Boas vindas ao Matias! (Ou: relato de um parto natural humanizado no box do nosso banheiro)

— Aqui é a doutora médica!? Eu vou tomar um pic no braço, papai?! — perguntou Joana, aflita, identificando semelhanças entre um hospital e a sala de espera do cartório.

Nem deu tempo de negar enquanto ela esboçava sentar e brincar nas cadeiras cor-de-rosa: ninguém precisa de um cartório ao meio-dia de uma sexta-feira chuvosa e emenda de feriado, 16 de novembro de 2018. Mal chegamos e já éramos os próximos.

Sentamos, Jojô e eu, diante do guichê da Soraia.

— Olá, bom dia! Eu vim para registrar o nascimento do meu segundo filho.

— Ah, pois não. O senhor trouxe todos os documentos?

Claro que sim. Tirei da pastinha a certidão de casamento, RG original, comprovante de endereço, a cópia de tudo isso e, por fim, o papelinho amarelo preenchido e assinado horas após o nascimento do Matias, na segunda anterior, dia 12.

— Desculpe, senhor. Apenas confirme comigo. Segundo esta Declaração de Nascido Vivo, o seu filho nasceu em casa?

— Exato. Mais precisamente, no box do banheiro.


O enfeite da porta anunciava o novo membro da família

Não era a primeira vez que dava essa resposta ao tentar explicar a escolha por um parto domiciliar, feita em conjunto com Rina. Terça-feira cedo, quando a professora de Joana quis saber do novo irmãozinho e se a mamãe ainda estava no hospital, eu já tinha falado da criança que veio ao mundo em meio a azulejos oitentistas no box do nosso apartamento alugado.

— Nossa! Mas que mulher corajosa!

Ela é, sim.

A reação de todo mundo diante de um “parto caseiro”, um “parto artesanal” ou um “parto socialista” (ouvi todas estas versões!) varia entre a total surpresa (“Mas ela bancou isso desde o começo?! Cê é looooouco!”) e a incredulidade. Tanto que a mesma professora, na manhã seguinte, perguntou se Rina “já estava em casa”.

— Mas… Mas eu disse que ela não saiu de casa! Matias nasceu no box!

— Ah, é… Então não teve hospital, né!? Não teve, o hospital?

Não. Sem hospital.

Enfim, talvez fosse melhor dizer que nem todo mundo reagiu assim. Soraia, a escrevente, fez diferente.

— Senhor, em respeito à Lei de número 6.015, eu vou precisar de cópias dos exames pré-natal de sua esposa. De preferência os de ultrassom. Também vamos precisar do testemunho de duas pessoas, desde que não sejam os pais.

Oi?!

Quer que eu traga também a placenta congelada? Umas três ou quatro fraldas com mecônio? Ou, talvez a própria criança pelada, balangando o coisinho na frente do guichê até o xixi acertar sua cabeça?

— Mas Soraia, eu consultei o site do cartório e não diz nada disso. Além do mais, não há motivo algum pra suspeitar desta DNV. Ela foi assinada por uma profissional de saúde devidamente habilitada. Podem verificar os dados. Ah, também tenho fotos do parto. Quer ver?

— Não se aplicam, senhor. Mesmo com elas, o Juiz pode encontrar motivos para duvidar da declaração. Isso é praxe em casos de parto ocorrido em residência, fora de unidade hospitalar ou em casa de saúde, sem assistência médica. É para nossa segurança. Mas o senhor tem tempo. É possível registrar em até 15 dias após o nascimento. Foi na segunda-feira, né?


Nossa cara de “mas que carálea” no cartório.

Jamais poderia imaginar que seria na manhã de segunda, dia 12. Joana nasceu dois dias após Rina completar 40 semanas de gestação. Se houvesse uma regularidade cartesiana (não existe), a data prevista seria lá para o dia 20. Preferencialmente depois, para que nossa família pudesse contar com a ousadia e a alegria de um sagitariano.

