Os 22 candidatos a presidente em 1989

Minha primeira vez foi em 1994, nas eleições gerais que acabaram elegendo FHC como presidente da república. Foi naquele pleito que votei pela primeira vez no Lula e vi muita gente apoiando o Enéas – que chegou em terceiro, à frente de Quércia, Brizola e Amin. Naquele ano, assim como nas eleições presidenciais seguintes, eram poucos os postulantes ao cargo mais importante da hierarquia democrática nacional.

Mas o meu fascínio com esse clima eleitoral veio antes, aos doze anos de idade. Era um momento muito diferente daquele vivido nos trinta anos que antecederam aquela campanha histórica. Finalmente o povo iria às urnas escolher seu presidente, e aquilo soou como o primeiro presente de Natal com embrulho colorido e uma grossa fita vermelha. Talvez por conta da novidade, o país podia escolher entre 22 nomes. Vinte e dois!

Do alto dos meus doze anos, acompanhava parcialmente a campanha nas engraçadinhas aparições desse povo na TV, seja no horário eleitoral, seja no Cabaré do Barata, programa do Agildo Ribeiro recheado de bonecos do Gepp e Maia na Manchete. Sem falar das sátiras geniais da revista Mad, que lançou pelo menos três edições históricas e especialíssimas sobre os presidenciáveis. Foi certamente uma das eleições mais divertidas da história. E talvez naquele tempo eu levasse o tema mais a sério…

Hoje me arrisco a dizer que, diante do nosso “quinto pacote”, o povo continua agindo com a mesma maturidade. Mas a esperança e a fé, agonizantes, são as últimas a deixarem o palco…

Mas enfim, com uma valiosa ajuda do Google e de alguns dados obtidos em alguns sites de TRE, segue a lista dos presidenciaveis daquela eleição histórica, seguido por algumas informações que guardo de cabeça. Não achei a ordem da cédula, por isso vai na ordem da “classificação final” mesmo. Conto com meus amigos mais atentos para corrigir ou acrescentar detalhes. Para saber mais, vá ao You Tube, procure por “eleições 1989” e divirta-se.

20 – Fernando Collor de Mello – PRN: Esse puto chegou com o estigma de “caçador de marajás”, abria seu discurso com “minha gente” e prometia um “Brasil novo”. Convenceu os brasileiros de que seria uma jovem e feliz solução, especialmente após o debate do segundo turno exibido no Jornal Nacional, e acabou eleito no segundo turno. Não preciso detalhar muito a respeito do saque promovido por ele, Zélia, o “imexível” Magri, entre outros frequentadores da Casa da Dinda. E pensar que, depois das caras pintadas e do impeachment, ele está prestes a virar senador e dizer a todos nós: “voltei, seus imbecis”.

13 – Luís Inácio Lula da Silva – PT: Tenho saudades desse Lula, que aparecia na TV após a “criativa” vinheta da “Rede Povo”, contagiou gerações com o “Lula lá, brilha uma estrela”, mobilizou artistas, entidades… Fico imaginando se o Lula de 89 seria diferente do Lula eleito em 2002…

12 – Leonel Brizola – PDT: O terceiro colocado daquele pleito era, certamente, o meu candidato. Não só por causa do inesquecível “lá lá lá lá lá brizoooola”, mas também por causa da sua primeira prioridade de governo: rever a concessão da TV Globo… Sei não, mas acho que o Brizola foi outro que se perdeu no tempo, saindo até como vice do Lula em 98. Há quem questione seu estilo (quem for do Rio pode se manifestar), mas especialmente agora, um Brizola faz falta ao menos para contrabalançar a campanha.

45 – Mário Covas – PSDB: Os tucanos eram uma dissidência recém-inaugurada do PMDB, e ninguém poderia prever que nos anos seguintes protagonizariam com o PT essa “polaridade fantasiosa” – já que os dois partidos se revelaram praticamente iguais. Mas já no seu primeiro aniversário conseguiu o quarto posto nacional, trazendo como expoente o futuro governador de São Paulo, falecido em 2001. Especialmente em São Paulo, ele se saiu muito bem, rivalizando diretamente com o seu grande adversário político no estado…

11 – Paulo Maluf – PDS: … Ele mesmo, o homem cujo e-mail era maluf@mas.faz, o homem do “estupramasnãomata”, do leve-leite, do piscinão, do cingapura, da jacu-pêssego, enfim. Lembro que, na simulação escolar feita no meu primeiro grau, Maluf vencia Covas por uma pequena diferença. Enfim, esse é mais um que está prestes a voltar ao Congresso – Maluf, todos lembram, era o “candidato da situação” na eleição indireta de Tancredo.

