abril 30, 2011
Jogar pôquer (ou poker?) online
Há alguns anos, um grupo de amigos me ensinou as regras básicas do pôquer, mais especificamente a modalidade Texas Holdem, o mais popular – e aquele que se vê em programas de TV. Fichas, apostas, cartas sobre a mesa, combinações possíveis com a mão que tenho… Par, trinca, quadra, sequência, flush, all in… Em poucos minutos, qualquer um aprende as regras. Blefar (fazer a tal “poker face”) e ler os gestos de outros jogadores requer muito mais tempo e dedicação. Não a toa, o pôquer é visto como um esporte.
A modalidade Texas Holdem também é a mais comum online – e não faltam aplicações gratuitas para brincar em casa, diante do computador, sem gastar nada. No entanto, ainda que cassinos sejam proibidos no Brasil, não faltam jogadores online cadastrados em sites do gênero.
Paciência para pesquisar Procure por “poker online” no Google e surpreenda-se com a quantia de textos e publicações do gênero, trazendo dicas antes de cadastrar e se perder em sites especializados – como Full Tilt, Party Poker, Poker Stars, 888… Estes são alguns dos nomes que figuram com frequência entre os fóruns e tópicos relacionados – e mesmo assim, costumam ser acusados de práticas ilegais. A obviedade aqui é simples: não meta seus dados pessoais e seu cartão de crédito em qualquer lugar, pensando apenas no retorno que isso possa dar.
Paciência para jogar O mesmo ritmo cauteloso deve permanecer com o tempo: não se aprende as manhas destes sites do dia pra noite. Duvide, essencialmente, de qualquer estratégia de “ganhos rápidos”: se puder, passe longas horas observando os movimentos, evitando apostas com mãos ruins ou jogar em muitas salas ao mesmo tempo. Observe a dinâmica das partidas, varie suas jogadas, gerencie seus gastos. Foco e paciência, além de serem um belo exercício, deverá conter o que costuma destruir qualquer um envolvido em apostas ou jogos de azar: a falta de paciência e persistência.
A propósito, qualquer hora dessas, escrevo sobre o impulso provocado por quem deseja apostar – em qualquer lugar.
abril 15, 2011
Compras compartilhadas? RRSocial? Mmmhhh…
Sabem, a Internet está repleta de gente bem intencionada, com boas idéias para facilitar o acesso a sonhos. Mas, como a gente costuma ouvir em qualquer culto ou missa, “o caminho para o inferno é pavimentado com boas intenções”. É bem provável que o teólogo e corretor de imóveis paraibano Vanaldo de Assis Pires Lobo, até por seu discurso e presença social no Orkut, tenha o coração aberto para ajudar quem gostaria de comprar, sei lá, um netbook, uma televisão ou uma moto.
Com alguns cliques, identificamos a imobiliária do Vanaldo na cidade de Beberibe, Ceará, a 650km de João Pessoa. É a mesma cidade da RRSoluções, cujo CNPJ (09.442.606/0001-51) é, na realidade, de uma empresa do ramo alimentício, de Raimundo Pires Dias. Certamente os dois se conhecem e executam idéias juntos, já que o site RRSocial, espécie de “rede social com vantagens”, exibe o CNPJ de Raimundo, mas foi registrado na Internet por Vanaldo. A idéia é animadora: ali, você recebe para navegar. Outros tentáculos do grupo revelam uma prática conceituada por eles por “compra compartilhada” (SICC): você deposita uma parte do valor de um bem e, diante do depósito de outros usuários, você adquire um netbook (RRNetbook.com), televisão (RRTVs.com.br) e até motos (RRmotos.com).
Qual a mecânica? Simples. Você é convidado a pagar um valor para ter um endereço só seu – ou comprar o produto desejado. Mas para receber, será preciso convidar novos membros para fazer parte do sistema, ou melhor, comprar mais produtos. Tanto o RRSocial quanto a ferramenta de e-mail marketing (GNTmarketing.net) tentam mobilizar mais usuários – uma breve navegada pelo sistema revela uma profusão de usuários propagando links a sistemas bem parecidos, que prometem dinheiro rápido ou ofertas inacreditáveis…
E funciona? Bom, o Ronaldo, um dos usuários, registrou aqui uma mensagem sobre sua insatisfação. Certamente muita gente se envolve, acreditando na bondade humana e na confiança de pessoas que, pelo bem comum da amizade, empenham alguns reais suados nestes esquemas. Agora, diante da possibilidade de amizades, depoimentos espalhados por aí… São poucos os que percebem a lógica perversa dos níveis: se um produto custa R$ 1500, preciso de dez pessoas pagando R$ 150 para garantir o meu… Para atingir o décimo nível, o primeiro precisa de dois, cada dois precisam de mais dois… Vai ser preciso mil pessoas para garantir um… E pra cada um desses mil, mais mil… Faz sentido isso?