Era isso ou a imprevisibilidade atarantada de um escorpiano.

O tamanho da nossa tranquilidade é equivalente à sensação de quem sai de uma churrascaria rodízio após um almoço de duas horas. Buffet de saladas, pratos quentes, bebidas e sobremesa inclusos no pacote. Foi exatamente o que fizemos, ao lado de Adelise, “irmã postiça” da Rina, e um amigo dela, na tarde de domingo, dia 11.

Ainda com o status de filha única, Joana driblou o sono pós-restaurante e não cochilou no carro na volta para casa. Enquanto nos perguntávamos “como isso é possível”, tratamos de executar um plano de distração infalível: shopping center decorado para o Natal. Mudamos a rota e seguimos para o norte.

Mal entramos no acesso da avenida Moyses Roysen e já levei uma cutucada.

— Meu bem, tente estacionar rápido. Preciso muito ir ao banheiro!

Deu certo. Rina correu para casinha de força enquanto Joana e eu admirávamos a árvore de Natal cantarolando “Center Nooorteee… Alegriiiaaa…”.

Repetimos o jingle que pergunta quem vem voando com o trenó e suas renas carregando mil presentes umas três vezes quando Rina, de volta, demonstrou que Papai Noel existe mesmo e mora lá.

— Ei… Acho que vamos voltar pra casa um pouco mais cedo…

Explicou que sentiu sair algo a mais no caminho do banheiro. Demonizou uma provável incontinência e, com calma e já com a calça molhada, reparou que havia mais líquido que o normal. Demais até pra ser só o tampão. Ou, em outras palavras:

— Talvez a bolsa tenha rompido.

— ?!

E o que a gente faz agora?


Joana, no shopping: “Mamãe, você está iluminada… Está acontecendo alguma coisa?”

Pense naquela sequência clichê de parto no último capítulo da novela (ou daquele comercial sem noção de SUV). Gente aflita. Mãe sentido dores. Pai correndo com uma bolsa na mão. Vai todo mundo apressado pro carro. Enquanto dirige, o marido segura o telefone e avisa todo mundo.

Pensou? Agora esqueça. Volte para meu diálogo no shopping.

— E como você está?

— Ah, normal. Uma coliquinha leve. A barriga contrai muito de leve quando caminho. Podemos caminhar uma meia hora, tomar um sorvete… Aí a gente volta pra casa.

E o tamanho da nossa tranquilidade continuava com sabores doce de leite tentação e tramontana, da Freddo, enquanto admirávamos o chafariz dançante ao lado do carrossel das renas na pracinha de eventos.

Existe outro clichê, bem mais verdadeiro, que todo casal à espera do segundo filho escuta: nenhuma gestação é igual. Inevitável comparar: Joana nasceu no Hospital São Luiz, com direito a um furacão Rina e seus oito centímetros de dilatação gritando loucamente naquele saguão asséptico, onde normalmente as mães são recepcionadas para conhecer seus bebês com hora marcada.

Naquela manhã de segunda-feira, 25 de abril de 2016, as famílias do Anália Franco que deixaram suas SUV com o manobrista (as mesmas que devem achar aquele comercial incrível) se surpreenderam com dois metros de mulher apoiando as mãos em um sofá lilás, em pleno trabalho de parto. Uma atendente se aproximou.

— Com licença, a senhora precisa de algo? Posso ajudá-la a preencher sua ficha?

A resposta foi uma mistura de urros com estranhos pedidos relacionados a orifícios internos e externos da auxiliar. Alguém um pouco mais sensível levou Rina para a triagem e, minutos depois, para o “delivery room”, como é chamada a sala para parto normal.

Com minha bermuda vermelha e camiseta desbotada como se fosse domingo à tarde, acompanhei a transferência ao lado da doula Janie e a enfermeira obstetra Karina, da Commadre. “Aquele povo estranho do natural”, mencionou uma enfermeira do São Luiz, como se fôssemos todos um grupo saído do filme Hair.