22 – Guilherme Afif Domingos – PL: Feche as duas mãos e aproxime-as. Com as mãos ainda fechadas, coloque uma em cima da outra. Por fim, com a mão direita, aponte com o indicador. Faça tudo isso dizendo “juntos chegaremos lá” e repita o grande meme daquela campanha. Afif, hoje no PFL e virtual derrotado por Suplicy ao senado, usou artifícios como esse e o “dois patinhos na lagoa”, correspondentes ao número, para subir nas pesquisas e se credenciar, ainda que por pouco tempo, como o “anti-Collor”. Não deu.

15 – Ulysses Guimarães – PMDB: Era uma questão de honra. O homem que promulgou a constituição brasileira e um dos mais emblemáticos personagens da política nacional tinha que concorrer, ainda que estivesse bem longe de ser eleito. O grande mistério da vida de Ulysses, no entanto, foi a tragédia envolvendo seu desaparecimento em 1992, após o acidente de helicóptero que, certamente, o matou – digo isso porque nunca encontraram qualquer vestígio.

23 – Roberto Freire – PCB: Posso estar enganado, mas apesar de ser um político com idéias de extrema esquerda, o Roberto Freire trazia sim boas idéias mas sem assustar tanto como o Lula. Terminou com alguns mil votos, mas até hoje é um dos nomes mais populares da política nacional.

25 – Aureliano Chaves – PFL: Esse dificilmente chegaria longe, já que era vice do Figueiredo e ainda tinha uma imagem colada ao regime militar. Mas era bonachão e simpático. O ex-governador mineiro faleceu em 2002.

51 – Ronaldo Caiado – PSD: Afinal de contas, quem era ele? Apareceu como um sujeito bonitão, vindo de Goiás e montado em seu cavalo e atacando veementemente o Lula. Logo lembraram de suas ligações com os ruralistas e a sua orientação conservadora. Pouco tempo depois, lá estava Caiado no PFL, onde hoje é deputado federal.

14 – Affonso Camargo – PTB: Esse também tinha uma musiquinha longa e bonitinha, e se vendia como o “pai do vale-transporte” e “criador do bilhete único”. Realmente, a lei que criou o benefício é dele. Mas fora isso, talvez seja conhecido no estado do Paraná, e só. Saltou de partido algumas vezes, até ser eleito deputado federal pelo PSDB.

56 – Enéas Ferreira Carneiro – PRONA: Em sua primeira aparição ao mundo, o legendário Enéas dizia a que veio em menos de trinta segundos. Aos poucos veio fazendo barulho até arrebatar 1,5 milhão de votos para deputado federal em 2002 e, após quatro anos, mostrar que realmente só funciona falando – e de barba.

42 – José Alcides Marronzinho – PSP: Sensacional! Marronzinho aparecia amordaçado e ameaçava falar o que nenhum outro era capaz! Era a voz dos pobres na eleição, mas eles não deram muita bola. Vá contando: já são treze nomes.

54 – Paulo Gontijo – PP: Esse era bizarro. Aparecia só a sombra, a abreviação PG e um enorme slogan inspirado em JK: 100 anos em cinco. Sumiu.

31 – Zamir José Teixeira – PCN: Zamir? Zamir? Bah.

27 – Lívia Maria de Abreu – PN: Lívia Maria??? Essa eu tive que ir pro Google pra descobrir que ela aparecia em uma cozinha, dizendo que era capaz de colocar ordem na casa. Pelamordedeus.

55 – Eudes Mattar – PLP: A única vantagem desse cidadão era poder dizer a todos o quanto era facinho votar nele: Eudes Mattar era o último nome da lista. Ninguém lembra mais disso, e na época ninguém lembrou também. Mesmo com tanto esquecimento, nem em último ele conseguiu chegar.

43 – Fernando Gabeira – PV: O bom e velho Gabeira, o homem que expulsou Severino Cavalcanti e que tem a árdua missão de salvar o Partido Verde da extinção. Naquele ano, o melhor era a “musiquinha” (?). “Gabeira Presidente do Brasil”, dito como se fosse um mantra indígena, remetendo a um virundum histórico: era facinho trocar “gabeira” por “caveira”.

33 – Celso Brant – PMN: Outro que parecia um cara muito legal, mas não foi pra frente. Foi fundador do PMN, o mesmo que revelou o bizarro Samuel Silva… Era professor em Minas Gerais até falecer, em 2004.