Bom, os nomes de quem inventou especificamente este sistema você já sabe. Pode perguntar a eles, não?
fevereiro 19, 2011
Comprar algo no Show de Centavos
Dias atrás, escrevi um texto aqui alertando sobre a mecânica esquisita dos sites de leilâo – aqueles onde você arremata produtos a preços inacreditáveis, desde que adquira lances de um centavo pagando um real – no fim das contas, pouca gente presta atenção nessa conta e corre o risco de perder dinheiro.
Mas o que me assusta nessa modalidade é o fato dela ser apresentada ao consumidor comum como “uma forma divertida de comprar”, e não um “leilão onde talvez você compre, mas provavelmente não”. Foi com esse pavor que vi recentemente um comercial do SBT, apresentando o Show de Centavos.
Como se apresentam? A propaganda é típica de qualquer varejo, apresentando eletro-eletrônicos caos a preços inacreditáveis. Ainda que não haja qualquer relação entre a emissora e a empresa que concebeu o site de leilões, a conexão aparece quando o personagem Xaropinho aparece, impressionado. Antes do vídeo acabar, aparece a imagem sorridente do apresentador Ratinho, praticamente validando a presença maciça de um público popular e, sem qualquer ofensa, pouco imune a essas engenhosidades virtuais…
E como é, na prática? Nada me tira da cabeça que o espectador do Ratinho, acostumado a horas de diversão descompromissada na televisão diante de uma realidade econômica muito dura, visita o Show de Centavos acreditando realmente estarem diante de um site de compras. A lógica da “compra de lances” e “recontagem de tempo” não aparece em nenhum momento. Isso explica os milhares de comentários no blog do Ratinho, reclamando do sistema… Nada contra essa modalidade, que pode atrair alguns usuários desde que haja transparência em toda a mecânica. O questionamento que fica é: houve total comunicação nesse caso? Desconfio que não.
Atualizado: Faz tempo que não vejo mais essa propaganda. Meu palpite: a assessoria do Ratinho deve ter recebido muito mais reclamações do que elogios, tirando o corpo fora… Será?
fevereiro 12, 2011
Ir atrás da verdadeira riqueza
Quem pensa não apenas em acumular alguns caraminguás mas também aprender a guardar e administrar suas finanças pode ficar atento aos comentários do economista Marcos Silvestre na BandNews FM – a página do colunista traz ainda uma planilha, muito útil para quem pretende realizar sonhos de consumo.
Mas esses dias ouvi um comentário dele que nada tinha a ver com números da mega sena ou qualquer caminho mágico para enriquecer pra valer em pouco tempo. A pergunta que ele faz pode parecer simples, mas a resposta pode surpreendê-lo: qual é a sua verdadeira riqueza?
Mais dinheiro – Normalmente, os comentários de Marcos Silvestre estão sustentados em três pilares: dívidas prudentes, gastos planejados e investimentos dinâmicos. Qualquer outro caminho representa uma perda de tempo e energia. Ao mesmo tempo, dependendo do tamanho deste esforço, fica a pergunta: o que você precisa de verdade? Condições para aproveitar as boas coisas da vida, não?
Mais qualidade – Para não perder as esperanças, o foco precisa ser sustentado em atitudes planejadas. Assim como os indicadores financeiros, o seu “painel de controle” para a vida: é preciso mesmo acumular milhões? Ou basta uma boa saúde financeira – e mental! – para uma vida agradável e sem percalços? Pense nisso.
