Será o Second Life a nova bolha?

Escrevo estas linhas porcas correndo o risco de ser chamado por alguns de retrógrado ou limítrofe. Em parte com razão, afinal o objeto dessa crítica atende a clássica condição do “não vi e não gostei”. De qualquer forma, eu me arrisco a perguntar: sem contar alguma ação com enfoque totalmente comercial, você já viu alguém que se entusiasmou fervorosamente com esse negócio de Second Life? Ou será que só eu e o Mr. Manson não vimos essa realidade maravilhosa que nos querem fazer acreditar?

Vamos traduzir para quem não deu a menor pelota ao que andam dizendo por aí. Um desocupado chamado Philip Rosedale fundou uma empresa chamada Linden Lab. A idéia desse cururu era criar um ambiente tridimensional totalmente desabitado, mas com algum potencial de exploração e crescimento. Quando conseguiu desenvolver esse mundo novo, além de ferramentas capazes de construir qualquer coisa nele, convidou mais gente para brincar. Para que a experiência ficasse ainda mais interessante, liberou toda forma de comércio entre os convidados – a essa altura batizados “residentes” ou “avatares”. Originalidade era o forte de Philip Rosedale: chamou a grana virtual de “Linden Dollar” e seu novo planeta de “Second Life”.

Nem mesmo Philip Rosedale ou seus primeiros desbravadores sabiam exatamente que bomba de lugar era aquele. Parecia um jogo ao estilo The Sims. Só que não existe uma historinha, um objetivo final, uma competitividade clara… Na verdade, quem entra se sente na “extreme casa da mãe joana”: é possível fazer qualquer coisa. Conversar, passear, paquerar, fazer compras, cheirar, fumar, prostituir-se, voar, matar dragões… Como no slogan do Ig, que mantém a versão brasileira do brinquedo, “o mundo é de quem faz”.

Mas se não é jogo (ou é?), então é o quê? Bom, como tem encontros, ligações entre membros, grupos, comunidades… Então é como o Orkut. Mas também envolve grana, podendo virar um grande bazar – como o Mercado Livre. Somado à incrível possibilidade de voar e matar dragões. Para quem não dá conta nem da própria vida, essa encrenca já não parece muito atraente. Como se não bastasse, ainda tem o software-cliente, responsável pela simulação, que exige banda larga, alguma placa de vídeo parruda e muitos recursos de seu pobre computador.

Será que a minha avaliação é tão distorcida a ponto de enxergar um ambiente pouco agradável? Afinal de contas, desde sua criação em 2003 até dezembro do ano passado, eram 2 milhões de usuários cadastrados no Second Life. Fazendo uma comparação grosseira, existem uns 70 milhões de blogs, por exemplo.

De repente, alguém descobriu a chinesa Anshe Chung. Ela passou três anos como “corretora virtual”, comprando terrenos, construindo infra-estrutura e revendendo aos residentes. Fatorou um milhão de doletas.

Foi quando o monstro despertou para a revolução. Second Life foi parar na mídia, repleto de elogios impressionantes, estimativas de uso, incentivos para usuários e empresas, e o mais importante: o volume de negócios que passam diariamente pelo game-social-network-simulator. Em poucos meses, o número de usuários no planeta saltou para quase 8 milhões.

Aí, virou coqueluche. Empresas públicas e privadas, dos mais variados segmentos, desde agências bancárias até companhias aéreas (mas eu pensei que dava para voar sem aviões) criaram suas filiais no Second Life. Agências de publicidade abriram seus escritórios e vendem propaganda no Second Life. Cidades e regiões conhecidas de vários cantos do globo reproduziram pracinhas (as “ilhas”) no Second Life. Igrejas fazem preces no Second Life. A Playboy abriu sua mansão no Second Life. Avatares fantasiados ou nus fazem festas e pulam (pressionando alguma tecla apenas) em micaretas no Second Life. Bandas gravam seus clipes no Second Life. Madeleine, a menina sequestrada que comove a Europa, está sendo procurada também no Second Life. Bruce Willis foi entrevistado no Second Life semanas depois dos franceses acompanharem a eleição de Nicolas Sarkozy via Second Life. A Agência Reuters abriu sucursal no Second Life. O Sala de Redação, tradicional programa da Rádio Gaúcha, terá programa transmitido do Second Life. E a última (até hoje): O Estado de S. Paulo recebeu 800 currículos, candidatos a duas vagas para trabalhar como repórter. No Second Life.