16 – Antônio Pedreira – PPB: Pedreira era dureza. Xingava o Collor, o Lula, o Brizola… Quase não tinha programa, de tanto direito de resposta que aparecia. Tudo papagaiada: o nome dele voltou ao noticiário no início do escândalo dos correios, que culminou com a descoberta do mensalão. E o PPB não tem nada a ver com o que era PDS: era Partido do Povo Brasileiro, que logo acabou. O 16 hoje é aquele contra burguês.

57 – Manuel Horta – PDC do B: Manuel Horta? PDC do B? Blé. Conseguiu a proeza de ser o último entre os que valiam. Claro que o último lugar histórico dessa eleição ficou com…

26 – Armando Corrêa – PMB: Esse cidadão era pastor evangélico, aparecia com uma voz suave e serena em sua propaganda cujo slogan era “Acooorda Brasil”, associado a um despertador. O fim do partido, fundado por ele, foi melancólico: sua vaga na disputa eleitoral acabou sendo vendida por uma bela grana. Quem comprou seu lugar na brincadeira foi…

26 – Sílvio Santos – PQP!: O homem do baú estava louco pra ser presidente. E ganharia com o pé nas costas, não fosse a sequência de lambanças que marcaram sua epopéia. Silvão era do PFL, mas a legenda não queria saber do apresentador e fechou com Aureliano Chaves. Mas com uma ajuda do próprio partido, descobriu que Armando Correa topava tudo por dinheiro e se lançou candidato, já durante a campanha, a despeito do prazo do TSE. Numa bela noite, o dono do SBT apareceu como o 26, perguntando ao povo se sabiam o que era Justiça Social. “Eu também não sabia”. Depois da sessão “porta da esperança”, o pior: como as cédulas já estavam impressas, o mestre da comunicação dizia que “para votar em Sílvio Santos, tinha que marcar Corrêa 26”. Pena que o TSE acabou com a farra… Pedro de Lara e Gugu Liberato dariam ótimos ministros.

Puxa vida, na prática eram 23 nomes. Mas sabe o que mais me surpreende? O Eymael não era candidato!

(Postado em 27/09/2006. E neste mês, esta eleição histórica completa 20 anos.)

Comentários em blogs: ainda existem? (40)

  1. baita eleição. hoje é tudo igual, só que mais chato.

    e eu recortando matéria de jornal e guardando santinho, achando que aquilo tudo era tão importante que eu deveria arquivar algumas amostras. pena que eu joguei fora alguns anos depois.

  2. Só uns comentários:

    Ulysses Guimarães – É um sujeito que faz falta. O último discurso dele foi uma declaração de amor à democracia. Infelizmente, estava 5 anos atrasado.

    Mario Covas – Outro sujeito que faz falta. Infelizmente, estava 5 anos adiantado.

    Roberto Freire – Já na época era um divisionista. Era o pior tipo de político, e a história só comprovou isso.

    Aureliano Chaves – Era um sujeito honesto, e que por ser associado à ditadura levou mais do que merecia. Ou não.

    Affonso Camargo – Depois foi ministro (dos Transportes, óbvio) de Collor. Típico.

    Marronzinho – Sergipe deu gente como Gilvan Rocha à política nacional. Hoje dá um Zé Eduardo Dutra. Mas tudo tem um lapso de qualidade, e no final dos anos 80 deu Marronzinho.

    Paulo Gontijo – Dono de um grande empresa de transportes (os ônibus Gontijo, lógico). Deve ter capotado em algum lugar.

    Brizola – Não, Brizola não faz falta.

    Afif – Eu não diria que ele tenha sido o anti-Collor em algum momento. Sempre foi o anti-Lula e o anti-Brizola.

    Celso Brant – Eu também simpatizava com o Brant, é engraçado. Talvez porque o sujeito era sensato. Hoje o PMN é um partido, digamos, complicado.

    Fernando Gabeira – Ele melhorou muito de lá para cá. Hoje é um sujeito decente. Na época era um porra-louca.

    A merda é saber que eu vivi aqueles tempos. Tô ficando velho.

  3. Quem poderia imaginar que hoje o Roberto Freire estaria coligado com o PSDB que, por sua vez, está coligado com o PFL.

    Aaaaaaaafffff

  4. A eleição de 1989, apesar dos pesares, foi a que nos deu o maior número de boas opções: o Lula de antes (o de ANTES, que fique claro!), o grande Brizola, Mário Covas, Roberto Freire, Ulysses, Gabeira… Todos respeitáveis.