Eram pouco depois das dez horas quando chegamos. “Banheeeiraaaaaaaaa!!!”, pediu Rina, em busca de água para aliviar as contrações. Foi quando Camila, a médica, entrou na sala. Cinco minutos antes das onze, Joana estava no colo da mamãe. Conseguiu vir antes da fotógrafa e da pediatra. Entre as primeiras contrações durante a madrugada até o nascimento de Jojô, passando pelo deslocamento entre nossa casa e o São Luiz com direito a “mulher-sirene” no banco de trás, foram sete horas.


Jojô já foi assim.

Nos três anos seguintes, cresceram tanto a menina sapeca quanto a vontade de Rina em seguir acompanhando mulheres em busca de um parto respeitoso e baseado em muita informação. Seu preparo como doula foi determinante ainda para aquela confiança toda no fim da tarde. Ela sabia que, depois que a bolsa rompe, há um limite para o trabalho de parto espontâneo começar: a preocupação só viria se, após longas horas, nada de contrações fortes ou dilatação. Por conta do histórico, as chances disso acontecer eram próximas a zero.

Enquanto voltávamos para casa, Rina sentiu uma contração dolorida enquanto avisava quem interessava: os membros do grupo “#BoraTião” no WhatsApp. Eram as parteiras do Grupo de Parto Domiciliar Matrona e duas companheiras que consolidaram a rede de apoio pós-Joana: as amigas Debora e Cacau, agora nos papéis de doula e fotógrafa, respectivamente.

Ah, claro, também era importante conversar com minha sogra. Nesse caso, o WhatsApp não era suficiente.

— Está tudo bem, mãe. Estive essa semana com a obstetra, os exames pré-natal estão em ordem. Pressão controlada. Níveis de glicose também. Pode ficar sossegada.

De fato, era uma gravidez de risco baixo. Havia um plano B para transferência em caso de emergência. As escolhas eram seguras e planejadas. Estávamos cercados de informação. Era o bastante.

Ninguém gosta de receber conselhos ou de ficar ouvindo palpites, por isso entenda o que vou registrar aqui como uma sugestão valiosa. Caso você e sua companheira decidam bancar um parto em casa, avisem apenas quem de fato vai apoiar a empreitada durante o processo todo. Para garantir a alegria e felicidade dos nossos pais e amigos, todos souberam do parto domiciliar apenas quando Matias nasceu.

Evite o constrangimento de amigos e parentes que vão contar a história daquela conhecida “que fez cesárea no plantão do hospital do plano e deu tudo certo” (a gente torce para que dê sempre, mas não era a nossa escolha). Poupe seus pais da tensão nervosa do “minha nossa senhora que ideia mais maluca mas isso é seguro mesmo não vai ter hospital?”.

Porque não teve hospital. Talvez eu já tenha dito isso.


Isso aqui é um hospital. Joana nasceu aqui. Matias não.

A Vivian, uma das parteiras do Grupo Matrona, chegou em casa antes do Faustão acabar. Ficou até o meio do Fantástico. Avaliou Rina, conversou, mediu o intervalo das contrações. A orientação era simples: descansar e esperar. Foi o que ela fez, não sem antes manter a rotina de colocar Joana para dormir.

Eu fiz o que pude para abstrair o que podia acontecer naquela madrugada. Fui para o computador e prossegui com uma tarefa que devia entregar naquela semana: a gravação de um curso online. A escrivaninha fica ao lado da nossa cama, onde Rina costuma desmaiar em sono profundo. Em circunstâncias normais, a relação entre esses dois extremos num ambiente acanhado é pacífico.

Em algum momento, enquanto falava alguma coisa sobre variáveis importantes para otimização de páginas HTML para serem indexadas pelo Google, ouço um gemidão. Eram as contrações de Rina, com cada vez mais intensidade. É possível que, caso alguém acesse ao menos uma das videoaulas que produzi, consiga ouvir um berro ululante. Era Matias chegando.