Ufa. Acho que ficou bem claro que tem muita gente montando seu negócio como se estivessem na Corrida do Ouro, beneficiados essencialmente pela exposição que o mundo virtual vem ganhando na mídia. Onde isso vai parar? Não consigo deixar de lembrar das tulipas holandesas do Século 17, o primeiro grande exemplo de surto econômico capaz de provocar, nessa ordem: euforia, pânico e quebra. Um filme que já vimos diversas vezes.

Encontrei neste post do Bruno Godoy um comentário do Gabriel Tonobohn, certamente um dos maiores defensores (até porque ele faz parte do time de desenvolvedores da IBM no SL). Ele mesmo entrega o maior argumento para escancarar a falta de demanda. “O SL é um lugar muito mais propício para negócios e não para usuários comuns. Por isso se vêem tantas empresas entrando no mundo virtual, mas você não ouve seu vizinho dizendo uau, esse SL é animal!. Quem entra no SL? Clientes e empresas. Vejo essa segunda vida muito mais pra esse lado, e pode apostar que as empresas também”.

Parafraseando o Ricardo Sabbag, que questionou o crescimento do Google, eu pergunto: quem realmente precisa de uma segunda vida para conseguir um serviço que, em muitos casos, já é ruim na vida de sempre? Ainda pegando carona no Sabbag: deixo este problema para os especialistas e consultores da área. Aqui a gente só palpita.

Comentários em blogs: ainda existem? (13)

  1. Não vi. Não gostei. E nem entendi direito.

    Resumindo, tô nem aí pro Second Life. Há coisas realmente importantes com o que se preocupar.

  2. grán Marmota!

    palpito de cá, então: será que o que te decepciona não é esse hype todo, mais do que o SL em si? eu, pelo menos, acho um saco essa histeria toda. e no RSS não páram de cair notícias tipo “empresa X inaugura no SL”. blargh. legal mesmo é o trabalho da Universidade de Aveiro em SL.

    porque o que chamava a atenção até agora era o fato de que quase tudo lá dentro tenha vindo de residentes construtores. as empresas profissionalizaram isso e tira um pouco do “orgânico”, mas é inevitável.

    de resto, eu acho bem genial. por uma série de aspectos, alguns deles:
    • é uma prévia do que a internet pode se tornar (um ambiente imersivo)
    • é um mundo aparentemente sem limites (e os pós-modernos e assemelhados sentem-se bem nesse contexto)
    • é uma maneira divertida de se fazer um chat, inclusive em grandes grupos
    • aproxima pessoas de lugares diversos do mundo com mais “presença” do que numa chat room

    • dá pra caminhar por várias cidades do mundo sem sair de casa (e se contentando em ver polígonos, mas enfim)
    • pode ser divertido! :)

    claro, os fatores contra. é lento, tem que instalar um programa de quase 40 mb e que requer quase duas atualizações por mês, é instável, começa a sofrer ataques de terroristas digitais, recebe reclamações de usuários a todo o tempo… mas, ainda nesse viés pós-moderno, me parece também interessante ver um tecnomundo livre nascer, crescer e enfrentar dificuldades que, se não se espera de um software, pode se imaginar em um mundo.

    (isso não era um jabá – mas se ainda estiver curioso, dá uma olhada nos artigos da theKonstrukt… é uma revista com questões bastante abrangentes acerca de SL. tá em http://www.inversus.org :-))

    abraço!

  3. Eu vou falar algo curto e direto.

    O sl foi, como a maioria das idéias de qualquer corporação, uma iniciativa para gerar renda e fazer propaganda. O que diferenciou foi o modelo de negócios, porque eles descobriram um modo de permitir que outros também fizessem propaganda e, quanto mais outros faziam propaganda, mais eles (os criadores) se davam bem com suas próprias propagandas.