    Dezessete anos depois, o Brasil está condenado a duas opções que representam rigorosamente o mesmo. E, por outro lado, no 1º turno, só pode contar com duas opções verdadeiramente alternativas. É uma pena.

    De qualquer forma, estelionatos eleitorais à parte, vamos em frente.

    Ainda dá.

  5. Delícia de Back to the Future. E obrigada por lembrar a sequência certa de fazer o “Juntos chegaremos lá”, eu e meus colegas quebrávamos a cabeça com isso!
    Beijo da Fê

  6. Embora eu fosse pequeno (ou piá, aqui pra essas bandas…), eu revejo as propagandas e debates e consigo reviver o mesmo sentimento da ápoca (mesmo que em 89 eu não tivesse ainda como decodificar isso).

    Tanto se falou de esperança nas últimas campanhas, mas ela verdadeiramente existiu em 89. Comicios, carreatas, o povo na ruas com opção de escolher entre candidatos realmente diferentes entre si, não esse panorama desolador de 2006. Aquilo, de uma forma primitiva talvez, era sim fazer política.

    Não sei se a derrota do Collor na oportunidade teria mudado o cenário político, o sistema, enfim… Mas hj tendo a ser bem fatalista e ver que aquela foi a última oportunidade. Agora, só depois de uma grande renovação. Ulysses, Covas, Aureliano, Brizola, Brant já se foram. Tucanos, Lula, Collor, já decepcionaram. Creio que chegou a hora de RESETAR, mas não me pergunte como.

    A época dos jingles inesquecíveis, do povo com os candidatos nos braços (até o Afif…), o Lobão transgredindo a ordem no Faustão, o Seo Silvio pregando a Justiça Social, o Marronzinho falando coisas com muito sentido, mas sem podermos levar a sério, ou filhotes da ditadura, ainda tão recente, tentando sobreviver.

    Palavras como socialismo e democracia com algum sentido. Um PT q defendia a classe trabalhadores, um PFL realmente de direita querendo ser liberal, um PSDB realmente social democrata e não neo-liberal, e por aí vai. Ah, e o Enéas.

    (O Affonso Camargo continua se vendendo comno o pai do vale transporte…)

  7. aaah, claro que eu lembro de vc, né, coisinha?!?
    ei, pra onde vc vai nas eleições? vc vota em Porto Alegre?
    Bjk! Fazia teeempo que não hablávamos!

  8. À essa época, eu estudava com o filho do presidente (presidente?) do diretório do PDT em Cascavel. Quando o Brizola veio pra cá, a gente cantava a musiquinha a três por quatro e carregava as bandeiras. Meu pai tinha arrepios de ver.

    Da música do Ulisses eu também lembro. Era bonitinha: Bote fé no velhinho… Sim: música! jingle eu só vim a saber o que era MUITO tempo depois!!!

    • Considero o Brizola o maior estadista que esse país já viu. Pena que só percebemos depois que ele morreu!

  9. Brizola, o homem que aumentou o número de favelas no Rio, apoiou bicheiros e livrou traficantes da cadeia….VAI COM DEUS, OBRIGADO! QUASE ACABOU COM A CIDADE MARAVILHOSA!

  10. É amigo, tenho muitas saudades daquela época e até um certo arrependimento de não acreditar no que Brizola falava….agora não dá tempo, como na minha vida o tempo não volta, que peninha!!!! rsrsrs
    Bom vir aqui e conhecer voce, ótimo blog, apareça no meu cantinho!! Um beijão, boa sexta-feira!!

  11. Sem dúvida, foi a melhor eleição de todos os tempos. E o Brasil conseguiu colocar lá o PIOR dos candidatos!
    O engraçado é que o Brizola também subiu muito no meu conceito depois que morreu. Acho que depois de tudo que ele fez e passou, no período democrático antes do golpe, e é claro, durante a ditadura, podemos dizer que ele foi um injustiçado da história.

  12. Candidatos em 89

    Zamir – na propaganda dele tinha um berreiro e depois falava “da Bahia ao Acre,vote Zamir”

    Lívia Maria – Aparecia sentada num sofá e falava “mulheres do meu Brasil…”

    Antonio Pedreira – “O único candidato negro”,pelo menos era isso que dizia a propaganga dele (e o Marronzinho?) e tinha o “angú da gamela”,também e para terminar com chave de ouro o Pedreira,simplesmente,sumiu nos últimos dias da campanha.

