{"id":1014,"date":"2005-03-01T19:40:33","date_gmt":"2005-03-01T22:40:33","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/bbb-e-a-etica-do-marceneiro"},"modified":"2005-03-01T19:40:33","modified_gmt":"2005-03-01T22:40:33","slug":"bbb-e-a-etica-do-marceneiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/bbb-e-a-etica-do-marceneiro\/","title":{"rendered":"BBB e a \u00e9tica do marceneiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">Alguns assuntos s\u00e3o recorrentes em mesas de bar com os amigos. Um dos mais comuns, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, diz respeito a \u00e9tica. Normalmente, acontece quando um dos cavalheiros inventa de pedir refrigerante diet e uma por\u00e7\u00e3o de picanha na chapa. &#8220;Isso n\u00e3o est\u00e1 dentro das regras que orientam uma conduta baseada na moral. \u00c9 desonesto&#8221;, vocifera algu\u00e9m, antes do \u00e1rduo debate que vem na sequ\u00eancia: pedir refrigerante diet e picanha \u00e9 anti\u00e9tico?<\/p>\n<p>Ultimamente, outro tema inquietante deixa as reda\u00e7\u00f5es e as borracharias para ganhar vida nos botecos: Big Brother. Um neg\u00f3cio que tinha tudo para encher o saco rapidamente, mas cuja quinta edi\u00e7\u00e3o vem ultrapassando todos os recordes de audi\u00eancia &#8211; e aqui, uma ressalva: n\u00e3o por minha culpa. Ao que tudo indica, as <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u49332.shtml\" target=\"_blank\"><b>intrigas e joguinhos<\/b><\/a> provocados no programa, al\u00e9m da divis\u00e3o entre o bem e o mal, s\u00e3o as grandes respons\u00e1veis pelo sucesso.<\/p>\n<p>Durante as \u00faltimas semanas, o debate sobre o programa reca\u00eda em Rog\u00e9rio Padovan, cirurgi\u00e3o que ganhou a antipatia do pa\u00eds &#8211; ao menos dos 92% que o convidaram para deixar a casa. Num desses papos, veio \u00e0 tona o nome de Cl\u00e1udio Abramo, jornalista cuja hist\u00f3ria de vida talvez n\u00e3o seja t\u00e3o conhecida nas faculdades quanto seu livro, A Regra do Jogo, e a sua n\u00e3o menos conhecida \u00c9tica do Marceneiro.<\/p>\n<p>Abramo tinha como hobby a marcenaria: gostava de fazer m\u00f3veis. E dizia: &#8220;minha \u00e9tica como marceneiro \u00e9 igual \u00e0 minha \u00e9tica como jornalista &#8211; n\u00e3o tenho duas. N\u00e3o existe uma \u00e9tica espec\u00edfica do jornalista: sua \u00e9tica \u00e9 a mesma do cidad\u00e3o&#8230; O jornalista n\u00e3o tem \u00e9tica pr\u00f3pria. Isso \u00e9 um mito&#8221;.<\/p>\n<p>Ou seja, segundo ele, o ser-humano n\u00e3o pode ter duas \u00e9ticas: uma no seu trabalho, outra fora dele. Instintivamente, a id\u00e9ia de Claudio Abramo foi aplicada ao <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u49260.shtml\" target=\"_blank\"><b>rejeitado Doutor Rog\u00e9rio<\/b><\/a>. Que saiu, segundo fontes, dizendo que &#8220;quanto mais conhecia os homens, mais gostava dos seus cachorros&#8221;.<\/p>\n<p>Tudo bem, trata-se de um programa de entretenimento fam\u00edlia, uma novela com cidad\u00e3os comuns representando em busca de um milh\u00e3o. Mas at\u00e9 que ponto a \u00e9tica do BBB Rog\u00e9rio se mistura com a do cirurgi\u00e3o Rog\u00e9rio &#8211; ou mesmo com a do cidad\u00e3o Rog\u00e9rio? Faz sentido ter duas ou mais regras de conduta?<\/p>\n<p>Como o assunto vai longe &#8211; e pode ser aplicado em <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/brasil\/ult96u67213.shtml\" target=\"_blank\"><b>outra casa infestada de jogadores doidos para faturar uma grana<\/b><\/a>, vou pedir mais um refrigerante. Normal, claro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns assuntos s\u00e3o recorrentes em mesas de bar com os amigos. Um dos mais comuns, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, diz respeito a \u00e9tica. 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