Mas não é pra acontecer!

Nos primórdios, quando eu ainda trabalhava ao lado do Adilson Final do Fuzo, era comum cometermos alguns errinhos nos sites que trabalhávamos. Desde coisas bobas como “Iuguslávia” até mesmo escorregadas grosseiras de informação. Naquela época, pintou uma inesquecível e acalorada discussão entre o Adilson e o então coordenador do Núcleo de Internet.

– Mas cláudio, estamos na Internet, aqui podemos corrigir os erros rapidamente. Além disso, coisas como estas acontecem…

– Mas não é para acontecer, Adilson!

– Mas Cláudio, acontecem…

– MAS NÃO É PARA ACONTECER, ADILSON!!!

Pois bem, lembrei deste pequeno episódio ontem, ao conferir no Observatório da Imprensa a repercussão de um fato cuja discussão cabe perfeitamente. Semana passada, a Agência Estado soltou uma detalhada matéria sobre a visita de José Serra a Palmas, capital do Tocantins. Na verdade, Serra cancelou a viagem devido ao mau tempo, e a barrigada foi “consertada” com um desmentido horas depois.

Preparar com antecedência uma matéria é bastante comum nas redações – muitas delas já possuem na gaveta, por exemplo, o mórbido caderno “Pelé morreu”. Meses antes da morte do Mário Covas, a Folha Online já havia preparado a página especial, cujo link descoberto antes, também provocou barulho semelhante.

Concluímos, portanto, que coisas assim acontecem, e até com alguma frequência. Mas convenhamos, não é pra acontecer. Certo, Adilson?

Apenas para concluir: o Observatório desta semana traz outro texto ótimo, destinado aos jovens que pensam em seguir a carreira jornalística.

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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