    Caiado – O homem do cavalo branco

    pérolas dos debates

    “filhote da ditadura”
    “o demônio contra o coisa ruim”
    “sapo barbudo”
    aparelho de som do Lula era melhor que o do Collor

    Eleições 89,eterno

    • E a Lívia Maria dizia que os homens não tinham coragem de meter o pau nela pela frente, que só metiam o pau por trás

  13. Na verdade, eu gostaria de saber se vcs possuem aquela fala de brizola no ultimo dia antes da eleição de 1989,
    , em um debate na globo onde estavam todos os presidentes. Nos ultimos minutos do término do debate, cada um falou um pouco. Eu gostaria de lembar a fala de brizola….vcs a têm??

    Grato.

  14. Não faltam grandes lembranças mas acho que poderemos ter um repeteco do que foi aquilo no futuro. Só que um pouco menos graça.

  15. Não era presidenciável, todavia na propaganda do TRE-RJ aparecia o candidato MEHU, com um espanador, para ” espanar a sujeira política”. Foi candidato a vereador. depois a Senador no Amapá, creio, junto com o Pedreira. Consta que “Mehu” era medico suspenso, face suas condições mentais. Alguem sabe por onde andam Mehu, Pedreira e Marronzinho ?

  16. Sem Dúvida Leonel BRIZOLA é o cara! e vai continuar sendo pela eternidade!
    O brasil Jamais terá um estadista como esse Homem!
    Era o único homem capaz de fazer um governo em favor do povo!
    bom…
    é sempre bom relembrar esse tempo foi a primeira vez que votei. votei com a alma!e Claro no Briza!
    beijos!
    p.s.: Eu gostaria, também, de lembar a fala de brizola….vcs a têm??

  17. Eu gravava programas políticos e ainda tenho alguns… Sabe aquele do Ronaldo Caiado montado no cavalo, com mensagem do Chico Xavier prevendo a chegada do político messias? Eu tenho! :D

  18. Muito bom esse retrospecto. Sou professor de História do Ensino Fundamental e Médio em Mato Grosso do Sul e estou escrevendo um artigo para jornal a respeito das eleições de 1989, fiquei muito contente com esse trabalho pois estava em dúvidas sobre o fato da candidatura se Silvio Santos não ter ido a diante. Essas eleições foram uma marca da redemocratização brasileira, pois há 29 anos o povo brasileiro não podia votar devido a desgraça da Ditadura Militar.

  19. Ótima lembrança. Naquela época era tudo muito bizarro, não sei se é porque eu era criança, mas hoje parece tudo tão irreal, longe da realidade… sei lá. Viagem minha.

    Mas faltou mencionar o famoso “angu da gamela” do Pedreira e o bordão do Marronzinho (“Aguarde! Ele VAI falar!!!”).

    Falando dos candidatos em si, eu arrisco dizer o seguinte… “AINDA BEM” que o Ulysses morreu. Ou melhor, não viveu pra presenciar o que aconteceu nesse país desde o seu sumiço. Se ainda estivesse por aqui, certamente morreria de desgosto. Ele se foi em boa hora, porque não merecia presenciar o lamaçal dos anos seguintes (até hoje)…

    Também lembro que li pelo menos duas dessas históricas edições da MAD (ainda antes do “fenômeno” Welberson ‘ECA!’ rs) com os presidenciáveis. E a lembrança mais viva que eu tenho das revistas era uma das tiras que dizia que a molecada acompanhava o horário político inteiro pra poder assistir, depois, à novela Tieta, cuja abertura trazia uma moça com os peitos de fora. Épico!

    E lá se vão 20 bons anos… é, estamos envelhecendo mesmo!

  20. Caramba !!! Não me lembrava de tantos detalhes. Mas o que realmente gostei mesmo foi do final. Realmente!!! Onde estava o Eymael naquela época ?

  21. e o janio? eu ñ me lembro si era vivo ou ñ ,pq si era , c/ certeza faria parte dessa muvucada.

    • Jânio ainda era vivo e iria disputar essa eleição. Devido a alguns problemas de saúde foi substituido por Aureliano Chaves…

  22. Tinha 18 anos nessa epoca, mais não votei por não conseguir tirar o titulo. Fiquei aqui imaginando como era divertido as eleições naquele tempo. Lembranças!!

  23. Em 1989, as eleiçōes pareciam um zoológico. Collor venceu e, apesar dos pesares, conseguiu abrir o Brasil.
    As músicas das campanhas foram marcantes.

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