A propósito, descobri que o professor Marcos Silvestre lançou um livro, com um plano de meses para você ganhar dinheiro. Qualquer hora dessas, voltamos a falar disso,
fevereiro 5, 2011
Repetir a mesma idéia pela rede
Uma rápida observada pelas estatísticas de acesso revelam expressões recorrentes envolvendo negócios online e algumas “ondas”. “Montar site de PTC”, “criar site que vende pixels”, “script para site de leilões” ou “fazer e-commerce de infoprodutos” rendem visitantes diariamente. Não tenho certeza se todos estes potenciais empreendedores já se deram conta que alguns tipos de negócio online não duram para sempre…
Mas enfim. A nova onda é o “quero montar site de compras coletivas” Li em algum prestigioso site que já ultrapassamos os mil sites do gênero – e olha que só ouvi falar deles há poucos meses. A pergunta permanece: será mesmo que tem espaço pra toda essa turma?
Idéia genial: Já escrevi há alguns meses aqui: normalmente, apenas os primeiros desbravadores costumam se dar muito bem com suas criações brilhantes. Mas certamente não foi algo do dia pra noite: além do conceito propriamente dito, é preciso botar a mão na massa e sistematizar conhecimentos totalmente empíricos – quando algo é inédito, só se acerta mesmo na base da tentativa e erro.
Trabalho braçal: Então quanto os primeiros responsáveis por sites de compras coletivas investiram na idéia – softwares, equipamentos, relação com clientes e fornecedores, marketing, tudo aquilo que uma boa empresa precisa? Esse tipo de empreendimento possui chances de dar certo; o nível seguinte, baseado nos primeiros “infoprodutos” ao estilo “faça sucesso como eles e monte seu site igualzinho” não demanda tanto esforço assim… Até chegar ao ponto do mercado saturar, faltar cliente e empresa pra toda essa turma… Será mesmo que funciona?
Idéias requentadas, sem inovação e trabalho, valem tanto quanto um blog que escreve a mesma coisa que outros, mas usando palavras diferentes…
janeiro 26, 2011
Aproveitando bem a Internet
Uma das áreas mais procuradas neste espaço diz respeito a idéias mirabolants para ganhar dinheiro com a Internet. Especialmente por parecer um caminho simples e barato. Obviamente, essa pretensa facilidade é a razão pela qual tanta gente se aproveita para ofecerer todo tipo de coisa, para o bem ou para o mal. Essa “corrida do ouro” virtual permite toda sorte de boas idéias, aproveitadores e, claro, algumas boas piadas.
O norte-americano Doogie Horner, conhecido em seu país por conta de sua atuação como comediante stand-up, lançou um livro com um intuito bastante criativo: explicar o mundo a partir de organogramas (em inglês, “charts”). A partir de seu site, você vai encontrar uma porção deles – todos ótimos – incluindo o famigerado “como ganhar dinheiro na Internet”, reproduzido aqui.
Enxergar como algo sério? Mesmo uma história cômica tem seus lados reais. O gráfico inicia com uma observação interessante: “a web está cheia de coisas gratuitas, como músicas, palavras, imagens pornográficas.. A vantagem é que o dinheiro também pode ser conseguido de graça!”. De fato, o mundo é dos espertos: o “chart” segue com uma porção de caminhos e exemplos que podem inspirar empreendedores.
Enxergar como uma piada? Logo abaixo de “vender coisas”, “criar reputação” ou “prestar suporte”, áreas que dominam boa parte das formas de faturar na rede, uma linha pontilhada aponta para “outras idéias”… Especular nomes de domínio, praticar crimes virtuais, espalhar softwares maliciosos, entre outras coisas consideradas negativas. Agora, interessante observar que, nesse mesmo balaio, aparecem “cobrar uma taxa de conveniência” e “explorar o marketing multinível” – o famigerado MMN… Coincidência?
Ah sim, viver a vida com bom humor e oferecê-lo como um livro de piadas inteligente, como fez Doogie Horner, pode ser uma boa idéia…
janeiro 23, 2011
Fazer cursos online
Estudar sempre é um caminho seguro para construir uma carreira. E diante das múltiplas conexões que dispomos hoje, só não estuda quem não quer. Não vou negar meu fascínio e interesse por ensino à distância: venho estudando sistemas computacionais que permitem derrubar as barreiras entre professores e alunos a partir de ferramentas inovadoras de comunicação. É sem dúvida uma oportunidade democrática e promissora, que deve ser levada a sério e merece ser avaliada com cuidado.
Ocorre que, como qualquer outro negócio, a educação online transformou-se em mais uma forma aparentemente simples de se montar um site, ofercer cursos e prometer certificados de conclusão – aliás, a sensação de estarmos “comprando diplomas” não é nova, não faltam picaretas oferecendo “segundo grau em sessenta dias”, por exemplo.
