Estádios que eu fui: Westfalenstadion

Antes mesmo do sorteio da Copa, tanto alemães quanto brasileiros já tinham suas chaves definidas: os donos da casa encabeçariam o grupo A, enquanto os pentacampeões iriam para o grupo F. Não foi apenas para evitar cruzamentos antes de uma provável final, mas também para aproveitar ao máximo o potencial dos três maiores estádios do Mundial. Assim, as duas seleções passariam obrigatoriamente por Berlim, Munique e Dortmund.

Dortmund fica bem perto de Gelsenkirchen e, como também fica na região do Ruhr, tem características semelhantes. A proximidade também a maior entre as rivalidades do país: Schalke 04 x Borussia Dortmund. No que diz respeito ao tamanho, o time preto e amarelo vence fácil. Em jogos da Bundesliga, o Westfalenstadion (referência a província da Westfalia, da antiga Prússia) pode receber mais de 80 mil pessoas. Ou, pelas normas da Fifa, cerca de 69 mil torcedores sentados. O que, convenhamos, ainda é muita gente.

Por fora, o estádio chama a atenção pelas vigas metálicas amarelas, que sustentam a cobertura das arquibancadas – uma das poucas obras na reforma pela qual passou, em 2003 (o estádio é de 1974, inaugurado para a Copa daquele ano). Dentro, o estádio lembra La Bombonera, em Buenos Aires: a inclinação das arquibancadas é bem grande, e assim como a arena do Boca Juniors, foi “crescendo para cima”.

Como em todos os grandes estádios do mundo, o estádio conta com todas aquelas facilidades que você já viu no Brasil: camarotes VIP com visão total do campo de jogo, um imenso e requintado restaurante, um completo museu e lojas de souvenirs do Borussia Dortmund…

Encostado no estádio ficam as instalações humildes do Stadion Rote Erde, que foi durante 50 anos a única casa do Borussia Dortmund. E do outro lado da via, a Rheinlanddamm, convém uma caminhada pelos arredores do Westfalenhallen Dortmund, um complexo espetacular com hotel, pavilhões de exposições e ginásio poliesportivo.

Um olhar mais atento revela um verdadeiro símbolo da cidade: a letra “U” girando em cima do prédio 1, usado como centro de convenções, diz respeito a Dortmunder Union Bier, espécie de marca registrada dos fabricantes de cerveja da cidade. Trata-se de um sinal histórico, que faz parte da cultura local. Pois esse sinalzinho inofensivo foi motivo de briga entre a cidade e a Fifa, que não admite ao redor dos estádios do Mundial qualquer marca que não seja a de seus 15 patrocinadores master. Até onde eu sei, o bom senso prevaleceu e o “U” continua firme. Ainda bem!

Só para constar: além do Stadion Koln, em Colônia, também passei na frente do Waldtadion, em Frankfurt. Mas nos dois casos, apenas passamos na frente: nosso objetivo era visitar as instalações da Deutsche Fussball Bund, onde tivemos uma longa e agradável conversa com o jornalista Uli Voigt, coordenador da seleção alemã de futebol para televisão. No mesmo dia, passamos também pela antiga Deutscher Sportbund – que na época ainda não havia se reorganizado com o Comitê Olímpico alemão. Hoje é uma coisa só: Deutsche Olympische Sportbund (DOSB).

Pena que eu tenha demorado tanto tempo pra escrever essas coisas. Mas ainda restam algumas historinhas. Vamos em frente.

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (3)

  1. Que interessante, esse passeio pelos estádios que sediam a copa. Cada vez q assisto um jogo fico impressionado c a beleza deles, e invejando se teremos outros assim durante a próxima copa, se ela vier a acontecer aqui.

  2. Ish, ouvi falar que a Austrália entrou no páreo para 2014. Acho que o Brasil de foi nessa. Os Australianos qdo querem alguma coisa, se organizam (Vide Sidney 2000).

    André, o a copa do mundo aí do seu lado era réplica ou era a original “on tour” pela Alemanha?

    Um abraço!

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