Um dos capítulos do livro “Freakonomics”, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, conta a história de um norte-americano que cansou de seu trabalho como economista e passou a vender broa em diversos escritórios. Passava todos os dias com uma cestinha de acepipes e uma caixinha de madeira, sugerindo aos funcionários um preço camarada. Seu sistema é baseado puramente na confiança – o que lhe permitiu avaliar informações muito relevantes sobre o comportamento humano!
Mas isso é assunto para outro texto. O que gostaria de chamar a atenção com este simples exemplo é: um sujeito conhecido por muitos escritórios passou a se sustentar vendendo comida para um grupo de pessoas confiáveis. Agora reflita: se você conhece algum vendedor do gênero em seu local de trabalho, ou frequenta uma feira sabendo da existência de uma quituteira… Você vai comprar, não?
Então eu posso? Tem muita gente que faz isso sem necessariamente abrir um restaurante: desde esquemas complexos, como servir marmitex, até sanduíches naturais (a exemplo da Raquel Acioli, de Regina Duarte, na novela “Vale Tudo”, lembram?). Quem também costuma fazer sucesso são as vendedoras de doces e trufas. Mas repare que o produto, com extrema qualidade e capricho, é um dos pilares desse negócio. O outro está no relacionamento.
Confuança é tudo Lógico que, no Brasil, dificilmente um esquema como o vendedor de broas do EUA funcionaria: o prejuízo seria grande. No entanto, estabelecer uma relação de confiança é a base para qualquer negócio dar certo. Se a comidinha for gostosa, seus potenciais clientes não lembrarão apenas do sabor, mas da simpatia, cordialidade e confiança transmitida por quem vende. O mesmo se aplica a algum potencial produto ruim: trocá-lo oferecendo algum benefeicio só faz essa relação aumentar. Mesmo com broinhas de milho.
Então, que tipo de comida você acredita ser simples, barato e eficiente?

