Archive for the ‘Trabalho manual’ Category

Vender comida… Como broa de milho

sexta-feira, julho 16th, 2010

Um dos capítulos do livro “Freakonomics”, de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, conta a história de um norte-americano que cansou de seu trabalho como economista e passou a vender broa em diversos escritórios. Passava todos os dias com uma cestinha de acepipes e uma caixinha de madeira, sugerindo aos funcionários um preço camarada. Seu sistema é baseado puramente na confiança – o que lhe permitiu avaliar informações muito relevantes sobre o comportamento humano!

Mas isso é assunto para outro texto. O que gostaria de chamar a atenção com este simples exemplo é: um sujeito conhecido por muitos escritórios passou a se sustentar vendendo comida para um grupo de pessoas confiáveis. Agora reflita: se você conhece algum vendedor do gênero em seu local de trabalho, ou frequenta uma feira sabendo da existência de uma quituteira… Você vai comprar, não?

Então eu posso? Tem muita gente que faz isso sem necessariamente abrir um restaurante: desde esquemas complexos, como servir marmitex, até sanduíches naturais (a exemplo da Raquel Acioli, de Regina Duarte, na novela “Vale Tudo”, lembram?). Quem também costuma fazer sucesso são as vendedoras de doces e trufas. Mas repare que o produto, com extrema qualidade e capricho, é um dos pilares desse negócio. O outro está no relacionamento.

Confuança é tudo Lógico que, no Brasil, dificilmente um esquema como o vendedor de broas do EUA funcionaria: o prejuízo seria grande. No entanto, estabelecer uma relação de confiança é a base para qualquer negócio dar certo. Se a comidinha for gostosa, seus potenciais clientes não lembrarão apenas do sabor, mas da simpatia, cordialidade e confiança transmitida por quem vende. O mesmo se aplica a algum potencial produto ruim: trocá-lo oferecendo algum benefeicio só faz essa relação aumentar. Mesmo com broinhas de milho.

Então, que tipo de comida você acredita ser simples, barato e eficiente?

Vender vuvuzelas e bandeiras

domingo, junho 20th, 2010

Quer aproveitar a euforia da Copa do Mundo pra faturar uma grana? Incrível como, do nada, este mercado aquece, não? Espalham-se por aí cornetas, bandeiras, camisas, óculos, lenços, bonés e chapéus… Sem falar nas tintas, barbantes, papel dobradura e plásticos, todos verdes e amarelos.

O futebol realmente consegue transformar vitrines em todo o país: quem faz trabalhos manuais, artesanato ou mesmo vende comida ou bebida trata de criar produtos específicos, alusivos ao Mundial. É uma oportunidade interessante, já que meio mundo está entusiasmado – especialmente nos primeiros dias.

E o que preciso fazer? Posso estar enganado, mas a melhor situação é, sem dúvida, peregrinar em um destes grandes centros de produtos importados da Ásia. A Rua 25 de Março, em São Paulo, ou as incríveis lojas da região do Saara, no centro do Rio de Janeiro, certamente reúnem os artigos mais procurados pelos torcedores, a preços bacanas para revenda.

Lógico que tem pontos negativos. Pra começar: infelizmente, creio que seja tarde demais pra pensar nesta estratégia. Quem está faturando com essas coisinhas já providenciou seu estoque há semanas, e ignora qualquer tempo ruim: seja na véspera do jogo ou horas antes, é preciso tentar liquidar a fatura. Mas o grande problema, realmente, é que estes elementos nacionais só pareçam interessante durante Copa do Mundo… Nem mesmo as Olimpíadas – ou mais importante ainda, eleiçõoes, desperam a mesma coisa. Ou seja: se sobrar vuvuzelas, só daqui a quatro anos para garantir o interesse da turma.

Comprou coisas sobre Copa pra revender? Quer contar sua experiência? Compartilhe!

Fazendo… Pantufas?

terça-feira, junho 8th, 2010

Uma das primeiras visitas a este blog a partir do Google me deixou surpreso. Alguém chegou aqui procurando ganhar dinheiro com… Pantufas! Bom, se pararmos pra pensar, essa é a época perfeita: em noites frias, a saída é tirar as meias da gaveta ou, melhor ainda, enfiar osm pés em chinelos acolchoados. Pessoalmente, não resisto ao conforto das minhas pantufas azuis.

Agora, “fazendo pantufas” entra na categoria “artesanato”, “trabalhos manuais”. Nesse aspecto, não é suficiente pensar no material (tricô, crochê, tecido) ou na personalização (adulto, infantil), mas também num componente “artístico”: é na criatividade que mora o diferencial desse trabalho, é o que pode tornar a sua pantufa especial.

E como faz? Ah, infelizmente eu não sei, sequer posso pensar em ensinar. Ainda bem que a rede está repleta de manuais e tutoriais, enriquecidos com instruções e ilustrações detalhadas. Todas reforçam a escolha do material (o tecido pode ser flanela, algodão, lã ou mesmo moletom), a importância da manta acrílica (que será forrada pelo tecido) e, como é possível prever, sugestões para dar um toque pessoal: estampas, fuxicos, fitas, rendas ou o que mais vier. Antes de começar, convém dar uma volta em feiras de artesanato, malhas e afins: provavelmente elas estarão por lá, enfeitando e servindo de inspiração.

E se eu não souber fazer? Seja bem vindo ao clube dos descoordenados! Certamente eu iria à falência se tivesse que depender dos meus trabalhos manuais. Também teria dificuldades para abrir uma loja, mas certamente essa possibilidade é mais simples pra muita gente. Uma rápida pesquisa me levou a uma empresa de caráter global, a Ricsen. Certamente existem outras, que podem abrir um leque de fornecedores. Obviamente, me parece que esse é o tipo de negócio que não funcionaria no Norte ou Nordeste…

Enfim, se você souber fazer pantufas – e as vende bem! -, que tal contar um pouco do seu trabalho?