    Como muita gente (de fato qualquer um) podia fazer algum tipo de propaganda, então todos os interessados em anunciar ou em negócios no sl (e eram cada vez mais) começaram a incentivar cada vez mais pessoas a acessarem o produto (o sl) … e, dessa vez de novo, quem se beneficiou mais foram os seus criadores. Permitindo que outras pessoas fizessem negócios através de seus produtos, eles ganharam tanta exposição como promotores espontâneos do sl, e isso deu bastante resultados.

    Em países onde a maioria do público jovem tem muito pouco cérebro e muita testosterona e dinheiro, além de uma carência social cada vez maior, mas ao mesmo tempo uma intolerância absurda quanto a diferenças de opinião e de cultura, um ambiente virtual como o sl se encaixou perfeitamente e fidelizou cada vez mais público, razão pela qual os negócios evoluiram, e o sl foi sendo cada vez mais promovido e acessado, entrando assim em um tipo de ciclo ascendente que um dia irá diminuir, já que esses jovens tem verdadeiro horror a qualquer coisa meio imutável e seus cérebros tem sede de mais novidades que sejam excitantes e que lhes permitam interagir sem usar a sua já danificada e diminuta maça cinzenta para isso.

    Depois de os negócios já se terem afirmado bem no sl empresas começaram a tentar implementar novas idéias, por uma razão simples: elas (as empresas) tem condições de saber exatamente qual o público que está no sl. A coisa funcionava mais ou menos assim: tinha-se uma idéia, criava-se um modelo no sl e … bom, se fizesse sussesso então era hora de produzir no mundo palpável … otherwise … fuck, who mathers with this stupid idea at all? Se falhasse, era só fingir que nada aconteceu, não se tem nenhum tipo de trabalho mais além disso.

    E os jovens, com seus modismos modernos, sua lingua simples e direta, sua alimentação imprópria e toda a sua inteligência, enquanto fugiam dos seus semelhantes e deixavam de pensar em como fazer uma humanidade mais justa e preferiam ignorar as barbaridades cometidas a outros seus iguais em outros continentes e queriam por força da fé afirmar que o mundo, afinal, podia sim ser feito só das coisas boas e que se isso não acontecesse o problema era sempre dos outros, proclamaram ao mundo que coisas como o sl eram, definitivamente, a coisa mais incrívelmente genial jamais pensada anteriormente, e acharam que deixar de exercer suas funções em uma vida onde não podiam escolher seus problemas e convivas era cool, agora que estava provado que além do conputador existe um lugar bonito e tranquilo prá gente teclar…

    E, como proclamassem isso, os criadores do sl sorriram, e riram também os que tinham negócios lá, porque os três estavam felizes. Os criadores do sl porque tinham conseguido implacar um produto, os que tinham negócios porque tinham um público como cobaia e material de consumo e os jovens porque em fim tinham achado um lugar legal para conversar e travar amizades onde sentiam que não eram explorados ou vistos como compradores somente, in this so horrible world that only looks at us as consummers. O sucesso estava então firmado e a idéia era explorar ao máximo essas possibilidades e, como tudo o que é realmente bom deve ser compartilhado entre as pessoas, começaram, em um ato de extrema consideração para com os humanos bárbaros de outras regiões do mundo, a exportar esta descoberta tão boa que foi o sl ao menos para eles.

    Agora é ver como as pessoas de outras partes do mundo reagirão. Mas eu ouvi rumores de que alguns comunistas e nazistas, ditadores, imperialistas, lobistas e alguns outros ainda se revoltaram por não terem vivido nesse tempo, porque afinal um ambiente ao mesmo tempo totalmente livre mas totalmente observado e controlado, foi tudo o que eles quiseram fazer durante muito tempo mas não conseguiram …

    Abraços!