Por que dá certo? Inegavelmente, há boas estruturas ligadas a instituições sérias que utilizam o melhor do universo conectado combinado com a sala de aula tradicional. O formato “blended learning”, adotado por boa parte das faculdades credenciadas pelo MEC, prevê que alunos frequentem aulas em pólos determinados, utilizando o ambiente virtual para o desenvolvimento de atividades e alguma sociabilização. Repare: é muito difícil encontrar cursos realmente competitivos que sejam 100% online.
Mas o que falha? Na verdade, se a procura for por cursos livres e rápidos, capazes de solucionar pequenos problemas, também existem boas opções – que tal os cursos gratuitos da FGV ou os do MIT? Atenção redobrada para sites que oferecem cursos magníficos sobre temas distintos a preços extremamente baixos. Em muitos casos, o serviço oferecido é praticamente um “certificado online que pode ser incluído em seu currículo ou na contabilidade de horas exigidas pelo seu cargo”… Vale a pena?
Pensado bem, oferecer cursos online considerados livres, de atualização profissional, mas com qualidade e relevância, deve ser uma forma bem interessante de faturar algum troco, hein?
janeiro 18, 2011
Inventar uma promoção para celular
Então você começa a navegar em busca de arquivos “pouco legais” em sites como Rapidshare ou Megaupload. De repente, é surpreendido por uma promoção tentadora: “você tem cinco minutos para participar de um teste e concorrer a um ipad!”. Segue uma infame sequência de três depoimentos, com alguns cururus exibindo seus prêmios, tentando convencê-lo de que “é moleza ganhar um ipad na web”. Surge o endereço “weeklyprizewinner.com-net.info”. O cronômetro persuade você: “primeira pergunta, quem é o inventor da Apple? Steve Jobs ou alguém aí?”. O primeiro clique é óbvio.
O segundo, nem tanto assim: “Agora digite seu telefone celular, rápido!”. Aí descobrimos a jogadinha. Se você tentar sair, um JavaScript tenta convencê-lo: “Espere! Quer mesmo sair? Vai perder o ipad, hein?”. Nessa pressão, mal dá pra ver um “disclaimer”, em cinza claro (quase sem contraste com o fundo branco) com os dizeres: “nós não somos afiliados ao site que exibe este anúncio, muito menos à Apple. Pode ser exigida sua participação no FunClub para reivindicar seu prêmio… Esta página recebe compensação por cliques ou compras de produtos apresentados neste site”. Resumindo: quem botou o celular no quadrinho começa a pagar, automaticamente, R$ 4,99 pra fazer parte do FunClub Brasil.
E isso é legal? Boa parte destes serviços que oferecem entretenimento por celular – download de jogos, ringtones, músicas e afins – prometem conteúdos sensacionais e interações via SMS, tentando manter o interesse de seu usuário cadastrado. Se você quiser incrementar seu aparelho com esse tipo de conteúdo, quer dizer, caso ache realmente interessante e não veja problemas em pagar uns cinco reais por semana (R$ 20 num mês) para manter essa relação, siga em frente.
Mas isso é legal mesmo? Bem, tenho certeza de que a maioria dos usuários fisgados no anúncio enviam o número, esquecem da brincadeira e, sem baixar um único negocinho, é surpreendido sete dias depois com um SMS “você renovou mais uma semana de FunClub por R$ 4,99!”. Então o usuário fica enfurecido, pois não lembra de ter entrado em clube algum, reclamando (com alguma razão) com a operadora – que pode não ter relação alguma com as empresas, mas devia ter alguma responsabilidade em permitir parceiros que utilizam artimanhas pouco claras.
Nisso, a empresa que mantém o FunClub faturou mais alguns trocos de quem sequer foi atrás de seus conteúdos… Se ninguém fizer nada, é o tipo de abordagem que só tende a aumentar. Ah, sim: para sair do FunClub e deixar de pagar, mande uma mensagem de texto para o número 49525 com a palavra PARAR ou SAIR. Deve vir uma mensagem de confirmação como resposta.
janeiro 15, 2011
Faturar com a chuva e enchentes
Pode parecer um texto totalmente “espírito de porco”, afinal de contas, a situação ideal – especialmente para paulistanos acostumados ao noticiário de janeiro – seria convivermos pacificamente com a água, sem riscos de áreas impermeabilizadas ou bueiros entupidos de lixo. Sem falar nas histórias mais trágicas em situações como estas: moradores de áreas de risco, sem ter para onde ir, correm o risco de perder tudo em poucas horas.
