro - esse \u00faltimo n\u00e3o saiu de perto um instante nesses \u00faltimos dias enquanto estava aqui. Enfim, amanh\u00e3 tem mais. Mais 250 quil\u00f4metros de estrada, e desta vez, voltando...<\/tt><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fazia mais de uma semana que Marmota estava longe de S\u00e3o Paulo, e desde s\u00e1bado passeando pela apraz\u00edvel Pelotas. 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