O grupo “#Boratião” movimentou-se freneticamente. Cacau e Debora chegaram em casa nas primeiras horas da madrugada. Prepararam a sala de casa com incensos, aromas e iluminação leve enquanto eu fervia água para garantir litros de café. A térmica estava cheia quando Rina, ainda consciente, pediu para que eu fosse deitar por algumas horas e despertar quando o parto estivesse engrenado.

Não lembro se já eram quatro ou cinco da manhã quando alguém veio me tirar da cama. Enquanto abria os olhos, ouvia, ao fundo, Rina xingar o Universo e questionar “quem teve a ideia de engravidar outra vez e passar por aquilo de novo”. Quase consciente, vi que era Debora, ao meu lado, com uma dúvida complexa.

— André, onde fica o registro do chuveiro?

Mesmo que eu lembrasse qual torneira era responsável por cortar a água do banheiro, não havia possibilidade alguma dela ter sido acionada por alguém nos últimos meses. Na realidade, desde quando nos mudamos para aquele apartamento, dois anos antes, nunca houve qualquer interrupção no abastecimento.

Naquela madrugada de 12 de novembro, no entanto, não havia água no chuveiro.


A madrugada em casa estava assim, serena. Até Debora abrir a torneira.

Alguns dias antes, providenciei um “kit banheira” para o apartamento. A equipe do Matrona levaria uma daquelas piscinas infláveis para um eventual parto na água – igual ao de Jojô. Eu arrumei um plástico preto comprido, que seria usado para forrar o chão. Troquei ainda a mangueira do chuveirinho: ficou comprida o bastante para alcançar a sala.

Esse plano nunca foi executado. Sem água, Rina precisava relaxar de outras formas. Ficava um tempo em pé, apoiada na parede; sentava alguns instantes em uma bola de pilates, antes das contrações mais fortes chegarem. Apoiava-se na poltrona de joelhos e mordia uma toalha enquanto gritava. Enquanto abraçava Rina, Debora ainda tentou oferecer frutas e sorvete. Recusou tudo. Nós dois ainda nos alternávamos na massagem em suas costas.

Nunca soubemos o que houve exatamente. Haviam cortado o fluxo apenas nos banheiros: na cozinha e na lavanderia, as torneiras funcionavam normalmente. Para quem acredita em coisas, pode-se pensar em uma intervenção cósmica: se Rina estivesse relaxada embaixo do chuveiro, talvez o neném viesse antes das obstetrizes chegarem. E ninguém queria um parto em casa sem a assistência delas.

Quando Fernanda e Vivian, do Grupo Matrona, apareceram carregando bolsas de material, cilindro de oxigênio e a piscina inflável (que saiu do jeito que entrou), Rina ainda estava apoiada na poltrona. Suspirou aliviada: agora Matias podia chegar. A água do chuveiro, se possível, também.

Eram quase seis da manhã quando finalmente a ducha voltou a funcionar. Milagre! A alegria de Rina estava quase completa. Exausta, pediu para sentar dentro do box. As meninas arrumaram uma banqueta própria para parto humanizado. Ela tem o formato de um semicírculo: a gestante fica sentada como naqueles assentos sanitários elevados com abertura na frente, para idosos e deficientes. Perfeito.

Só havia um porém: eu só descobri isso depois de entrar no box com a banqueta e posicioná-la como um U invertido, com a curvatura para cima.

— André, tá errado isso aí. Inverte.

Eu inverti. Isto é: o U invertido estava no sentido longitudinal. Deixei na transversal.

Rina afastou minhas mãos de perto, deitou a banqueta como deveria estar, sentou e começou a rir.

Enquanto Rina ficou embaixo do chuveiro sentada na banqueta, Joana despertou. Ouvia os gritos do box. Estranhou aquelas mulheres todas na volta da sala. Estava assustada. Perguntou o que estava acontecendo, seus olhinhos tinham algumas lágrimas. Peguei no colo, expliquei que o maninho estava chegando. Fomos ao banheiro, dar bom dia para a mamãe.


