{"id":1068,"date":"2003-01-11T15:20:00","date_gmt":"2003-01-11T18:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/quarto-dia-na-sociedade-do-anel"},"modified":"2003-01-11T15:20:00","modified_gmt":"2003-01-11T18:20:00","slug":"quarto-dia-na-sociedade-do-anel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/quarto-dia-na-sociedade-do-anel\/","title":{"rendered":"Quarto dia: na sociedade do Anel"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-0203.gif\" align=\"right\">Foi-se o tempo em que Marmota viajava com o seu \u00fanico irm\u00e3o, cinco anos mais novo, e passava o tempo brincando com as crian\u00e7as. Gurizada mesmo s\u00e3o poucos, mas que ainda fazem a festa com a presen\u00e7a do grandalh\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Claro que os outros preferem passeios mais elaborados. Naquele domingo, eles puderam fazer algo diferente!<\/p>\n<p><tt>Pelotas, 29 de dezembro de 2002.<br \/>Alguns milhares de anos distante da Terra M\u00e9dia<\/p>\n<p>\u00c9 impressionante, Di\u00e1rio. Em apenas 24 horas, \u00e9 poss\u00edvel atualizar um ano inteiro de fofocas com os parentes. Quem casou, quem separou, quantos nasceram e morreram. Talvez estas sejam as \u00fanicas mudan\u00e7as vis\u00edveis por aqui - outro dado impressionante: viemos uma vez por ano e as coisas por aqui parecem imut\u00e1veis.<\/p>\n<p>Entre as \"not\u00edcias recentes\", uma delas eu tive que ouvir pelo menos tr\u00eas vezes. O motivo era simples. Vejam como ela come\u00e7ava:<\/p>\n<p>- Sabe a sua ex-namorada?<\/p>\n<p>Estavam se referindo a uma bela mo\u00e7a que morava na Cohab Fragata. Ficamos juntos na temporada 95\/96, mas anos depois ela j\u00e1 estava casada. Pois bem. Ela comprou um carro novinho, e no \u00faltimo dia 25 ela resolveu experimentar. Detalhe: ao que consta, ela nunca tinha dirigido na vida. Mesmo em uma rua pouco movimentada, ela conseguiu o improv\u00e1vel: acelerou demais e perdeu o controle, subindo na guia (que deve ter uns 40 cent\u00edmetros) e batendo no muro. Um desastre.<\/p>\n<p>- Ela estava do lado do marido, e saiu dizendo que nunca mais ia pegar um carro pra guiar - , concluiram. Ah, se fosse comigo... Falando nisso, \u00e9 incr\u00edvel, mas todos os meus conhecidos com mais de vinte anos de idade j\u00e1 enfiaram o dedo no anel - no bom sentido, \u00e9 claro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/rs1101a.jpg\" align=\"left\">Falando em anel, o trocadilho infame serviu para ilustrar bem o assunto deste final de semana. Ontem \u00e0 noite passamos na locadora, e entre os desenhos animados da Bruna e a minha com\u00e9dia do Jim Carrey, meus primos resolveram alugar <i>O Senhor dos An\u00e9is - A Sociedade do Anel<\/i>. Com o seguinte pretexto: refrescar a mem\u00f3ria de todos antes de assistirmos ao segundo longa da trilogia: <i>As Duas Torres<\/i>.<\/p>\n<p>Depois de um domingo morno - e uma bela \"sestiada\" depois do almo\u00e7o, pegamos o carro e fomos, eu, o Dani, a Cris e o J\u00fanior, ao Cine Capit\u00f3lio. A sess\u00e3o era \u00e0s nove da noite, mas parecia que eram sete, gra\u00e7as ao hor\u00e1rio de ver\u00e3o - aqui o sol demora a sumir no horizonte. Paramos o carro num estacionamento na 15 de Novembro e fomos \u00e0 p\u00e9 at\u00e9 a Anchieta.<\/p>\n<p>Ainda faltava pouco mais de meia hora para o come\u00e7o da sess\u00e3o - e o que via no centro de Pelotas era algo inimagin\u00e1vel em S\u00e3o Paulo: nenhum transeunte nos arredores. Era poss\u00edvel andar no meio da rua sem ser molestado. At\u00e9 a movimentada pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, repleta de flanelinhas durante o dia, estava deserta. E o melhor de tudo: pegamos nossos ingressos par ao filme, que acabara de entrar em cartaz, sem qualquer fila!<\/p>\n<p>Aos seus lugares. aos poucos, a sala 1 do Capit\u00f3lio come\u00e7ava a encher, mas sem qualquer tumulto. Por aqui, coloco em pr\u00e1tica a minha tese: a propor\u00e7\u00e3o entre mulheres bonitas em rela\u00e7\u00e3o as feias supera qualquer estat\u00edstica nacional! Duas fileiras \u00e0 frente, uma loirinha que parecia ter vindo h\u00e1 instantes da praia do Cassino. Maravilhosa. E na companhia de um cururu que eu n\u00e3o colocava f\u00e9. Ah, se ela me desse bola...<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/rs1101b.jpg\" align=\"left\">Mas vamos ao filme. Um primor, como era de se esperar. E mesma id\u00e9ia que tive ap\u00f3s assistir ao primeiro filme: ler o livro. No cine, poucas manifesta\u00e7\u00f5es da plat\u00e9ia. A primeira foi numa cena em que o elfo Legolas segura num cavalo a galope, d\u00e1 um salto para tr\u00e1s e monta. For\u00e7aram a barra, pensaram os presentes. Como se o restante da hist\u00f3ria fosse totalmente veross\u00edmil!<\/p>\n<p>Minutos depois, algo inusitado: uma pausa que durou aproximadamente cinco minutos! Nunca tinha visto cinema com intervalo para descanso! Dali para o final do filme foi r\u00e1pido. At\u00e9 a ins\u00f3lita cena onde o companheiro de Frodo Bolseiro diz, no p\u00e9 do ouvido: \"sou o seu Sam\". S\u00f3 eu ri naquele momento. Depois me dei conta: estava em Pelotas, oras... Brincadeirinha!!!<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do cinema direto para a casa da v\u00f3 - meu irm\u00e3o queria esticar a noite numa danceteria nova, uma tal de Luna, perto da rodovi\u00e1ria. No fim, n\u00e3o fomos. Mas amanh\u00e3 tem mais.<\/tt><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi-se o tempo em que Marmota viajava com o seu \u00fanico irm\u00e3o, cinco anos mais novo, e passava o tempo brincando com as crian\u00e7as. Gurizada mesmo s\u00e3o poucos, mas que ainda fazem a festa com a presen\u00e7a do grandalh\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Claro que os outros preferem passeios mais elaborados. 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