    Marlon

  4. Olha, moço. Eu também não vi, mas “não ouço falar com bons olhos” deste tal de Second Life. eheheheeheh

    Tudo bem que fui tão viciado no bobo The Sims que cheguei a tê-lo até em meu celular, e a princípio do Second Life parece um The Sims ultra-super expandido e massive multiplayer. Em suma, deve ser interessante e viciante mas, daí a virar “o grande negócio do momento” já é outra história. Isso me lembra dos primeiros relatos de “negociantes virtuais” que faziam dinheiro montando avatares e conseguindo itens em outros MMORPGs (principalmente na Asia). De lá, pra cá, dava pra ver a bolha começando a se formar. Agora o SL. Imagina quando as pessoas (chamadas primeiro de avatares e agora de “clientes”) começarem a se cansar, ou arranjarem um novo Hype? Vai fazer um “pluft” bonito, e um monte de gente vai perder milhões, querer se matar, dizer que o mundo (o primeiro) é ruim… etc…

    A história é cíclica, e tem um monte de gente com vocação pra otário neste mundo. O curioso é que metade deles se acha muito esperto. Mas esperto é aquele que sabe a hora de pegar o chapéu, pegar seus ganhos na mesa ir embora. Não tenho dúvidas de que é uma bolha. Só quero ver quem serão os otários a ficar pra ver o final do jogo desta vez.

    Abraços do Verde.

  5. Marmota, você traduziu completamente tudo o que eu acho do SL. E o Tiagón ainda complementou quando disse que detesta ver “empresa X inaugura ou é a primeira no SL”.

    Aliás os comentários do Tiagón e do Marlon esclarecem vários pontos importantes.

    Após ler isso aqui: http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1436
    Deixei um recado e o Yuri me convenceu que no SL é mais fácil ocorrer uma aproximação entre pessoas, diferentemente de um chat, há maior chance de interação.

    Palavras dele na nossa discussão por e-mail: “O que o SL traz de novo é o encontro casual. Tente conversar pelo Messenger com um japonês que vc nunca viu na vida. As reações são sempre de desconfiança e receio: quem é vc? por que me chamou? o que vc quer? Responder que se quer apenas trocar idéias com um desconhecido que vive do outro lado do mundo não ajuda nada. No SL, vc pode, após uma palestra, puxar conversa com outras pessoas para saber o que elas acharam do que foi dito. Pode marcar um encontro com o palestrante para continuar aquele assunto. Enfim, eu entro no SL apenas umas duas ou três vezes por mês; não é obrigatório trocar sua primeira vida por uma segunda virtual.”

    Ele e o Tiagón me convenceram que pode ser algo no mínimo divertido, mas que o hype por trás de tudo isso é chatíssimo, ah isso é. Fora que a Veja fez uma matéria de matar, na reportagem um casal chegava em casa no fim de semana, cada um ia para seu computador e se relacionavam pelo SL. Pelomordedeus! Isso não!

    Ah sim, o yuri tem blog: http://blog.karaloka.net

  6. ahhhhhhhhhhhh, então o SL é para empresas e clientes? ufa! que alívio, não sou cliente para esses caras… sniffffffffffffffff queria ser cliente de alguns desses caras… ahhhhh, melhor! não tem grana pra comprar tanta besteira porque no Second life eu não entro. não entro! festa da T…Não entro? quase achei que ia ver o Justus de verdade. não entro, vai embora, email! eu não sou cliente para vc!

  7. Excelente o post, principalmente por colocar os problemas da vida virtual v. vida real. Já li blogs tecendo loas ao SL. Tenho muito :medo: de jogos em geral. Coneço casos de jovens que se esquecem totalmente da vida real e suas responsabilidades.
    Meu filho de quase 16 anos viciou-se em jogos grátis na Net. Fico preocupada com jogos em geral. Privam a garotada do tempo para ler e interagir. Apagam a tênue linha entre realidade e fantasia.

    O campeão no jogo leva pau na escola. Sem essa. Fui.