Essa foto da Cacau deveria concorrer a algum prêmio.

Fiquei com ela nos minutos seguintes, distraindo-a. Segui para a cozinha. Peguei um café para mim e uma tigela com sucrilhos para ela. Tensa, não quis comer. Imaginando que o trabalho de parto ainda levaria tempo, tratei de conduzir a manhã como se fosse um dia normal.

— Filha, vamos nos arrumar para ir a escola?

Eu mal sabia que era uma tolice. Joana ficaria o dia em casa, mas ainda não sabíamos. Ao menos ela tirou o pijama e escolheu um vestido rosa.

Nesse mesmo instante, a “baixinha” Vivian estava “encaixada” dentro do box (e era realmente a única que podia ficar ali), esperando Matias. No lado de fora, Debora segurava a mão de Rina com tanta força que o aparador de ferro sobre o box desgrudou. Cacau se equilibrava em cima do sanitário, apontando a objetiva para a cabeça de Rina.

Eu estava no quarto de Joana, ajeitando seu vestido rosa e escolhendo a sandália, quando ouvi um chorinho. Eram 7h09. Matias chegou com 3,795kg e 50,5cm. Laceração zero, períneo íntegro, como registram as enfermeiras em um parto normal. Em casa. Não teve hospital.


Oun!

Rina ainda ficou longos minutos tomando banho, feliz, já sem a placenta. Seguiu para a cama, na companhia da família. Debora preparou um suco de uva batido com um pedaço da placenta – ideia “desse povo estranho do natural”. Diz Rina que estava doce, ainda que os ingredientes tenham sido apenas suco integral e placenta. Hoje ela recorda: “foi aquilo que me deu energia naquela semana. Um parto curto, mas cansativo. Uma filha mais velha na volta. E eu lá, plena”.

As meninas logo foram embora. Levei Joana para almoçar na padaria. Montamos uma marmita com feijão, arroz, saladinha e frango – tinha que ser, já que Rina não suportava o cheiro e o gosto de frango durante a gestação. Meus pais chegaram no meio da tarde, com o nosso jantar.

Já na terça-feira, Joana estava de volta à escola. No dia seguinte, Matias fez seu primeiro passeio: foi até a Apae, na Vila Mariana, fazer o teste do pezinho. Uma aventura que teve como protagonista nosso esquecimento: o papelinho amarelo com o registro provisório tinha ficado em casa. Acionamos um Rappi e contamos com Nice, que estava em casa, fazendo faxina. Encontrou o DNV dentro da impressora (eu realmente não lembro como um documento importante daqueles foi parar lá).

Enfim, na sexta-feira, um dia depois do viaduto na Marginal Pinheiros cair, estava no cartório.


Oun de novo!

— Ele nasceu na segunda-feira, né?

— Sim, Soraia. Segunda-feira.

— Perfeitamente. Neste sábado, vamos funcionar até meio-dia. Mas nos outros dias da semana, pode nos procurar a qualquer hora. Não esqueça os exames, os nomes e prenomes, a profissão e a residência das duas testemunhas do assento, e que já viram o recém-nascido.

Voltei ao cartório com toda a papelada e um casal de amigos, Clécio e Debora, na semana seguinte. Num protesto pirracento, era um casal que ainda não tinha visto Matias. Chupa essa manga, Soraia!

Quando Matias nasceu, chamava-o de “pequeno chinesinho”, por causa dos olhos fechadinhos. Inacreditavelmente, um ano já passou. Aconteceu coisa adoidado, apesar da vida ter seguido rápido demais. Hoje, Matias já não é tão pequeno. Muito menos chinesinho. Descobriu, veja só, como faz para a mangueira do chuveirinho chegar na sala. Exatamente como seria, sem nunca ter sido.


Papai! Seu texto ficou tão grande quanto esse negócio aqui!

André Marmota é um rei momo sem dono, sem trono, um pierrot mal-amado... Não, esperem, esse é o Ed Motta. Quer saber mais?

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