Ainda assim, situações adversas também podem representar oportunidades para empreendedores diversos. A começar pelos ambulantes que, sabemos, surgem do nada, como se estivessem “brotando”, oferecendo seus produtos aos motoristas parados no trânsito. Ah sim, existem ainda aqueles moradores próximos a áreas potencialmente alagáveis, prontos para empurrar carros presos na água…
Mexer com proteção – Navegando pelo site do programa Pequenas Empresas Grandes Negócios, vi a história de dois empresários: os primeiros, para competirem com os guarda-chuvas importados da China, passaram a fabricar produtos para empresas; os segundos investiram em abrigos, capas e jaquetas de nailon e PVC. Ambos são produtos imprescindíveis para quem convive com o mau tempo – em São Paulo, onde o clima é absurdamente doido, são itens obrigatórios.
Mexer com lixo – Outra necessidade que precisa ser enfrentada diante do problema das enchentes em São Paulo diz respeito a coleta e reciclagem do lixo. São mínimas as ações de coleta seletiva, responsabilidade ambiental de empresas e comerciantes… Sem falar no idiota que joga qualquer saquinho plástico da janela do ônibus. Na semana que a cidade recebeu 80% das chuvas esperadas para Janeiro, o prefeito Kassab apertou os comerciantes do centro: todos deverão contratar empresas privadas para gerenciar o problema. Agir diante do desafio pode representar não apenas um bom negócio, mas nossa sobrevivência.
Se você, como eu, não tem nenhuma veia empreendedora, provavelmente deve estar pensando: “quando será o dia que sairemos dessa cidade caótica”?.
Em tempo: esse texto foi escrito antes das tragédias que atingiram a região serrana do Rio. Deixe de lado sua ambição e veja aqui como ajudá-los como puder.
janeiro 12, 2011
Participar, de algum jeito, do BBB
A fórmula já é consagrada: um grupo de pessoas são confinadas por semanas numa casa com dezenas de câmeras e microfones espalhados, capazes de flagrar todos os movimentos e diálogos. Intrincados em futricas, conspirações e muita pressão, os participantes são eliminados um a um, até que o vencedor é agraciado por uma bolada. O formato do Big Brother, criado pela holandesa Endemol há mais de dez anos, chegou ao Brasil impactado com o sucesso da “genérica” Casa dos Artistas do Sílvio Santos…
Mas enfim, chegou ao seu 11º programa levando consigo a tradição de ser “o assunto nacional” até abril, deixando em segundo plano reality-shows como A Fazenda, Busão do Brasil, entre outros programas de qualidade discutível. Antes da estréia, sobram expectativas a respeito dos nomes. Além disso, fica aquela pergunta no ar: mesmo que não chegue ao prêmio, seria incrível se pudesse estar ali aos olhos de uma nação inteira, não?
Mas… Como entrar na casa? Nunca dá pra saber – a exceção foi na edição onde dois participantes entrariam por sorteio, após preencher um cupom de revista. Para 2011, o regulamento do programa diz: “a TV Globo poderá utilizar qualquer método na escolha dos participantes, a seu exclusivo critério, não se limitando aos candidatos inscritos, sem que seja devido qualquer tipo de explicação ou indenização”. Diz ainda que, ao menos quatro candidatos, podem ser escolhidos por uma equipe da emissora, independente de qualquer regulamento. O que talvez explique um número de dez concorrentes do eixo Rio-São Paulo…
E só dá pra participar assim? Faça uma busca e descubra a quantidade de blogs, portais, colunistas… Todos dispostos a passar 100 dias dedicados ao Big Brother Brasil, conversando com o Boninho no Twitter – ou ainda especulando sobre as fotos das gostosas, aos moldes de Thais, Cacau, Grazi, Juliana, Mariana, Fani, Natalia, Priscila, Maíra, Íris, Gyselle, Tessália… Entre outras que não precisariam sequer ganhar o prêmio final.
Enfim, já decidi: este ano, vou esperar pela Playboy da Talula.