  8. Oi Bia,

    Pode parecer o contrário mas eu não discordo inteiramente do Tiagon. O lance por trás dos “encontros casuais” é o mesmo das empresas: eu vejo um avatar e acho ela legal, começo a me relacionar com ela. Se ficarmos amigos ótimo, marcamos uma viagem, um dos dois pega um airplane e talvez até sexo selvagem role (eeeei). Se eu achar que ela pensa diferente de mim, então quem se importa? É só alguém com quem eu teclo, nada mais. Se eu magoar um avatar eu posso esquecer que ele é uma pessoa real, se eu conviver com um avatar branco na internet ele pode ser negro na vida real (não sou preconceituoso, é só um exemplo), pode ter costumes que eu não aceito na vida real mas conduzir seu avatar de modo a ser maravilhoso.

    Se o sl fosse para pessoas que gostam de encontros casuais então essas mesmas pessoas deveriam gostar de encontrar casualmente seus vizinhos, conhecidos e etc … e o que se observa é que pessoas que convivem muito facilmente com avatares por aí não sabem geralmente o nome de cinco pessoas da comunidade de pessoas ao seu redor.

    Se relacionar com alguém virtualmente é fácil e as pessoas fogem de relações reais porque não são fáceis … mas são muito mais compensadoras … imbecis!!

    O problema é que a grande maioria das pessoas que acessam o sl, e note que nos meus dois comentários estou falando sobre seu público original, e não generalizo mas pego pela maioria, é totalmente alienada e manobrada tanto para análises comportamentais como para consumo … enquanto pensam que são livres. As pessoas realmente deveriam enfrentar seus problemas em vez de se alienarem.

    Tenho participado e programado universos virtuais por três anos já e sei bem a diferença de um jogo de rpg virtual e coisas como o sl … se uma pessoa souber aproveitar as coisas boas sem se deixar levar pelo resto parabéns, do contrário (99 % ) … lamento muito por ela, eu tô fora.

    Marlon

  9. Second Life. Guia de Viagem. Edgar DamianiEstou com o Marmota que neste post aqui teceu comentários mais realistas sobre o Second Life. Contudo, este lançamento da Editora Novatec, nos faz pensar. Plataforma como essas e os famosos ARG´s (Alternate Reality Game) parecem estar na boca do…

  10. Acho que sigo mais a idéia do Tiago. O nível de interação permitido no SL é altíssimo, e o programa tem um alto potencial de inovação. Mas toda essa divulgação entusiástica em cima do SL tem deixando todo mundo nauseado.
    Um dos usos não-comercial que tem chances de dar certo é na educação. Tem várias experiências já rolando de salas de aula virtuais, ou palestras acadêmicas. Claro que isso não substitui uma aula real, presencial, mas complementa, e de uma forma interativa e dinâmica. E permite que alunos e professores estejam em lugares diferentes do globo.
    De qualquer forma isso não anula a necessidade de se ter um computador potente e muita paciência para esperar abrir os gráficos pesados.

  11. Olha, eu andei no jogo como freebie pra aprender.
    Hoje mesmo entrei como premium e pretendo montar um comercio indireto via SL.Vou promover os produtos que vendo para exportação.Quem sabe acontece algo…só o tempo dirá.

  12. Gostei muito do artigo! Isso nos faz pensar… Seria o SL um mundo paralelo? relações, comunicações , comercio, sonhos, sucesso, desejos, dinheiro… Vc pode esperimentar de tudo por lá, tudo mesmo, até os mais bizarros e impossíveis sonhos podem ser realizados! Td oq temos de frustação na nossa “vida real” pode ser superado no SL… e se, com o aumento da popularidade, apareçam pessoas que simplesmente passem a preferir o SL a RL? Não me assustaria, e pelo visto será breve…

    Não conhecia o “jogo” mas através de um trabalho na faculdade pude perceber o tamanho disso tudo, estou impressionada, é fascinante e ao mesmo tempo assustador pra mim. Espero que a racionalidade humana não se deixe iludir pelas maravilhas do mundo virtual… seria um inicio de Minority Report?! Ficaremos subordinados a tecnologia????
    Só o tempo nos dirá… Estaremos preparados intelectualmente para essa nova era?

    Beijos a todos e “bom divertimento”?!

  13. hahahha parece q vc é um antigo mesmo!!!
    não entende nada d novas tecnologias…
    Acredito q vc ntenha gostado pq é muito complexo pra sua cabeça!!!
    Vai jogar mario Bross!!

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